Frases sobre vidro
A noite chega de repente, demorada e sombria. Pelo vidro da janela vejo que se passou mais um dia. Abraço o travesseiro em um quarto bem frio, apago a luz que ainda me resta, e permaneço no escuro, vazio. Amanhece... o sol traz a aurora; é mais um dia sem você, a saudade me devora. O vento sopra calmamente, a ele digo o que eu quero. Que ele chegue até você, e diga que ainda te espero. Quem sabe das nuvens você veja os meus sinais, querendo levar pra frente, o que deixamos pra traz. ''A noite chega de repente, dizendo re-tente.''
Tem amor que é como vidro quebra facilmente,mas também tem aquele amor que é como ferro pode ate enferrujar, mas jamais se quebrará!
Um copo de vidro, ou qualquer coisa semelhante, quando é quebrado, nunca mais volta a ser o mesmo. Você pode juntar as peças, colá-las com supercola, mas nunca segurará o mesmo conteúdo. Ele se esparramará devagarzinho pelo chão. Os nossos sonhos, também são assim. Quando são destruídos, tudo passa a ter menos sentido.
Deixe-me explicar algo, imagine um copo de vidro,
vazio, toda vez que você o toca ele vibra lhe dando uma nota única,
essa nota é marca da existência da pureza no copo,
bem, esse copo é você em santidade, seja lá o que for santidade,
pois agora imagine este mesmo copo cheio de terra,
obvio que sua melodia de pureza se perderá,
mas se existe um mal personificado e intencionado neste universo,
ele não liga pra que melodias você anda ressoando,
ele só precisa que haja areia no máximo possível de copos,
não porque o "mal" odeio a "bem",
que ama a humanidade que o mal quer destruir,
o que há de mau na nossa existência faz o que faz por prazer,
nem essa de Satanás e Jesus,
o que há de se temer é a perversão humana,
essa é a verdade que eu aceito pra mim,
o "bem" e o "mal" se alimentam do que nos diferencia dos animais,
cabe a você escolher qual dos dois quer nutrir dentro de si.
Vento
Ontem um vento bobo
Entrou pela janela,
Derrubou meu enfeite de vidro,
E o fez ficar em cacos.
Eu também fiquei como os pedacinhos
Perdidos pelo chão
Não era porque era meu enfeite favorito,
Não era por ter que juntar os vidros,
Não era por ter que varrer o piso,
Ou me ver assim,
Prostrada, com as mãos no chão.
Foi porque eu deixei a janela aberta,
Porque quis deixar algumas brechas,
E esqueci-me do enfeite no balcão.
Mas hoje, depois que juntei os cacos,
Resolvi a janela não abrir.
Ainda não sou capaz,
De deixar algumas brechas,
De juntar os cacos que surgem,
De aceitar que os vidros quebram,
De saber sentir o vento.
E olhando meu reflexo
No espelho trincado do banheiro,
Vejo que sou como aquele enfeite quebrado
Que o vento derrubou.
Despedaçada, desfigurada, desfeita,
Incapaz de me recompor.
Não sei o que enfeite sentiu
Quando se quebrou.
E o que senti? Também não sei...
Quando o vento me atingiu?
Não recordo, mas me ajoelho
E fico em prantos.
Não por estar quebrada,
Não por estar desfigurada.
Mas porque me lembrei
Da janela que abri,
Do vento que deixei entrar,
E que quis me destruir.
Coração partido! e como um estilhaço de vidro que te perfurá.
entra causa dor,e quando puxa sangra.
e quando cura!vira cicatriz, e mesmo com o tempo!? ainda fica sua marca.
Altar de vidro
Não escutaram a palavra que evidenciava um sonhador? Se tornaram estéreis à luz, mas conceberam as trevas a um único filho. Assim se partiu o altar e o fênix que estava por cima, se espalhou, nos reconduzido a arca, pois não a buscamos no tempo. Todo ajuntamento foi assim que fizemos, só para agradar as respostas.
" "Se você pegasse um coração, colocasse dentro de uma cúpula de vidro, poderia entender que as feridas se fecham, cicatrizam-se, mas as marcas ...
Elas sempre envolveram aquele velho coração enquanto o mesmo pulsa descompassadamente.
Entre dores e lamentos, esperança!
Entre lágrimas e risos, silêncio! O dor se torna companheira dos que aprendem com ela."
desORIENTE
CONTO DE VIDRO.
Depois de várias tentativas frustradas, na emergência de uma respeitada clínica carioca, uma médica de sobrenome Tagata (sim, oriental), dá o resultado de uma tomografia computadorizada e finalmente um diagnóstico para uma paciente um tanto atônita e desconcertada:
- Duas costelas fraturadas e você me diz que não houve trauma...
- Doutora... Não houve. Eu estava em um show, fui ao toillette, senti uma fisgada e a dor não parou mais.
- Nenhum esbarrão, nenhum beberrão folgado te puxando pela cintura ou pelo menos uma série mais puxada de malhação?
- Não, não... Passei a noite inteira com um grupo de amigos e todos são testemunha... Até sentada eu fiquei! Só pode ser obra de outro tipo de energia...
- Olha, vejo casos assim todos os dias... Esteja certa de que algo aconteceu e foi de grande impacto no seu corpo.
- Como isso poderia acontecer sem que eu me lembrasse? Duas costelas? Um hematoma daqueles? Impossível!
- Bom, eu sou médica, meu norte é a ciência. Pra mim, você certamente sofreu alguma tensão grave no local...
- O que eu sei é que quando cheguei em casa me contorcendo de dor, fui vestir algo mais leve e me deparei com a tal mancha... Olha aqui ó... Fiquei tão chocada que fotografei com o celular...
(Nesse instante a paciente exibe a foto que contém a imagem da escoriação)
- Nossa... É quase uma garra...
- Garra? Como assim? (a paciente franze a testa) Você acha, doutora? Não tinha pensado nisso...
- Como assim? Garra te diz alguma coisa? Andou com algum bichano indócil?
- Não, não... Quer dizer, quais são as chances de isso ser resultado de digamos, uma fusão explosiva?
- Seja mais específica...
- Coisa de uma semana antes do hematoma ser notado e...
- Ser notado? Como assim? Você não disse que tem certeza de que ele não estava lá antes?
- Ah, Doutora, a gente checa o decote, o bumbum, não as costelas no espelho, né?
-Hum... Prossiga... ( a médica já sinaliza um riso vitorioso no canto da boca)
- Então... Se isso não foi uma macumba braba, só pode ter sido uma coisa... Mas... Será? Não faz sentido... Eu teria sentido alguma dor...
- Não se estivesse sob efeito de álcool ou entorpecente... O pavio da lesão pode ter sido aceso no que você chamou de "explosão", mas a coisa pode ter acabado só explodindo mesmo quando fez qualquer esforço bobo, como por exemplo...
- O de agachar pra ir ao toillette!
- Elementar, minha cara! Mais uma vez a ciência prevaleceu!
(A paciente sorri maliciosamente com as sobrancelhas levemente erguidas. Em seguida fita a Dra. Tagata em tom de desafio. Percebendo seu ar provocativo, a médica prossegue)
- Mas, você me deixou intrigada... Porque essa expressão de triunfo?
- Sabe o que é, Doutora? Adoro ver provado o valor da ciência na nulidade da sua probabilidade indeterminada... Essa coisa de tentar justificar paredes de vento com vidros de janelas quebradas...
- Vidros? Janelas? Vento? Desculpe, não entendo...
- É elementar mesmo, estimada doutora... Quando explode dentro o que é vidro, de nada adianta a vidraça da janela estar fechada. É ciência pura, acredite. E a fissura do osso, só uma metáfora materializada.
Algumas pessoas são como vidro estilhaçado: duras, cortantes e sem sentimentos. Melhor deixá-las assim mesmo, quebradas, do que se ferir tentando consertá-las. Ainda mais se estivermos estilhaçados também. Não se lambe feridas alheias sem antes lamber as nossas.
Quais as suas portas?
Aquelas de madeira, de ferro
De vidro, de sonhos.
Corações e mentes são portas
E também as possuem
Quais tens aberto? Quais tens fechado?
Esmurraste alguma porta pelo caminho?
Conheça todas as suas portas
E acabe por esquecê-las;
Preocupe-se mais com o salão após
E a vida por detrás dele.
Caminhe cuidadosa, mas não tenha limites.
As portas que se fecham todo o momento
Te oferecem uma, duas, inúmeras chaves
Então, se o horizonte se fechar a tua frente,
Faça da decepção, possibilidade.
E com isso, na inconstância eterna
Sê eternamente feliz.
O Relógio
Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.
Se são jaulas não é certo;
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quadradiço de forma.
Umas vezes, tais gaiolas
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.
Mas onde esteja: a gaiola
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;
e de pássaro cantor,
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade
A visão tem que ser real
Pare de se esconder atras do vidro fumê no sinal
Ninguém é melhor pela cor racial
E você acha que é normal
Suave e leve como o pouso da borboleta
a brisa cobriu a vida,
embaçando o vidro cristalino.
Pela fresta da janela
o vento vira a página do livro aberto.
Cheiro de flor penetra minhas narinas.
Alguma deve existir por perto
além do ipê florido que desapareceu.
Ao longe um latido
acompanha a imaginação
romper o véu e sumir.
Ancorado sou escondido
pela minha respiração
esbaforida na vidraça.
Dia agourento
pesado e cinzento
passando...
Se tivesse trilha sonora
seria melancólica e triste...
Triste como tango.
Pobre geração do vidro fechado, geração do ar condicionado, pobre geração de ar assustado, geração de um tempo quase encantado.
Sou como um vidro,
se me amar, serei transparente,
se me jogar eu me quebrarei,
mas me quebrando posso também te ferir!
Enquanto o vidro estiver estilhaçado
Pisarei sobre os cacos,
Que me farão sangrar
E cada gota derramada
Uma lágrima escorrerá de meus lábios
A honestidade é demodê, a virtude é do vidro de carro mais fumê e a candidata guerrilheira é dejavù. Cansei de tentar entender o que se passa no Brasil.
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