Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Cuidado com pessoas que falam demais e tente também não falar demais. Como diz um provérbio milenar: A fala é prata, mas o silêncio é ouro.
Fortaleza/Ce., 21/06/2025.
Penso em você como quem respira sem querer: um ato involuntário, necessário e incessante.
Você habita minha mente como uma presença etérea que se recusa a ser nomeada, mas se impõe como centro gravitacional de tudo que sou.
Cada pensamento é uma espiral que me leva de volta a você, como se o tempo todo fosse apenas uma tentativa de decifrar a linguagem secreta dos seus olhos, o alfabeto silencioso do seu toque ausente.
Vivo por você. Não da forma banal como se diz viver por alguém, mas no sentido mais cru e visceral da palavra: existo porque você é.
A ideia de você me sustenta, me corrói, me alimenta e me queima.
Sou uma vela acesa por sua lembrança, consumindo-se aos poucos sob a luz frágil daquilo que poderia ser — ou já é, em planos onde o real e o imaginado colapsam um no outro.
Em você, cada gesto carrega uma metafísica.
Há nos seus silêncios mais densidade do que em todos os tratados filosóficos que já ousei ler.
Você é um enigma sem chave, e talvez por isso eu insista em mergulhar — mesmo sabendo que em profundezas demais não se respira.
Mas ainda assim mergulho, porque a lucidez, por vezes, é mais cruel que a loucura.
O amor que sinto por você não é pacífico: é tormenta e êxtase, é labirinto e altar.
Sinto que este sentimento, tão vasto e intraduzível, escapa à lógica, atravessa-me como uma flecha que, em vez de matar, me faz renascer em dor e beleza.
E por mais que meu corpo queira a proximidade, minha alma já teme o excesso.
Porque há prazeres tão intensos que, ao invés de vida, oferecem desintegração.
Talvez eu tenha de ir pra longe pra não morrer do prazer de te ter, pensar direito se esse sentimento é benéfico ou faz mal.
Mas mesmo que me mate, eu voltarei.
Mesmo sabendo, eu tenho que tentar.
Dulçor:
Perdão por te amar de repente
Com ternura ausente
Como uma meiga canção sem fundamento
Dos segundos que experimentei seus sabores
Sentindo o odor de vossos perfumes
Hei de mostrar acalento
Mas não fui divisível em momentos
Onde se mostrou indizível
Faltou o toque de pirulito do dulçor
E que só trouxe melancolicamente
E o afeto que o nosso amor não se encaixou
Nosso amor teve uma calda de exaspero
Teve gosto de promessas não cumpridas por fascinação
E as palavras foram trancadas no véu do âmago
Nossa página não teve o óleo da unção
Não durou carícias, só o transbordamento de supetão
E tu me fazes a ligação final, dizendo para que te deixes e repouses, repouses com calma
Nesse pensamento cálido, nessa tamanha fatalidade e espero que tu voltes
Para a olhar de aurora
Quando as coisas não estão funcionando como você deseja, tenha calma. Não é o fim, é só um intervalo. Um silêncio necessário entre o que você pede e o que Deus já está preparando. A gente tem essa urgência constante de querer acelerar processos, de tentar fazer acontecer do nosso jeito, de correr antes da hora, de querer puxar o futuro com as próprias mãos, como se ele fosse obedecer ao nosso desespero. Tem caminhos que ainda não se abriram, não porque Deus esqueceu, mas porque Ele está construindo os detalhes que você ainda não seria capaz de sustentar. Há coisas que só se revelam no tempo certo. Portas que ainda não abriram porque, lá dentro, ainda estão preparando o seu lugar. Deus está ajeitando o espaço para você caber inteiro. Seja paciente. Pare de tentar se antecipar a Deus. Ele não está atrasado, está sendo minucioso. Cuidando dos detalhes que você nem sonha. Protegendo você de caminhos que pareciam certos, mas que, lá na frente, iriam te decepcionar. No invisível, no intocável, no profundo. Deus está agindo, alinhando com perfeição o tempo, os caminhos e os propósitos.
Minha energia tem sido mais seletiva, como se meu coração tivesse aprendido a filtrar com mais sabedoria. Aprendi o que vale insistir e o que preciso deixar para lá. Deixo minha essência fluir onde há reciprocidade. Trilho os caminhos que honrem a minha verdade e abrigo a intensidade que carrego na alma. Escolho com mais intenção o que permito entrar na minha vida. Não sou a mesma pessoa que costumava ser; deixei para trás algumas versões. O meu nível de tolerância mudou drasticamente. Ando me afastando silenciosamente de algumas coisas, como quem limpa o caminho para novas possibilidades, abrindo espaço para o que importa. Tenho descoberto que a verdadeira força não é expor que estou bem, mas avançar com coragem e tentar seguir, apesar de tudo. Me reconstruo com calma, como quem entende que há coisas que só acontecem no tempo certo. Há processos que exigem paciência, não pressa. Pois algumas transformações só acontecem quando a alma amadurece. Sigo respeitando o ritmo de cada coisa sem forçar as circunstâncias. Abraço a jornada com a leveza de quem aprendeu a voar mesmo com as asas bordadas de cicatrizes.
Nem sempre as coisas farão sentido, mas talvez o que você enxergue como atraso seja Deus colocando tudo no lugar certo. Às vezes, Deus só está tirando o que atrasa, afastando da sua vida o que pesa e ajustando o que precisa ser realinhado. Ele não esqueceu do que você pediu em oração e nem ignorou os dias em que você tentou ser forte enquanto seu coração implorava por descanso. Ele está sempre alguns passos à frente. Ele já viu o final enquanto você ainda está no meio do caminho. E nos momentos difíceis, Deus permanece agindo por você. Continue acreditando. Pois o que é seu, por promessa, não será tirado. Quando o tempo certo chegar, tudo vai fluir de forma especial, será lindo, leve e maior do que você imaginava. Você vai entender que Deus estava te preparando em silêncio, moldando cada detalhe, mesmo quando você achava que nada estava acontecendo. No tempo certo, tudo se encaixa com a delicadeza de quem sempre soube o final da história. Deus, em seus silêncios cheios de mistérios, orquestra cada detalhe da nossa vida com sabedoria.
Lembre-se do que você já passou, das experiências que teve e tudo que superou. Lembre-se de como a vida sempre se refez depois das tempestades fortes que você enfrentou. E que havia uma suavidade no recomeço sempre que você se permitiu seguir em frente. Lembre-se de quando você disse a si mesmo que desta vez parecia ser diferente, mas se levantou e o seu coração aprendeu a se curar. Apesar de tudo, você continuou aprendendo e percebeu que a vida segue independente do que aconteça. Lembre-se do seu esforço, onde em cada queda você fez uma coreografia de renascimento e aprendeu a dançar antes mesmo de entender as lições. Recolheu todos os cacos do que foi desfeito e os reconstruiu sob a perspectiva da esperança. Você enxergou força no seu reflexo e passou a se admirar com mais carinho, como quem encontra abrigo na própria alma.
O hip-hop, como expressão artística e cultural, tem sido historicamente uma forma poderosa de dar voz à comunidade negra e denunciar as injustiças e opressões sofridas por ela. É importante ressaltar que o hip-hop não foi criado como incentivo ao crime, mas sim como uma forma de resistência e empoderamento. A narrativa que associa o hip-hop ao crime é, muitas vezes, uma generalização simplista e preconceituosa.
Cada cultura tem suas próprias expressões artísticas e musicais, e o reggaeton, por exemplo, é uma manifestação cultural importante para a comunidade latina. No entanto, isso não significa que o hip-hop deva ser desvalorizado ou associado de forma injusta ao crime.
É fundamental reconhecer e respeitar a diversidade cultural e as diferentes formas de expressão artística de cada comunidade. Negar a importância e a legitimidade do hip-hop como um espaço de resistência e representatividade para os negros é perpetuar a colonização cultural e o racismo estrutural.
Portanto, é essencial promover o diálogo e o entendimento mútuo entre as diferentes culturas e valorizar o hip-hop como uma forma legítima de expressão artística e social, sem cair em estereótipos e preconceitos infundados. É preciso reconhecer a riqueza e a diversidade das manifestações culturais e musicais, respeitando a história e as lutas de cada comunidade.
"Amor, cuida de mim como eu cuido de você, com carinho, paciência e todo o amor do mundo. Somos refúgio um do outro, e juntos podemos superar qualquer coisa." 💖
Oriṣa é como água.
Precisamos estar sempre hidratados.
Porém não adianta tomar 10 L de água.
Tem que ser uma hidratação constante.
Nossa mente é como um grande quarto. E, todos os dias, muitas vezes sem perceber, nós escolhemos o que levamos para dentro dele. Podemos enchê-lo de coisas inúteis, informações desnecessárias e até prejudiciais… ou podemos escolher guardar apenas aquilo que realmente faz sentido — o que é importante, o que traz valor, leveza e paz.
Muitas vezes, sem notar, algumas pessoas começam a ocupar esse espaço com objetos que só geram desordem. São pensamentos negativos, julgamentos, preocupações que não fazem sentido, informações irrelevantes, medos, ansiedades... É como um quarto onde as janelas estão fechadas, as paredes são escuras, os vidros sujos não deixam o sol entrar, o ar não circula. O ambiente se torna pesado, abafado e confuso. Nada se encontra facilmente. Tudo vira sobrecarga, ruído e caos mental.
Por outro lado, existem aqueles que, com o tempo e com a vida, aprendem a manter esse quarto mais leve. Eles entendem que nem tudo merece espaço ali dentro. Sabem abrir mão do que não serve mais: das mágoas, dos pensamentos que só drenam energia, das preocupações que não levam a lugar algum. Mantêm as janelas abertas, deixam a luz do sol entrar, permitem que o vento renove o ar. E, com isso, criam espaço para o novo, para o aprendizado, para o crescimento e para sentimentos que realmente fazem bem.
É claro que, às vezes, o quarto também fica bagunçado — isso faz parte. Todos nós temos dias difíceis, momentos de desorganização. Mas quem aprendeu a cuidar desse espaço interno sabe, também, como reorganizá-lo. Porque as ferramentas estão ali: o autoconhecimento, a reflexão e, principalmente, a sabedoria de escolher o que vale ou não a pena ocupar espaço na nossa mente.
No fim das contas, a diferença é simples:
Algumas pessoas sempre conseguem encontrar dentro de si aquilo de que precisam para seguir em frente — clareza, foco, equilíbrio, sabedoria — porque o seu quarto interior está organizado. Outras continuam se perdendo dentro da própria confusão, procurando, sem encontrar, aquilo que provavelmente já está lá… mas escondido debaixo da própria desordemossa mente é como um grande quarto. E, todos os dias, muitas vezes sem perceber, nós escolhemos o que levamos para dentro dele. Podemos enchê-lo de coisas inúteis, informações desnecessárias e até prejudiciais… ou podemos escolher guardar apenas aquilo que realmente faz sentido — o que é importante, o que traz valor, leveza e paz.
Muitas vezes, sem notar, algumas pessoas começam a ocupar esse espaço com objetos que só geram desordem. São pensamentos negativos, julgamentos, preocupações que não fazem sentido, informações irrelevantes, medos, ansiedades... É como um quarto onde as janelas estão fechadas, as paredes são escuras, os vidros sujos não deixam o sol entrar, o ar não circula. O ambiente se torna pesado, abafado e confuso. Nada se encontra facilmente. Tudo vira sobrecarga, ruído e caos mental.
Por outro lado, existem aqueles que, com o tempo e com a vida, aprendem a manter esse quarto mais leve. Eles entendem que nem tudo merece espaço ali dentro. Sabem abrir mão do que não serve mais: das mágoas, dos pensamentos que só drenam energia, das preocupações que não levam a lugar algum. Mantêm as janelas abertas, deixam a luz do sol entrar, permitem que o vento renove o ar. E, com isso, criam espaço para o novo, para o aprendizado, para o crescimento e para sentimentos que realmente fazem bem.
É claro que, às vezes, o quarto também fica bagunçado — isso faz parte. Todos nós temos dias difíceis, momentos de desorganização. Mas quem aprendeu a cuidar desse espaço interno sabe, também, como reorganizá-lo. Porque as ferramentas estão ali: o autoconhecimento, a reflexão e, principalmente, a sabedoria de escolher o que vale ou não a pena ocupar espaço na nossa mente.
No fim das contas, a diferença é simples:
Algumas pessoas sempre conseguem encontrar dentro de si aquilo de que precisam para seguir em frente — clareza, foco, equilíbrio, sabedoria — porque o seu quarto interior está organizado. Outras continuam se perdendo dentro da própria confusão, procurando, sem encontrar, aquilo que provavelmente já está lá… mas escondido debaixo da própria desordem
Achar que o amor não é para mim, é um dos piores sentimentos que uma pessoa pode sentir. É como se eu não fosse nada, como se eu fosse um problema ambulante, tudo em mim parece estar errado.
“Amor, você é a minha âncora.
Desde que te conheci, percebi como somos diferentes e, ao mesmo tempo, tão complementares.
Você é a minha terra firme — aquele que tem os pés no chão, que me acalma, me guia e me faz enxergar a vida com mais clareza.
E eu sou o ar — essa alma livre, sonhadora, intensa, que às vezes se perde entre pensamentos e devaneios.
Mas é você quem me ajuda a encontrar equilíbrio, quem me lembra que posso voar, sim, mas sabendo onde pousar.
Da mesma forma, eu te levo pra sonhar, pra acreditar no que parece impossível, pra entender que juntos podemos ir muito além.
Com você, eu me sinto segura, tranquila e, acima de tudo, feliz.
Você é o meu porto seguro, minha base, meu amor, minha âncora.”
Entre o não querer e o não poder há uma linha tênue – frágil como bruma ao vento. Quando mal interpretada, essa linha pode se romper e abrir um abismo de desentendimentos irreversíveis.”
Eu queria não poder sentir mais nada.
Eu não sei sentir pela metade,
como as pessoas da minha idade.
Eu não sei mentir,
não consigo falar que amo
sendo que você
não faz meu coração acelerar.
Eu queria não ver tanto amor
em pessoas que não sentem nada.
No final,
eu só não queria ser a segunda opção de novo,
eu queria ser sua garota,
sua única.
Eu queria que você só tivesse olhos para mim,
eu queria não ter me apaixonado
pela versão sua que eu inventei só para mim,
sua versão perfeita...
Mas no fim,
era só ilusão.
Você nunca foi real,
assim como o nosso amor.
espelho com faca embutida
me olhei com mais atenção
do que deveria.
e ele respondeu como sempre faz
com quem já viu demais:
sem piedade.
ali estava eu.
com a cara exata de quem confundiu socorro com amor,
resgate com milagre,
acolhimento com contrato.
tinha olheiras de quem ouviu
“pode contar comigo”
e contou.
tinha boca seca
de pedir desculpas por existir assim,
sem manual.
me vi
como quem tropeça no próprio passado
e sente vergonha de ter acreditado
que alguém entenderia.
o espelho não mentiu,
mas tampouco consolou.
só repetiu em silêncio:
“não foi a primeira vez que você foi deixada com as malas prontas.”
e eu quis rasgar minha cara fora.
não por feiura.
mas por memória.
lembrei do momento exato
em que ela disse:
“tô aqui, viu?”
e foi.
como todos os outros.
como se minha fragilidade
fosse uma ofensa.
não chorei.
mas a água que escorreu do chuveiro
me olhava com a mesma pena
que as amigas empoderadas usam pra dizer:
“você é forte, mas difícil.”
ou pior:
“você é demais.”
fiquei nua.
não do corpo,
mas da ilusão de pertencimento.
então olhei de novo.
e perguntei, sem mover os lábios:
“qual é o problema comigo?”
o espelho não respondeu.
mas algo dentro de mim disse:
o problema é achar
que você precisa caber.
e era isso.
a mulher do reflexo não queria mais caber.
não queria mais se explicar.
não queria mais pagar o preço inteiro
por meias verdades.
ela queria uma vida onde amor não fosse esmola,
e presença não viesse com nota fiscal.
ela queria ser espelho,
mas daqueles que deformam,
só pra que o outro saiba:
a imagem real dói.
e por fim,
sem maquiagem, sem poesia, sem trilha sonora,
ela sussurrou:
“quem ama, não mede.
quem mede, não fica.”
e o reflexo sorriu.
pela primeira vez,
em anos,
eu me reconheci.
—
Juliana umbelino
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