Vivemos

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Vivemos tempos em que a pressa virou rotina,
e sentir profundamente passou a ser quase um ato de resistência,
porque o mundo exige respostas rápidas para dores que são lentas,
sorrisos imediatos para feridas que ainda sangram em silêncio,
companhias virtuais para vazios cada vez mais reais,
muitos conversam o dia inteiro, mas poucos realmente se escutam,
há casas cheias e corações desertos coexistindo sem alarde,
gente exibindo felicidade enquanto coleciona cansaços invisíveis,
relações rasas em excesso e compreensão em escassez,
esta é a realidade: nunca estivemos tão conectados e tão ausentes.

Curioso. Vivemos em uma época onde o normal se tornou ridículo, e o ridículo se tornou normal.

Nascemos sem perguntar, vivemos perguntando e morremos sem respostas.

⁠ Vivemos atualmente na ditadura da beleza, tudo tem que ter um padrão ideal de beleza. Eu já sou mais a mulher normal, com pouca maquiagem, a típica mulher contemporânea se preocupa consigo mesmo e com a sua aparência, mais não vive em uma regra padrão, segue a vida ao seu modo...

Estamos na Era da I.A., vivemos na servidão capitalista, sendo que há possibilidades de viver de renda através de sistemas de corretagem de investimentos que são mais valorizados que a poupança.

Todos nós vivemos o grande desamparo existencial em nossas existências terrenas frágeis. Se não tivéssemos a capacidade a capacidade de nos vermos internamente, não poderíamos fazer análise alguma sobre nossa jornada neste mundo.

Quando percebi que a única coisa que levamos é aquilo que vivemos comecei a viver aquilo que quero levar

Hoje vivemos em busca da validação do mundo, mundo esse que crucificou alguém prefeito ...


R&F Perazza.'.

⁠Onde não há lutas não se obtém vitórias e onde não há guerra não se conquista a paz, vivemos em constantes provações, mas o importante é nunca desistir e sempre acreditar.
“H.A.A”

DEUS no comando sempre!!!!

Vivemos em um mundo que o sinônimo de prosperidade é ter dinheiro ou ser famoso , porém o que define uma pessoa próspera é o quanto ela consegue emanar de bondade , amor e cooperação neste mundo tenebroso.

Devemos observar que a " Matrix " o sistema que vivemos tem como objetivo nos deixar alienados acerca dos principais temas que nos norteam.

Vivemos em um mundo no qual temos medo de dividir nossos sonhos, porque soará como prepotência!

Nos aprisionamos quando vivemos valores que não estão alinhados com nossa Alma.

Vivemos a era dos perfis cheios e das mentes vazias: muita exposição, pouca substância; muita aparência, pouco conteúdo. Afinal, é mais fácil construir uma imagem admirável do que desenvolver uma mente admirável.

No mundo em que vivemos, quem não aparecer, se tornar visível, não terá futuro. A consequência necessária de quando você precisa se tornar visível para se tornar relevante no mercado é tornar-se um idiota para consumo.

Luiz Felipe Pondé
Palestrante de diversidade propõe Instituto Cultural Hamas e envergonha Satã. Folha de S.Paulo, 19 nov. 2023.
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⁠Vivemos num mundo organizado ao redor da cobiça.

Luiz Felipe Pondé
Contrato de concupiscências. Folha de S.Paulo, 15 jun. 2025.

É mais fácil acreditar em utopias do que aceitar que vivemos num mundo sem propósito.

Vivemos em uma época que celebra a liberdade como um dogma inquestionável. A felicidade é vendida como um produto, uma conquista individual, um destino a ser alcançado. No entanto, sob o brilho superficial dessa promessa, opera uma máquina social cruel, individualista e competitiva, que produz não realização, mas uma miséria sutil e generalizada.

A depressão é uma crise existencial da qual nossa alma entra em coma enquanto vivemos.

Crônica


O Grande Teatro das Aparências


Vivemos tempos curiosos.


Nunca se falou tanto sobre verdade, e talvez nunca ela tenha sido tão evitada.


As pessoas dizem que querem sinceridade, mas apenas enquanto ela concordar com suas opiniões. Basta uma palavra contrariar seus desejos para que a verdade se transforme em ofensa, preconceito, intolerância ou qualquer outro rótulo conveniente.


O mundo moderno parece ter desenvolvido alergia ao contraditório.


Todos querem liberdade de expressão, desde que a expressão seja exatamente igual à sua.


As falsas promessas continuam circulando com excelente saúde. Mudam os rostos, mudam os discursos, mudam as embalagens, mas o conteúdo permanece praticamente o mesmo.


Prometem prosperidade.


Prometem justiça.


Prometem igualdade.


Prometem felicidade.


E o povo continua esperando a entrega de uma encomenda que parece extraviada há décadas.


As amizades também entraram na era da aparência.


Há quem possua milhares de seguidores e não encontre uma única pessoa para carregar suas dores quando a vida pesa.


São amizades de fotografia.


Companheiros de curtidas.


Irmãos de ocasião.


Presenças digitais e ausências reais.


Basta a tempestade chegar para que muitos desapareçam com a velocidade de um sinal de internet mal conectado.


E o que dizer dos costumes?


Houve um tempo em que honestidade era motivo de orgulho.


Respeitar os pais era virtude.


Cumprir a palavra era questão de honra.


Ser educado era demonstração de caráter.


Hoje, por vezes, quem procura andar corretamente parece carregar uma estranha culpa social.


A esperteza recebe aplausos.


A vulgaridade ganha visibilidade.


A superficialidade conquista admiradores.


E a integridade, muitas vezes, é tratada como ingenuidade.


Mas talvez uma das maiores contradições esteja justamente no campo da fé.


Não falo da fé sincera, que transforma vidas silenciosamente.


Falo do espetáculo religioso.


Da religião que se veste para ser vista.


Do discurso que emociona, mas não pratica.


Do irmão que abraça dentro do templo e ignora o necessitado na calçada.


Do fiel que conhece versículos inteiros, mas esqueceu o significado da compaixão.


Há quem vá à igreja não para ouvir aquilo que precisa escutar, mas apenas aquilo que deseja ouvir.


Não quer correção.


Não quer reflexão.


Não quer mudança.


Quer conforto.


Quer aprovação.


Quer sair convencido de que já está tudo certo.


Enquanto isso, o andarilho continua sentado na esquina.


O idoso continua abandonado.


A viúva continua esquecida.


E o órfão continua esperando alguém colocar em prática aquilo que foi tão bem pregado no domingo.


Chega-se ao culto com roupas impecáveis.


Sapatos brilhando.


Perfume importado.


Palavras cuidadosamente escolhidas.


Tudo muito limpo.


Tudo muito elegante.


Tudo muito correto.


Mas ao retornar para casa e retirar a roupa social, permanece uma pergunta silenciosa diante do espelho:


Quem limpa a alma?


Porque o banho remove a poeira do corpo.


Mas não lava a vaidade.


Não remove a hipocrisia.


Não elimina a indiferença.


Não apaga a falta de amor.


Do lado de fora, a televisão continua fabricando celebridades.


Nas redes sociais, surgem influenciadores que muitas vezes não influenciam sequer a própria existência.


Filmam o café.


Filmam o almoço.


Filmam a academia.


Filmam a viagem.


Filmam a própria filmagem.


E assim seguem registrando a vida sem necessariamente vivê-la.


Parece que o valor das pessoas já não está naquilo que são, mas naquilo que conseguem exibir.


A aparência tornou-se currículo.


A exposição virou moeda.


A vaidade recebeu status de virtude.


E a consciência foi sendo colocada discretamente em segundo plano.


Nesse cenário, a família perde espaço.


Os pais perdem voz.


Os costumes perdem significado.


Os princípios perdem valor.


E o silêncio da consciência vai sendo abafado pelo barulho constante de um mundo que nunca desliga.


Às vezes me pergunto para onde estamos indo.


Talvez a pergunta mais importante seja outra:


O que estaremos deixando para aqueles que virão depois de nós?


Mais seguidores?


Mais imagens?


Mais distrações?


Ou algum legado que realmente valha a pena?


Enquanto não encontramos a resposta, seguimos caminhando entre promessas e aparências, tentando distinguir o verdadeiro do falso, o essencial do supérfluo, a fé da encenação, a amizade do interesse e a consciência da conveniência.


Que Deus tenha misericórdia de nós.


E, mais do que isso, que nos conceda discernimento para não confundirmos brilho com luz, fama com valor, aparência com caráter e religião com amor ao próximo.


Porque, no final das contas, não será a fotografia perfeita que contará nossa história.


Será aquilo que fizemos quando ninguém estava olhando.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa