Versos Sobre as Árvores
Silêncio
Há sabedoria no silêncio das pedras, No murmúrio quieto do rio que passa. Não falam as árvores, e ainda assim conhecem os segredos da terra e do vento.
O silêncio do campo é cheio de respostas, Que as palavras não conseguem dizer. A brisa suave que toca a face, Diz mais do que qualquer voz humana.
Vejo a verdade na luz da manhã, No balançar das folhas ao sol. Tudo fala sem palavras, Tudo responde sem perguntar.
Há um entendimento profundo No simples ato de não falar. O silêncio é a resposta mais pura, Que a natureza nos oferece sem cessar.
Quando me calo, ouço o mundo, E nele encontro a paz que as palavras perdem. No silêncio há uma sabedoria tão profunda, Que transforma o vazio em plenitude.
Aquieto-me na sombra das árvores, E deixo que o silêncio me ensine. Pois há mais verdade na quietude, Do que na língua bífida da humanidade.
"A Bela Bauhinia:
Se permitir parar por um momento e olhar, olhar aquela flor, que num primeiro instante parece tão simples e comum, de uma árvore com tronco grosso e áspero, mas com um pouco mais de vontade e sensibilidade você encontra um mundo de significados nela, você encontra milagre na vida”.
As vezes temos em mente, todo um projeto de vida,
horas de planejamento para o crescimento de uma semente.
Não seja conhecido por alguém que desistiu,
seja exemplo para muitos sendo uma pessoa que tinha em mente uma semente e a transformou em uma Árvore.
O legado
Cedo me disseram que, para o seu tempo aqui marcar, três coisas tem que fazer.
Plantar uma árvore e se possível ver crescer,
Fazer um filho, e educar até homem feito se fazer,
Escrever um livro, para deixar para os outros ler.
Então tá, cresci, amadureci, árvore plantei, só não me lembro mais onde foi.
Filho, fiz três, e todos formados e a vida tocando.
Agora a pouco escrevi um livro e publiquei, alguns irão ler, quantos, não sei.
Só sei, que por aqui passei, e cumpri com o legado, mesmo sem me formar em um doutor advogado.
A. Cardoso
Estrada desconhecida
Ah! Estrada que à minha frente vai.
Pra onde vai?
Tão florida... tão perfumada...
Não deixo de em ti seguir por nada.
A abóbada celeste a te cobrir.
Manto azul contigo a seguir....
Frondosas árvores há por aqui.
Pássaros cantando... tudo alegrando... felizes por contigo ir.
Tudo cintila ao raiar do sol.
Tudo fulgura no teu traçar...
É o amor pondo tudo no lugar.
Nada há de mais belo do que aqui estar.
(estrada)
Entre luz e sombras
Íamos caminhando
Havia rios e som de estrada.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
Amor de esquina,
Amor transbordante,
Amor que tropeça,
Amor que está ao alcance,
Amor de rua,
Amor debaixo da árvore,
O PARQUE
Em meio a tanto concreto,
Prédios, carros e asfalto,
Mais parece um oásis
O parque arborizado.
Gosto de correr por lá,
Alguns vão só caminhar
Com a natureza ao lado.
SUCUPIRA
Florir no cerrado ou no ressecado recanto
Ou mesmo em chão cascalhado, de feitio
Sedutor, nobre no sertão, dum lilás manto
Que se destaca dentre outras. Bela e sutil
Quando desabrocha ao olhar, um espanto
Entre a profusão mil, e as passifloras mil
Ela, singela, que nascida é pra o encanto
Adorna as planícies do planalto do Brasil
É de vê-la ímpar, de tal graça, ao vento
Tocando a alma, dum magnetismo total
Sucupira, árvore cheia de encantamento
E, de vê-la arroxeada copa tão colossal
Que aviva cada canto do árido cinzento
Aprazia, sacia, numa poética sem igual...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/09/2021, 19’41” – Araguari, MG
É dezembro natalino,
mês pra ser mais generoso.
Seja nobre, valoroso,
ajude velho e menino.
Na igreja toca o sino,
pra quem tem sua devoção
em Jesus, adoração!
E quanto ao Papai Noel:
é seu pai, Seu Manoel,
com presente pro filhão.
O JATOBÁ DA PRAÇA
Rasgando o azul do cerrado
Copa densa, beleza colossal
Reina entre todas, encantado
O jatobá, é sombra, é casual
Afinal, o seu porte escultural
É vida, cor, sabor imaculado
Gosto exótico, fruto espiritual
Tem dinamismo, e é arrojado
Há mistério na sua ramagem
Juras de amantes, tatuagem
Entalhadas no tronco, ao léu
Ó jatobá! donairoso, de valia
Mergulha o sol por sua ramaria
Em pique esconde com o céu.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
As tuas raízes estão alicerçadas no Senhor, não temas, pois as tempestades podem até te balançar, mas não te derrubarão. Suas folhas podem cair no inverno, mas você permanecerá em pé, e no tempo certo, no tempo de Deus a primavera voltará a brilhar e suas flores estarão ainda mais lindas.
_Luh M.
Essa é a flecha e
O resto é distração
(Véus da ilusão).
Hoje eu vejo
Mais um passo,
Entre a sombra e a luz.
Sendo a árvore nutrida vou
Expandindo
E conectando o céu e a terra.
Sentindo a divina presença eu sou em mim: eu me levanto!
E me (re) conecto!
Quando eu me curo posso transbordar amor.
Eu sinto o meu coração bombeando luz para auxiliar o planeta.
Sou grata e a flecha que sai do meu coração é certeira!
Quando eu era criança fui um broto mais queria ser um flor
Quando eu era adolescente fui uma flor mas queria ser um fruto
Quando entrei na fase adulta eu fui um fruto mas queria ser uma árvore
Quando eu era adulta fui uma árvore mas queria ter alguém para me regar
Quando eu era velha continuei sendo árvore
E achei um jardineiro que me regou
Fui tudo o que era para eu ser
E em tudo foi prosperidade
Nada faltou para eu virar uma árvore
E envelhecer como tal
Por que muito antes de eu ser brotoo jardineiro cuidou da terra para que eu cresese
E se transformasse na árvore que hoje sou
Sou a árvore de bons frutos
Agradeço ao meu jardineiro por sempre me regar
Jesus é o meu jardineiro
E você, quem é seu jardineiro?
Esperamos o outono chegar,
ver as folhas saindo em disparada
voando loucas, pelo vento levadas
e querendo junto aos galhos ficar,
O vento chega ousado dando beijos,
para uma, a uma, logo conquistar...
e a nossa alma tem os lampejos
de outros outonos, lembrar !
Outonos de beijos amorosos,
abraços que pareciam sem fim,
em tempos que eram mais ditosos,
nas manhãs em toques de clarins
Outros outonos de frias brisas,
mas que aqueciam o coração ,
agora, tudo rapidamente desliza,
já sem a mesma emoção
Despedidas do tempo, que, ingrato,
vai passando com muita pressa,
e a tudo leva quase de arrasto,
e deixa a saudade, o ontem, a promessa...
Do telhado,
eu vi o rosto da eternidade
as pombas circulando
em meio ao vento,
o tempo, invisível
fluindo os sentidos,
no ar das inspirações.
o amor, as vezes é verde
semelhante a árvore
nela mora, muitos seres
deveres, históriase estações.
TODO VERDE
Num respiro de dia passando por ali
O verde se pôs a cantar
Todo vento vinha soprando ligeiro
Num azul de céu clarinho feito azul de mar
Deixa a vida escorrer
Toda nascente carrega um espírito que seguirá
O dia não abandona nenhum sentido
Na folha está o vislumbre de mais vida continuar
As árvores guardam o Tempo
Diante a realidades dos fragmentos que escrevo
Enquanto os pássaros cantam
Os sonhos dessa manhã que não esqueço
O vento leva a nuvem e a desmancha
e muitas vezes a chuva cai,
a vida leva a gente e deslancha,
mesmo sem querer a gente vai...
Pingos, pingos, pinguinhos,
chuva calma e persistente
que devagar, bem de mansinho
é para todos um grande presente
