Violência
Dor e Sabor
Não importa liberdade e muito menos libertinagem quando a dor e o sabor é do outro.
Minha pele é que sente o calor e o frio que desejas de mim.
Teu desejo é liberdade, eu aceitar, é libertino.
Na verdade o que queres?!
Queres a mãe e companheira; queres a senhora faz tudo; queres tudo que alegra e preenche a ti.
Mas, amo poder dar liberdade aos meus pensamentos e poder ser libertina.
O corpo que tocas; responde doçura nos sussurros abafados; a pele que sentis, exala paixão e falta de pudor.
Nada de libertino quando se acredita ser amada de verdade e a este amor se entregar.
O corpo e a pele que acaricias, deixo ser seu.
Felizmente os pensamentos são só meus
Por Rica Almada.
Mãos se cruzam acompanhando a apatia
Própria que se trancam entre o aço e o concreto
Destino, também, que ironia!
Dos que escapam, ao menos mau, do urbano tormento
A fuga do incoveniente não esquipa à inexorável certeza:
Os maus em aspas se encontram no ápice de suas extremas
Unção somente aos nobres
Aos plebeus a indiferente natureza.
Atitude...
Vivias em companhia de seu agressor
O tempo, confuso, a fez fiar ser amor o temor
Relação conflituosa, fruto de dependência e aceitação
A vida lhe dava sinais de enganos, cárcere e danos
Apaixonada, achou ser emoção o peso da mão
Iletrada, estabeleceu que viver assim era melhor que só
Imperava lhe o silêncio, quando a voz era necessária
Quiçá, por descuido ou por medo da perda
A roda que gira a vida foi sua libertação
Onde havia dor, faltava flor, alento... sobrava ausência
O espelho foi seu melhor amigo... deu voz à sua alma
Enfim, aprendestes: quem ama, também desama!
Mesmo depois do Brasil chegar ao triste patamar de primeiro lugar de maior consumo de crack do mundo, as politicas publicas de educação, segurança e saúde publicas não avançaram por falta de especializações e vontade politica. Inquestionável, o que venho proclamando a vários anos, e é vergonhosa a falta de iniciativa das governanças para a fundação estaduais e nacional de um Centro Nacional de Referencia de Tóxicos, um local especial de estudo, catalogação, mapeamento, pesquisa e gerencia para o combate ao uso das drogas, e das substancias químicas, como também um centro de informações tecno-cientificas medico-farmacológico para guiar o pronto atediamento na rede publica e privada nacional nos vários setores da saúde. Assim como a criação de programas para diminuição e combate do uso, consumo em ações sócio-educativas de saúde e segurança para o setor. Um inimigo social que se agiganta rapidamente em tristes e alarmantes patamares. E o Brasil ensurdecido todos este anos, sem querer ver e saber, não entendendo que a pior da luta é quando se combate um inimigo que não se conhece.
►Um Lugar Para Um Louco
Talvez eu esteja ficando louco,
Pois, hoje eu fiz das minhas paredes uma plateia
Sozinho no quarto, fico conversando com elas
Um antissocial em busca de um lugar ideal,
Que algumas vezes possuí pensamentos surreais
Sem conseguir controlar os instintos naturais.
Talvez eu esteja excluído deste novo mundo,
Um mundo dominado pela alienação do adulto ao jovem prematuro
Não consigo raciocinar como podem existir pessoas ocas,
Sem consciência para pensar, refletir, que não falam nada quando abrem a boca
Sinto como se fosse o único a testemunhar a impotência das outras
Há quem diga que isso se deve ao controle das grandes potências
Mas, como duvido de tudo, devo discordar,
Há sempre a suspeita sobre o que possa ser lido
Pois, feito uma moeda, existem verdades com mentiras encobertas
Com uma simples opinião, digo que as pessoas já foram mais espertas
As mentes delas hoje estão desertas, aceitando ideias discretas
Leiloando seus pensamentos, à procura de uma ótima oferta.
Há brasileiros nos jornais, sobre atos judiciais
Entre os envolvidos, jovens sem diploma, com ideias criminais
E eu aqui pensando que os adultos eram os que deveriam guiar o bando
Mas o mundo, como sempre, está mudando
E hoje já não sei mais como aderir ao pensamento mundial,
Se todos são influenciados com gestos brutais,
Como o atentado na Europa, com cheiro de pólvora.
Talvez minha mente não esteja bagunçada como a de Darko
Posso até não carregar esse fardo,
Mas nada acontece por livre a caso
Poderia ser a teoria do caos, de fato
Seria eu mais um lunático solto no mundo a fora?
Ou apenas uma pessoa comum, sem defeito algum?
Pois, da atualidade, sinto que não faço parte
Nas músicas da moda que sempre me incomodam
Das brincadeiras da infância sinto saudade
Os novos estilos me dão sono
Os clássicos são os que amo.
Escolho então fechar a porta, e conversar comigo mesmo
Melhor falar sozinho, do que discutir com um mundo sem jeito
Seletivamente eu separo as palavras que aqui escrevo
Cuidadosamente tento meditar, em um texto reflexivo
Mas a barulhada do lado de fora atormenta meu lado pensativo
Fecho então as janelas, e silencio meus ouvidos,
Afim de escapar deste mundo que está em declínio
Que essa infecção de pessoas sem noção não chegue aos meus filhos
Hoje posso ser um jovem sem direção,
Mas mesmo sem saber onde ir, eu me perco entre meus textos líricos,
Sem ferir ninguém, sem fazer mal ou bem
Apenas estou aqui, escrevendo, com sentimentos.
Que aquele que é decidido se junte ao indeciso, e da mesma forma os demais tipos de temperamento. Assim se conseguirá o equilíbrio sem violência.
Apesar da própria Constituição Federal ressaltar que a Polícia Militar existe para proteger o cidadão, resquícios do regime militar de 1964 mantêm a concepção de enfrentamento, criando assim a lógica de que todo manifestante é suspeito e, portanto, inimigo. Isto é inerente também à mentalidade construída pelo regime de caserna vivenciado pelos policiais militares, tornando muitos deles avulsos à realidade do brasileiro comum. Cria-se então uma dualidade "militar/civil", dando a falsa ilusão de que os policiais não são civis, quando na verdade são.
"Brasil, o mundo do contrário"
Lugar bom, gente feliz, tudo muito hilário.
Bola, samba, chope, festa, mundo relicário,
Mulher e homem (quem é quem?) saindo do armário
Fiel orando por um mundo todo ao contrário.
O certo tá errado e a razão é do plenário
Protesto, voto, copa, tudo enquanto eu trabalho
Agora eu pergunto, onde é que foi o meu salário?
Esse é nosso Brasil, o mundo do contrário!
E então?
Onde pararemos com esses vacilão?
Onde pisaremos se não temos chão?
Pra onde nós iremos, correremos? (NÃO!)
Olhe pro futuro e não desista irmão!
De gravata ou maloqueiro, nível igualado.
Infância já não tem mais um desenho animado,
Agora é crime, sangue, mundo marginalizado
Homem bomba ou civil, soldado assassinado!
Guerra e paz, eu já não sei mais qual é meu legado,
Se corro, se fico, ou rezo pra Ele, eu já estou parado.
Meu Deus ajuda, não nos deixe aqui abandonados!
Cercados de cães, selvagens ladrões, o mundo tá queimado!
Espero que essa mensagem te edifique e sirva de alerta diante de tantas atrocidades cometidas diariamente em todas cidades, no nosso planeta; onde passivamente assistimos as notícias, os relatos estarrecedores de crueldades, os abusos praticados, as agressões contra o nosso próximo-- a imagem e semelhança de Deus-- porque não torcem por um time de futebol específico, porque não professam uma determinada crença, religião, porque não dirigem velozmente, nem tampouco ultrapassam o sinal fechado, porque não dirigem embriagados, porque não roubam, porque não são drogados, porque não são do mesmo partido político, porque não fazem parte do meu ciclo de amizade, porque não têm o mesmo nível cultural que eu, porque não são meus aliados, porque não professam as minhas ideias e os meus pensamentos, e tantos outros motivos e argumentos, para continuarmos atirando pedras e quebrando as vidraças alheias!!!
Enquanto escrevo,
enquanto lê...
muitos morrem,
poucos socorrem,
muitos são alvos,
poucos são salvos.
Já os Dogmas,
ficam sempre
sãos e salvos.
Levou um tapa na cara? Dê um chute no mal entendido, um soco na falta de respeito, uma cabeçada na raiva e um lindo beijo na paz; mas no agressor, ensine-o que você não é fraco a ponto de se rebaixar e usar as mesmas armas de violência, e sim de que você se vale mais de inteligência e sabedoria, aquelas que vem lá do alto. Então, basta olhá-lo com olhar de reprovação e se retire, isto será mais que suficiente para acabar com a moral do indivíduo energúmeno.
"Em todas as sociedades, qualquer que seja sua cultura, as pessoas têm uma aspiração comum, a busca pela paz, a eliminação definitiva da guerra e da violência, e a luta diária para melhorara qualidade de vida dos que os rodeiam"
Somos uma resistência não-violenta...
Somos o que você tem medo de ser...
Somos o que você não sabe ser...
Meu corpo tem marcas que o tempo fará desaparecer, mas da minha alma jamais, jamais conseguirá apagar.
Livro - PERFIL
Bolinhas de gude
Jorginho foi preso
quando jogava bolinha de gude
não usou arma de fogo
nem fez brilhar sua navalha
Jorginho era criança igual às outras
queria brincar
O brinquedo poderia ser um revólver
uma navalha
um pandeiro
quem sabe um cavalinho de pau
Jorginho queria brincar
Jorginho viu um filme americano
no outro dia
fez uma quadrilha de mentirinha
sempre brincando
a quadrilha foi ficando de verdade
Jorginho ficou grande como Pelé
todos os dias saía no jornal...
Televisionado
só não deu autógrafo
porque estava algemado
Ele era o facínora
que brincava com bolinhas de gude.
O espírito quando é pacífico ainda que num corpo jovem e cheio de saúde e energia continuará pacífico, já um espírito violento mesmo que esteja num corpo doente e debilitado não será pacífico, apenas concentrará sua ira e achará outros meios de se expressar o que comprova que a ira vem de nosso espírito ainda imperfeito e não do corpo.
Os bárbaros adorariam que todos nós entrássemos no jogo deles. Desse modo teriam provas da existência dessa guerra que só existe na cabeça deles.
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