Viva a Vida como se Fosse a Ultima
A Pirâmide das Verdades
A verdade não é uma só, nem sempre constante. Ela funciona como uma pirâmide, dividida em camadas que sustentam umas às outras.
No topo estão as verdades mais rápidas, como ideias, opiniões e valores que mudam conforme a cultura e o tempo.
No meio, temos as verdades sólidas, como conhecimentos científicos e éticos, que mudam lentamente com o avanço do conhecimento.
Na base, ficam as verdades quase absolutas, princípios lógicos e fatos básicos que raramente mudam.
Quando uma verdade da base muda, toda a estrutura acima precisa ser revista, porque ela depende dessa base para se manter.
Compreender a verdade é entender essa estrutura e aceitar que a busca por ela é um processo em constante evolução.
Eu
Eu sou eu, inteira
Serei sempre assim, inteira
Completa e plena, como uma pena
Leve, mas firme e densa
Eu e tai somente eu
Calada, vazia, silenciosa,
Eu, tão eu como sempre
Me meço, me olho, me vejo, me escuto,
Me ouço, me toco, me conforto
Sou eu, inteiramente eu.
Marta Almeida: 13/06/2025
SE CADA ESTRELA TIVESSE VOZ?
Imagino as estrelas no céu...
Como as afinadas coristas
Desempenhando o papel
De encantadoras artistas...
Imagino a magnânima lua...
Imponente como o regente
E sobre a orquestra flutua
Brilhando energicamente...
Se cada estrela tivesse voz?
Acalentava a todo espírito
E toda a música viria até nós
Tornar cada dia mais bonito...
Se cada estrela soasse canto?
Desde o inverno ao verão
Nenhum triunfo seria tanto
A controlar tamanha emoção...
(SE CADA ESTRELA TIVESSE VOZ? - Edilon Moreira, Agosto/2023)
RADIANTE
Brilhante como o tesouro...
Brilhante tal toda a prata
É ver o sol, cor do ouro
Que vem e me arrebata!
É quando o dia recomeça...
Ao fundo azul do horizonte
Vir sem nenhuma pressa
Iluminando a cada fronte...
Vibrante tal toda criança...
Que brinca dentro da água
E faz da vida, refestança
Enquanto à maré se salga...
Radiante tal som da voz...
Que emite tom de alegria
E que se acerca de nós
Feito uma mágica poesia...
(RADIANTE - Edilon Moreira, Novembro/2022)
A POESIA QUE HABITA EM MIM
A poesia que habita em mim...
Não se tem como expressar
Traz meu lado bom e o ruim
Disputando um mesmo lugar...
Ora sou calmo ora elétrico...
Ora sou alegre ora sou triste
Ora sou doce e ora patético
Ora controlado ora sem limite...
Mas há a gratidão no verso...
Bem maior que o meu ser
É esse sol no meu universo
Que se deixa transparecer...
Eu trago num entra e sai ano...
Tudo o que me é envolvente
E é só no amor que emano
O que tenho de consistente...
(A POESIA QUE HABITA EM MIM - Edilon Moreira, Outubro/2021)
Ela nunca conhecera uma solidão como aquela, que chegava sem a promessa de ir embora.
As lembranças às vezes são como lascas que golpeiam a retina, outras são a mão que nos acaricia e então, sentimos até pulsar o que nos rodeia.
Se a definição de bem e mal não vier do reconhecimento e aceitação do Deus da Bíblia como única fonte, o que resta é a moralidade racional e flexível a todo tipo de concupiscências e vaidade, algo danoso ao próprio homem.
A tristeza está para o oceano assim como a memória está para o rio de sensações que deságua nas sinapses.
O deserto que me cerca não me intimida como antes, me vejo agora entre quem fui e quem estou buscando me tornar, velhos hábitos me cercam para me afastar dos novos hábitos. Não pude extinguir meu apego a ela, mas não a amo mais e nem tenho todo apego antigo, já me encontro me abrindo para uma nova paixão.
Devaneio Noturno 🌙
Sonhar contigo em meus braços, nos amando como se não houvesse amanhã, numa alegria e cumplicidade imensas, sem fim. O coração prega peças — e a mente, mais ainda. Mas, se isso foi um sonho, desejo sonhar infinitamente. Tu és a personificação da alegria, da ousadia e da simpatia que trazem sentido e prazer ao viver. E eu aqui, em mais um devaneio, numa noite longa e solitária, desejando-te... e me perdendo em meus próprios pensamentos.
O dinheiro molda o homem como a mão molda o barro, o barro cede a vontade da mão, o dinheiro cede a vontade do homem.
O ingrato nunca lembra do quê você fez por ele, sempre lembra do quê você deixou de fazer, como obrigação.
“O Corpo Como Templo, a Alma Como Caminho, Areté”
Houve um tempo em que o espelho era inimigo..
Onde o reflexo devolvia não a imagem, mas os ecos dos insultos, das zombarias, das dores, das feridas..
Um corpo rejeitado, uma alma partida..
Mas foi ali, no silêncio da dor, que a semente da excelência foi plantada..
Areté — diziam os gregos —
não é vencer os outros, é vencer a si mesmo..
É atravessar o campo de batalha interior,
e retornar de pé, mesmo coberto de cicatrizes..
É entender isso não só com o conhecimento, mas com o suor..
Treinando quando ninguém via..
Correndo quando a mente dizia “para”..
Cuidando do corpo não por vaidade cega,
mas como quem restaura um templo sagrado após anos de abandono..
A pele se fez mais clara..
Os músculos, mais firmes..
O peito, mais erguido..
E o prazer — ah, o prazer —
não mais como fuga, mas como celebração dessa evolução..
O toque íntimo tornou-se um ritual,
um gesto de amor próprio,
um diálogo entre corpo e alma,
entre carne e espírito..
Não para apagar o vazio, mas para preenchê-lo com sentido..
Enquanto outros sucumbem ao instinto, eu o domei..
Enquanto muitos se perdem no excesso,
eu aprendi a saborear a lentidão,
a respirar no meio do impulso,
a sorrir com controle e prazer..
Eu entendi que o prazer, quando consciente,
não é pecado — é arte..
Que o corpo, quando respeitado,
é um poema em movimento..
Que o suor nos treinos, a depilação atenta, a disciplina na alma,
são versos que você eu escrevo com o próprio existir..
E então veio o mais difícil:
não ser dominado por dogmas..
Questionar o altar..
Desconfiar do “amém” automático..
Buscar um Deus que fosse mais que grito —
que fosse presença, verdade, luz serena..
Não compreenderam..
Chamaram de ovelha negra..
Mas és carne de filosofia e espírito de superação..
Um guerreiro moderno, de espada invisível,
que combate não por fora, mas na consciência..
Areté..
É o suor da corrida e a paz do sono..
É o prazer limpo, sem culpa, sem maldade ou vulgaridade..
É o respeito às mulheres e à própria natureza..
É o riso depois da dor..
É a nudez sem vergonha.
É o corpo cuidado como uma escultura viva..
É a evolução de todos os aspectos da vida, sem se corromper..
É desfrutar do prazer sem fazer o mal, é treinar sem ser excessivo, é cuidar do corpo sem ser vulgar, é brincar junto com a inocência sem fazer o mal..
Não é perfeição —
é sério inteiro, é ter disciplina e auto controle, é ser lúcido, não fugindo do estinto, mas o dominando..
E essa completude, rara e forte,
é a própria definição da verdadeira excelência..
Imbecilizados politicamente e alienados religiosamente, seguem como tolos na busca por um pertencimento que sequer compreendem. Repetem dogmas e se dizem parte de uma cultura que não lhes pertence, sem ao menos saber o que significa ser judeu ou israelita. Reflexo claro da deficiência intelectual de um povo que figura entre os três mais idiotas do planeta.
Porque nos contentamos em viver como lagarta se podemos criar asas de borboleta e, voar?!
Doctorstrangelove
Cuidado com pessoas que falam demais e tente também não falar demais. Como diz um provérbio milenar: A fala é prata, mas o silêncio é ouro.
Fortaleza/Ce., 21/06/2025.
Penso em você como quem respira sem querer: um ato involuntário, necessário e incessante.
Você habita minha mente como uma presença etérea que se recusa a ser nomeada, mas se impõe como centro gravitacional de tudo que sou.
Cada pensamento é uma espiral que me leva de volta a você, como se o tempo todo fosse apenas uma tentativa de decifrar a linguagem secreta dos seus olhos, o alfabeto silencioso do seu toque ausente.
Vivo por você. Não da forma banal como se diz viver por alguém, mas no sentido mais cru e visceral da palavra: existo porque você é.
A ideia de você me sustenta, me corrói, me alimenta e me queima.
Sou uma vela acesa por sua lembrança, consumindo-se aos poucos sob a luz frágil daquilo que poderia ser — ou já é, em planos onde o real e o imaginado colapsam um no outro.
Em você, cada gesto carrega uma metafísica.
Há nos seus silêncios mais densidade do que em todos os tratados filosóficos que já ousei ler.
Você é um enigma sem chave, e talvez por isso eu insista em mergulhar — mesmo sabendo que em profundezas demais não se respira.
Mas ainda assim mergulho, porque a lucidez, por vezes, é mais cruel que a loucura.
O amor que sinto por você não é pacífico: é tormenta e êxtase, é labirinto e altar.
Sinto que este sentimento, tão vasto e intraduzível, escapa à lógica, atravessa-me como uma flecha que, em vez de matar, me faz renascer em dor e beleza.
E por mais que meu corpo queira a proximidade, minha alma já teme o excesso.
Porque há prazeres tão intensos que, ao invés de vida, oferecem desintegração.
Talvez eu tenha de ir pra longe pra não morrer do prazer de te ter, pensar direito se esse sentimento é benéfico ou faz mal.
Mas mesmo que me mate, eu voltarei.
Mesmo sabendo, eu tenho que tentar.
Dulçor:
Perdão por te amar de repente
Com ternura ausente
Como uma meiga canção sem fundamento
Dos segundos que experimentei seus sabores
Sentindo o odor de vossos perfumes
Hei de mostrar acalento
Mas não fui divisível em momentos
Onde se mostrou indizível
Faltou o toque de pirulito do dulçor
E que só trouxe melancolicamente
E o afeto que o nosso amor não se encaixou
Nosso amor teve uma calda de exaspero
Teve gosto de promessas não cumpridas por fascinação
E as palavras foram trancadas no véu do âmago
Nossa página não teve o óleo da unção
Não durou carícias, só o transbordamento de supetão
E tu me fazes a ligação final, dizendo para que te deixes e repouses, repouses com calma
Nesse pensamento cálido, nessa tamanha fatalidade e espero que tu voltes
Para a olhar de aurora
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