Violência
É um erro afirmar que os "intelectuais revolucionários" que admiram Che Guevara continuam a prestar-lhe homenagem apesar da violência e do crime. Pelo contrário: a violência e o crime estão no centro dessa homenagem.
Não imponha limites cidadão ao seu conhecimento, participação e atuação na vida escolar de seus filhos, para os mesmos não serem imbecilizados pela violência e nela fazerem escola.
Se você deseja cativar a mente das pessoas, tornou-se um opressor; porém, se cativou com o desejo de libertar, tornou-se um libertador.
Mesmo que devolver na mesma moeda é ter ela de volta, o troco é pouco contra as práticas violentas dos marginais de farda.
OS HUMANOS SEM HUMANIDADE
Com bárbaros não há diálogo
Entre os boçais a sabedoria não reina
Os intolerantes não respeitam as diferenças do outro
Os ignorantes não entendem argumentos
Os alienados não enxergam os fatos
Os hipócritas dizem amar, mas matam
Os sábios
Lutam contra a barbárie
Levam paz, por onde passam
Carregam no peito, amor pelo mundo
Trazem no olhar a esperança
sem deixar de ver a realidade que os cerca
Reconhecem a dor do outro
Em tempos de brutalidade
É preciso ser luz na escuridão
Vida em meio a guerra
Flor vencendo o canhão
Fé para os desesperados
Família para os abandonados
Razão em meio a bestialidade
É preciso ter humanidade diante da crueldade
Mas no fundo todos sabemos que os fins não justificam os meios, que a pátria não é mais importante que vidas, e que religião não deve ser usada como desculpa, para proferir preconceitos.
Medo e Fantasia, Uma Perigosa combinação
O medo faz das pessoas, presa fácil de manipuladores.
O medo faz com que acreditem em fantasias sem sentido.
O medo se torna ódio e violência.
O medo é uma arma poderosa.
O medo é uma das melhores ferramentas, que boçais utilizam para alienar a população.
O medo é uma forma de controle.
Fica esperto, ou você será o próximo a ser enganado!
-Sheila Tinfel
Os Vermes
Eles dizem duvidar da nossa força
mas eles nos temem
Eles tentam nos calar
mas nossa voz ecoará ainda mais
Eles nos olham com asco
mas não somos nós, os vermes
São eles!
Eles nos chamam de imorais
mas são eles que escondem a verdade
Dizem que somos pecadores
mas são eles que matam por ódio
Falam que tudo o que fazemos é ilegal
mas se esquecem que a lei nem sempre é justa
A lei já defendeu a escravidão, meus caros!
Eles acham que estamos errados,
mas não somos nós que usamos da ignorância para resolver conflitos
Eles dizem nos odiar
mas é mentira!
Eles odeiam a si próprios, e sabem que se transformaram em parasitas
e agora nos culpam por isso!
Eles sabem o que são
e precisam humilhar os outros para se sentirem melhores
Eles querem ser superiores a todos
Acreditam que são o centro do universo
Não aceitam opiniões diferentes das deles
Não amam ninguém, alem de si mesmos
Não lutam por uma causa justa
e sim pelo PODER
E pelo "direito" de ofender os que não se adequam aos seus fantasiosos padrões
Humanos? Não!
Eles são vermes,
Parasitas
Não passam de patifes fanáticos
São monstros que assassinaram sua própria humanidade
É isso o que eles são!!
O circo
Estamos no picadeiro e não existe ensaio.
Palhaços contando as mesmas piadas sem graça.
Trapezistas sem rede para aparar.
Malabaristas tentamos não deixar a peteca cair.
Mágicos sem cartola multiplicando o pouco da dignidade que nos sobra.
Domadores de toda a violência explícita, ou não.
Sem receber aplausos por nossa atuação.
É! Nossa vida parece um circo...
Coitado é quem não usa da razão
E é escravo da emoção
Que usa a boca para o mal
E não para a edificação
Coitado de quem só sabe usar da violência
Pra resolver um problema
Que não tem autodomínio sobre si
E só sabe usar as mãos para agredir
Coitado de quem só sabe usar da maledicência
Criando assim só problemas
Causando sofrimento também para si
E não sabe usar as mãos para medir
Medir as consequências de um ato
Violência só te leva ao fracasso
Pra quê sujar minhas mãos?
Uso elas para escrever sobre o amor
E coisas que para mim tem o real valor
O que pensam o que digam eu não ligo
Quero mesmo é agradar a quem merece
E fazer da minha história um abrigo
Abrigo de tudo que é bom e feliz
De coisas que enriquecem um aprendiz
E não do que contradiz!
Todo dia o mundo acaba
Todo dia acaba tudo
Pra alguém
Mas se você não conhece não importa
Ou importa pra quem?
Tantas mães chorando
Enquanto o mundo segue girando
A vida segue andando
Pra frente ?
Mas tem que aguardar
O iml liberar o corpo
Para o seu mundo ela enterrar
Mas se você não conhece não importa
Ou importa pra quem
O mundo acaba Todo dia
Porque todo dia a vida acaba
Mas fica difícil de suportar
A injusta noção de justiça
Que o estado incita a acreditar
E temos de dizer amém
Sem lutar ?
E a minha luta
Você não conhece
Você não se importa
Ou importa pra quem
Não aguentamos mais
enterrar nossas crianças
Seus sonhos nossas esperanças
Não aguentamos mais
Passar a noite em claro
Porquê a polícia vai entrar
Enquanto os "nobres" festejam ao som de fogos o fim de cada ano
A gente "dorme" aos sons dos tiros
Aqui no fim do mundo
Enquanto o marketing divulga
É maravilhosa nossa cidade
Balas perdidas encontram crianças em tenra idade
Onde ?
Lá no fim do mundo
Nas comunidades
Daqui alguns dias não serão lembrados
Enquanto a gente chora nossos mortos
E se pergunta o porque disso
Pela segurança eles dizem
Tá seguro para quem mas vc ñ conhece não importa Ou importa pra quem
Eu sou a sociedade
e sou especialista em criar
Não pense que é fácil
Precisa primeiro se acostumar
Já não dizia o fulano
Necessário ñ é viver
Necessário é...
Enfim vou lhe ensinar um macete
Não tem erro pra entender
Meu método é simples
E o que eu faço?
Eu fecho os olhos ,
Eu fecho os olhos quando a criança chega na escola depois de ser espancada,
Eu fecho os olhos para as crianças dormindo na calçada,
Eu fecho os olhos para a menina de 10 anos grávida ,claramente violentada,
Eu fecho os olhos para o assalto que vejo da janela na minha sacada
Eu fecho os olhos para o meu colega desviando a verba da merenda,
Eu fecho os olhos e durmo em paz?
Não precisa exagerar também,
Quem tem paz num mundo desse ?
Não penso muito .
Eu crio muito!
o importante são os números
não as pessoas certo ?
Um dia mais tarde tragicamente eu encontro tudo aquilo que criei
E sou manchete no jornal da tarde
Morre beltrano com requintes de crueldade
Aquela que eu não repudiei
Aquele assalto na esquina era meu filho,
Mas como eu não reconheci
na hora eu não me importei
Os monstros que eu criei estão sempre a espreita ,
A violência ,o medo ,a fome , o descaso.
Quando bati o carro dia desses fui parar na emergência
faltaram remédios para me salvar , lembrei me do meu colega
que desviava a verba sem pensar
Lembro também de ver uma notícia
de um hospital público que por desvio
de verba não tinha
o mais básico para trabalhar
eu fechei os olhos novamente
e dessa vez eu não os abrirei mais
deixo este mundo como um gigante
Por que tudo o que eu criei
está aí pra te assombrar
Você segue como eu , a fechar os olhos
E no final abre a boca pra reclamar ?
Ha ha ha ha ha ha
________Pamela Pacheco
Estamos diante de tantas barbárie, onde a humanidade está se tornando monstruosa cada dia mais, nos deixando inseguros pois o amor ao próximo deixou de existir...
Não é fácil ser mulher em um mundo eminentemente machista. Não é fácil ser mulher em uma sociedade cujos discursos de empoderamento e defesa das mulheres não passam de meras palavras jogadas ao vento, ou melhor, na internet apenas "para inglês ver". Ser mulher no fim das contas é lutar o tempo todo para não perdermos a própria identidade ante tantas e variadas formas de violência que nos são cotidianamente impostas.
Na terra de natureza abundante e horizontes vastos, a mulher brasileira dança sob céus nebulosos, contrastantes e nefastos.
Nas sombras do cotidiano, uma dura realidade, ela foge do espectro da violência, sem descanso, sem piedade.
No lar, onde deveria encontrar abrigo e amor, é onde muitas vezes enfrenta um mar de odio, violência e temor.
Entre paredes que testemunham silêncios amargos, a mulher brasileira busca forças e se contenta com migalhas e desprezíveis afagos.
No tecer de seus dias, entre laços e desvãos, enfrenta o desconhecido, sem medo de seus grilhões.
Em um sistema que às vezes parece não notá-la, ela ergue sua voz, desafia a injustiça, mas a maioria se cala.
Com a coragem de quem tece os fios do destino,a mulher brasileira é luz em meio ao seu futuro escuro em desalinho.
Bruxa da madrugada, me leve da sala.
Me prenderam em um quarto escuro, só vejo minha alma.
O carcereiro me invade as vezes.
Sou uma alma condenada?
Procuro na imaginação apenas a última revoada.
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