Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Carinha de marrento, mas atraves, fica sem assento. Jeitinho dengoso, como quem quer tudo gracioso.
Assim chego, deseja aqui, desejo cá, mas no simples medo de não poder me arriscar.
Bons tempos aqueles em que sua religião não definia como você é visto. Bons tempos aqueles em que as pessoas não se matavam para provar qual a "melhor" religião. Bons tempos aqueles em que não ter uma religião não era um tabu. Bons tempos aqueles que ninguém possuía políticos de estimação. Bons tempos aqueles que, infelizmente, não presenciei e que não hei de presenciar. Bons tempos...
Você quer me ver quebrada?
De olhos e cabeça baixos?
Ombros caídos como lágrimas,
Enfraquecida pelos gritos repletos da minha alma?
A minha arrogância te ofende?
Não leve isso tão a sério.
Porque eu rio como se tivesse minas de ouro
Escavadas em meu quintal.
Você pode atirar em mim com suas palavras,
Você pode me cortar com seus olhos,
Você pode me matar com seu ódio,
Mas ainda assim, como o ar, eu me ergo.
(...)
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me ergo
Em um amanhecer que é assombrosamente claro
Eu me ergo
Trazendo os presentes que meus antepassados ofereceram,
Eu sou o sonho e a esperança do escravo.
Eu me ergo
Eu me ergo
Eu me ergo."
Como pode, num momento que deveria ser de tanta felicidade, surgirem tantos aborrecimentos?
Fala sério!
Criança sem uma educação sólida é como uma pipa no ar se darmos a linha ela some e se arrebentar perde-se.
Aonde existir? Como falar, expressar-se diante do desconhecido, uma sequência de pensamentos reais e irreais turbinam a mente; o medo é excessivo, o desconforto é aparente, por isto, onde o ser é só? Nem os meus pensamentos seguem uma lógica racional! Como dizer sobre algo ao (s) outro (s), se os olhares dizem não a mim...
"...sangue novo dá um gás danado", mas o velho é a prova de como tudo começou.Um não vive sem o outro (10.10.17).
Assim como a maioria dos mortais, rastejei em muitos momentos, com crises emocionais intensas, transtornos e angústias que me feriam frequentemente. Precisei de muitos colos, de verdadeiros anjos que me abriram portas para a busca da liberdade. Representados muitas vezes por pessoas que eu jamais poderia esperar.
são sete horas...
trágico, te amo...
como um vampiro desejo tua alma,
sinto teu coração pulsar...
sabe há morte não espera por ninguém...
seus gritos está dentro da minha mente...
temos um ao outro até o amanhecer,
este sentimento dói dentro do peito...
faça passar tudo queima em chamas,
o teu amor é infinito...
Nós vivemos a quilômetros de distância.
Como isso aconteceu?
Como eu me apaixonei por você em breve?
Porque você não vive mais perto?
Eu não posso abraçá-lo,
nem olhar em seus olhos.
Então estamos separados por uma maldita tela.
Não consigo sentir o seu toque,
seu cheiro,
nem seus lábios.
Mas um dia muda.
Eu poderei segurá-lo,
beijá-lo e apertá-lo,
e tudo o que temos certo.
Mas lembre-se,
que essa distância,
é apenas outro pequeno obstáculo.
"Todos lhe machucam, assim como se estivesse enfiando uma faca em ti. Quando você enfia uma agulha neles, eles reclamam e jogam em ti toda a culpa do mundo.~ permaneça em silencia constante "
TARDE VAZIA
A tarde está vazia como o cântaro no deserto,
E nublada como miha alma que mergulha na escuridão,
Tal qual a noite mais densa, quando chega sem avisar,
Querendo levar a seu covil a nobre alma de um guerreiro.
Até a mais intensa luz que busca se aproximar se nebula,
Mais se parecendo um tênue farol em meio à neblina densa,
Que, após perceber a turbulência, vai se distanciando,
Continuamente, tornando-se cada vez mais pálida, até desaparecer.
Poucas e pobres almas que inadvertidamente ousam chegar perto,
Em um mar de lamas são lançadas, maculando-se na essência,
Pelo poder negro que brota violentamente em minha alma,
Devorando os restos de humanidade nelas contidos.
Sou como o catarro pútrido onde se hospedam os vermes,
Que se alimentam, constantemente, das entranhas da carne,
Tal como faço com as almas que ousem se aproximar,
Sem se atentarem para o risco da nebulosidade de meu ser.
Do mundo, rechaço quaisquer bens, em descrença de suas futilidades.
E as donas, todas elas, belas ou não, são comidas como frutas,
E os caroços rejeitados no lixo, contaminados com a podridão de meu ser,
Temperados de tal modo que lá ficam como dejetos indesejados.
Os verões e as primaveras passam, assim como os invernos e as tempestades também cessam, e não resta saída, senão superar as mágoas e os dissabores e reconstruir o futuro, com o que nos sobrou no presente, porque as coisas do passado não passam de lembranças boas ou ruins.
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