Vivemos
"Vivemos dias em que o relógio parece ditar o compasso da alma. As horas nos empurram, os compromissos nos cercam, e a vida sem que percebamos, se torna uma sucessão de urgências. Poucos lembram que o tempo não se mede apenas em minutos, mas em presença e que há instantes que valem bem mais que uma eternidade distraída.
Há um momento em que é preciso silenciar o mundo e escutar o murmúrio do eterno. Passar um tempo com o dono do tempo é redescobrir o sentido de existir, ou seja, é deixar que o silêncio cure a pressa, que o olhar repouse no invisível e que o coração aprenda a respirar com mais calma.
O tempo é um dom que se consome à medida que o vivemos. Por isso, é preciso gastá-lo com o que permanece, como é a fé, o amor, o encontro, o bem que se faz a alguém sem esperar retorno ou reconhecimento. O tempo sem Deus é apenas contagem, mas com Ele, é eternidade em movimento.
Enquanto há tempo, volte-se ao essencial, como é o amor, a paz, porque a verdadeira presença não se mede pelo relógio, mas pela alma desperta...
Há dias pelos quais choramos em oração e hoje vivemos em gratidão. Que nunca deixemos de reconhecer isso. E agradecer ao Senhor.
“A energia Reiki não se destina exclusivamente aos seres vivos. O mundo em que vivemos é constituído inteiramente de energia, estamos sempre imersos nela, a própria vida é uma manifestação de energia.”
“O meio em que vivemos molda atitudes e caráter. Até mesmo aqueles de alma pura e intenções elevadas — como as crianças — podem se desviar quando expostos a más influências, pensamentos tóxicos ou ambientes desarmoniosos. A pureza e a bondade exigem vigilância constante.”
Vivemos numa constante incerteza sobre o que o amanhã nos reserva. Não podemos prever se ele chegará para nós ou para as pessoas que mais amamos. E é por isso que devemos aproveitar o presente, mostrar que nos importamos, declarar nossos sentimentos e afirmar que nossa vida é mais bonita graças à presença de alguém especial ao nosso lado...
- Edna Andrade
Vazios de Si:
Vivemos numa era onde as pessoas são tão cheias de razão e tão vazias de si.
O pior, porém, vem daqueles que abdicam da realidade
para habitar um mundo imaginário —
por vezes autoritário, talvez confortável para si,
mas sempre opressivo para os outros.
Aí não há diálogo: há imposição de vontade.
E quando o bom senso deveria prevalecer,
voltamos ao início:
são tão cheias de “razão”
e tão vazias de si.
Vivemos entre despertos adormecidos. Pessoas caminham em sonambulismo consciente, num sono de olhos abertos. O palco segue montado; o "livre-arbítrio" é o roteiro. Restam as máscaras.
"As vezes vivemos na inércia de uma plenitude inoperante, onde a força do desejo é absoluta, mas o movimento em direção ao real é nulo."
O Silêncio
Vivemos cercados por sons.
As vozes das pessoas, os compromissos do dia a dia, as notícias, os pensamentos e as preocupações ocupam grande parte do nosso tempo. Em meio a tudo isso, raramente percebemos o quanto nos afastamos do silêncio.
Durante muito tempo acreditei que as respostas estavam sempre do lado de fora. Em livros, conversas, experiências e opiniões. E, de fato, muito do que aprendemos vem através do mundo que nos cerca.
Mas algumas respostas seguem um caminho diferente.
Elas chegam quando tudo se aquieta.
Existem momentos na vida em que o silêncio não é ausência. É presença.
É quando os ruídos diminuem que começamos a ouvir pensamentos que antes passavam despercebidos. Recordamos sonhos esquecidos, compreendemos sentimentos antigos e enxergamos situações que a correria não permitia observar.
O silêncio tem uma maneira curiosa de revelar aquilo que estava escondido.
Por isso, muitas vezes, ele nos incomoda.
Nem sempre estamos preparados para ouvir a nós mesmos.
É mais fácil ocupar cada espaço com distrações do que permanecer alguns instantes diante dos próprios pensamentos. No entanto, é justamente nesse encontro que surgem algumas das reflexões mais importantes da vida.
Não são raras as vezes em que uma decisão importante nasce em um momento de silêncio.
Não porque encontramos todas as respostas.
Mas porque passamos a enxergar com mais clareza as perguntas.
Com o passar dos anos percebi que o silêncio também fala.
Ele está presente entre uma despedida e outra.
Entre o fim de um ciclo e o início de um novo caminho.
Entre aquilo que fomos e aquilo que estamos nos tornando.
Talvez seja por isso que os momentos mais marcantes da vida nem sempre sejam acompanhados por grandes discursos.
Às vezes eles acontecem em um simples instante de contemplação.
Um olhar para o horizonte.
Uma caminhada sem destino.
Uma noite tranquila após um longo dia.
São nesses momentos que compreendemos que nem tudo precisa ser explicado.
Algumas coisas precisam apenas ser sentidas.
Hoje vejo o silêncio como um companheiro de jornada.
Não como um vazio a ser preenchido.
Mas como um espaço onde a vida encontra uma maneira mais serena de conversar conosco.
E talvez algumas das respostas que tanto procuramos estejam aguardando exatamente ali.
No lugar onde o mundo se cala e a alma finalmente pode ser ouvida.
É verdade que estou apagando a luz e nós sabemos disso.
Vivemos belezas e feiuras, doçuras e amarguras, completudes incompletas
Vivemos dilemas baseados, por vezes, em querer
E por outras vezes, numa quase absoluta razão
Foram muitas estranhezas, incertezas e inquietações
Simplesmente por teimar em não entender o que já sabíamos
Você e eu mudamos...de endereço, de escolhas, de atitudes
Naturalmente, assim como acontece com todas as pessoas
Simplesmente pelo simples fato de que o tempo passou
Continuaremos a residir um no outro, mas somente no território
Dos momentos guardados na lembrança
Eu vi você partir e teimei em criar um lugar pra chamar de nosso
Aos poucos percebi que ficamos somente o lugar, eu
E uma luz de esperança acesa
A nos arrastar em esperas infindáveis
Hoje estou saindo do lugar, dei-me a chance de continuar
Necessito apagar a luz
Libertei-me do que prendia-me você
Mas agora não importa mais, vivemos a brevidade da vida.
E fizemos o contrário , acumulamos conhecimento, que era coisa de otários.
No mundo que vivemos onde as pessoas são drogadas pelo físico e financeiro, julgar um livro pela capa ( aparência ) ou julgar um livro por uma página ( episódio ) é lei, por isso a moral, a ética e o caráter são pouco cultivados !
Deixe as feridas de lado e continue
Úlcera deixamos de alimentar quando
Vivemos e aprendemos a separar as coisas
Invista em seus sonhos acredite em você
Desesperança é a falta de confiança em si
Agradeça mais e aproveita cada segundo de vida.
Vivemos projetando felicidade no futuro, como se a vida estivesse sempre na próxima conquista, no próximo objetivo ou na próxima oportunidade. Nessa busca constante, corremos o risco de transformar a existência em uma eterna espera, esquecendo que a vida acontece no presente.
A mente ansiosa habita aquilo que ainda não existe; a mente sábia reconhece a riqueza do que já foi construído. O ser humano frequentemente sofre não apenas pela falta de algo, mas pela incapacidade de perceber o valor do que já possui.
Gratidão não é conformismo, nem renúncia ao crescimento. Pelo contrário, é a capacidade de reconhecer significado antes de exigir mais da vida. Quem aprende a enxergar a abundância do presente deixa de ser refém da escassez imaginária do futuro.
A verdadeira prosperidade começa quando a consciência alcança aquilo que os olhos, acostumados à ausência, insistem em ignorar. Afinal, a vida não é feita apenas do que ainda queremos conquistar, mas também de tudo aquilo que já nos foi dado, construído e vivido. O futuro inspira, mas é o presente que sustenta a existência.
