Vivemos
Vivemos tempos estranhos: o que antes gerava vergonha, hoje vira bandeira. E o que merecia orgulho virou alvo de chacota e cancelamento.
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas forjam tantas versões da realidade e da verdade que se tornou quase impossível distinguir o que é genuíno do que é meramente uma variação corrompida do correto.
Vivemos num mundo cada vez mais insano, onde os sensatos são rotulados de vilões pelo simples fato de desejarem o fim da loucura.
"Ontem, vivemos um tempo de muito amor, muita vergonha e pouca declaração.
Hoje, vivemos um tempo de pouco amor, pouca vergonha e muita declaração."
Haredita Angel
22.11.23
A aridez dessa contemporaneidade
Vivemos uma época em que a inteligência,
a criatividade e o talento perdem espaço
para a estultícia, a esterilidade e o hebetismo.
O mais inquietante é que essas últimas parecem ser não apenas toleradas, mas premiadas e aplaudidas...
Estamos atravessando um tempo estranho,
um tempo em que a ignorância veste gala,
a mediocridade desfila confiante, e o talento é silenciado.
A estultícia virou espetáculo,
a esterilidade virou mérito
e o hebetismo, agora, é aplaudido de pé...
Há dias em que sinto que a inteligência
anda cansada,
que a criatividade se recolhe,
e que o talento se torna um sussurro
no meio do alarido...
Enquanto isso, a estultícia dança,
a esterilidade sorri para as câmeras,
e o hebetismo colhe aplausos...
✍©️@MiriamDaCosta
A Era dos Golpes
Defino o período atual em que vivemos
de "Ilha".... é cercado por todos os lados
de "Golpe".
Vivemos numa grande “Ilha”!
Um território à deriva,
cercado por todos os lados
por ondas sucessivas
de "Fraudes" e “Golpes”...
Golpes políticos,
golpes morais,
golpes financeiros,
golpes na inteligência,
na democracia,
no consumo,
na saúde e
na lucidez coletiva...
Uma ilha
onde cada maré traz mais um abalo,
e cada amanhecer nos pergunta
se ainda há Continente ,
Nação ou Sociedade
possível para aportar....
✍©️@MiriamDaCosta
Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado.
A entrada definitiva na era digital,
e-mails, redes sociais, smartphones,
inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre.
Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas.
Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes.
A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real.
Ninguém está integralmente protegido.
Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam.
Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas.
A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea.
Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”?
Devemos responder com medo?
Ou com cautela consciente?
A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno.
Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa.
Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade.
No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais.
Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado.
A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos.
Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso.
O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade.
Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana.
A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo.
✍©️@MiriamDaCosta
Vivemos em um tempo
onde o fator determinante
é a banalização de tudo e de todos,
o próprio ser humano se propõe,
se exibe e se divulga como um ser banal.
🖋 @MiriamDaCosta
Vivemos em um mundo de pluralidade,
todavia de uma individualidade
assustadora.
A nossa é uma sociedade tribal,
porém globalizada,
com uma geração bem informada,
contudo malformada, superficial
e, por fim, alienada.
✍@MiriamDaCosta
Vivemos entre Psicopatas, Sociopatas, Narcisistas, na família, entre amigos, no trabalho, Religião, Política, etc..., estas pessoas tem uma habilidade incrível para nos enganar e nos manipular!!!
Hoje temos Psicólogos, Psiquiatras, no Youtube e no Google, Autoconhecimento é a chave!!!
Você pode enganar todo mundo por quase todo o tempo, mas você não pode enganar todo mundo por todo tempo.
Jesus carregou sua cruz sem reclamar de nada, e nós vivemos querendo largar a nossa pelo caminho, e ela nem é tão pesada assim.
Força, isso também vai passar.
Sempre há uma chance de recomeçar, vivemos de oportunidades, e oportunidades estas que temos que saber reaproveitar pois a mesma não bate na porta uma terceira vez.
Não é porque você decepcionou outros, fez coisas nas quais não sentia prazer, errou sem perceber, que você deve jogar tudo ao vento, permita a você uma segunda chance, não é porque você caiu, que você deve continuar no chão, pois ainda existe pessoas que confiam e se preocupam com você.
Somos pequenos quando não pensamos grande. Somos grandes quando vivemos sem medo. Somos verdadeiros quando há grandeza de espiritualidade dentro de nós.
Vivemos a mercê do ritmo do tempo. Tempo de espera, de escolhas, de elevação espiritual, de vida, de momentos. Medimos o tempo e não entendemos que o tempo somos nós quem o determinamos.
Sofremos, por não decifrar o justo do injusto, o verdadeiro do falso, o leal do desleal. Vivemos olhando apenas de um ângulo. Por não estarmos preparados para as inconstâncias da vida, acabamos perdendo no meio do caminho, o melhor dela.
