Versos Sobre as Árvores
As folhas que caíram da árvore,
Viraram anjos dançando ao vento,
Inspirando a consagração do soneto,
Que eu hei de ouvir através de você.
O vento canta doce no meu ouvido,
Sinal de que você não está comigo,
Mas resguardado de todo o perigo
Recordando do nosso precioso carinho.
Ninguém irá vilipendiar a imaculada poesia,
Porque sou filha da Terra e dos astros,
- sinestesia angelical
- Que chegou para dar tom outonal! -
As folhas que caíram da árvore,
Viraram sonetos desenhados,
Enfeitando o céu, e dando cores,
Aos meus olhos poéticos e apaixonados.
Todo aquele que
tem o quê oferecer
planta árvores,
flores e a beleza
sempre espalha
nos campos
de altitude
e pelos lugares
por onde passa,...
Quando não escreve
pinta, cozinha,
conserta, esculpe
ou costura,
Busca a plenitude
da arte intensa
de viver sidéreo;
Vive carregando
em si o sentimento
poético do mundo
que vai além do que
uns dizem e você pensa;
e alcança a graça
do alto da Lua Cheia
que com a sua grinalda
luminosa a serra enfeita.
Como um arvoredo, tu me proteges,
O nosso arvoredo está repleto de frutos,
Não há mais segredos entre nós dois;
Os teus afetos foram me entregues,
Quero que com o teu amor me leves.
O teu escudo e o teu broquel
- são asas -
concedidas pelo Pai do Céu;
Tenho por ti a infinita
Ternura, todo o afeto e mel
Que cabem em versos celestiais,
O amor nos faz especiais.
O teu beijo é de afeto,
E o meu beijo é devotado,
Na verdade, somos ávidos
Para provar a boa
Loucura do bom requebrado.
Os beijos e os afetos
Estão sendo levados
Pela noite santificada
E pelo amor;
O coração vibra a pequena serenata
- anunciada -
Guardo para ti a minh'alma - enamorada.
No alto da árvore
floresce o ano todo
a Orquídea Negra
da magnífica Belize.
Como a orquídea
grande e rara vivo
florescendo no bosque
misterioso do peito.
Na tua a imaginação
a musa absoluta nutrida
com amor e paixão.
O mundo dá voltas,
és meu destino certo
e todo o Universo.
Por Cristóvão Colombo
a árvore sagrada das flores
azuis foi encontrada
na apaixonante Jamaica.
A Lignum Vitae esplêndida
cheia força e resiliência,
é a madeira da vida que sobre
a duradoura existência acena.
No bosque etéreo d'alma
cercados sob a proteção dela
amor tenho e te ofereço na terra.
No absoluto deste bosque
e teu cerco de mar caribenho,
tenho o teu amor e o divino apego.
Com o barco de pesca
em Cayo Madrisquí aportar,
e sob a sombra absoluta
de uma árvore descansar.
É o quê temos para daqui
a pouco para que nada
tire da o ânimo da rota
de viver a nossa História.
Deixar o quê é de impulso
amoroso nos governe
sempre daqui para frente.
Com os olhos fechados
confiar inequivocamente
um ao outro os sonhos.
Passear de mãos dadas
na Ilha das Conchas,
Um beijo discreto debaixo
de uma sombra de uma árvore.
A cena está finamente
feita na imaginação,
Ando sorrindo e cantando
ainda sem aparente razão.
A intuição tem escrito
poemas de amor para mim,
é alguém vindo no destino.
Sem receio de ser chamada
de ultrapassada ainda persisto
em ser quem sonha acordada.
A verdejante Mata Atlântica
esplende na Ilha do Arvoredo,
O meu olhar não consegue
reter nenhum segredo.
De amar novamente deveria
te pelo menos algum receio,
Mas quando te conheci
o coração não quis recreio.
Sob a bênção dos gerivás
coloquei o meu desejo
de tê-lo comigo doce e ledo.
E tuas pistas e teu olhar fixo permitem deixar indícios
e liberam sem ocultar feitiços.
Experimentar o abandono
e a sombra das árvores
da Ilha das Cabras no mar
sem nada para se importar.
Um minuto para respirar
e para pensar quando
a maré começar a mudar
para não me deixar levar.
Porque assim tem a vida
tem que ser e assim será
onde o quê é de juízo está.
Colocar cada um sem quer
agradar no seu devido lugar,
para a paz ser e a espalhar.
Lapacho rosado,
Árvore espiritual
da Argentina da nossa
América Austral
amorosa e generosa
que de maneira divinal
inspira guiando
os meus Versos Intimistas
para quem sabe o teu
coração irei acabar conquistando.
A sombra de uma bela
árvore de Guanacaste,
Uma conexão ancestral
com a palavra e a terra.
Eu sou aquela do jeito
que você quer ter,
pode ser e do jeito
que você assim quiser.
A Primavera perpétua,
inevitável e poética
que vem te movendo
e me inteira querendo.
Com os olhos fechados
o oceânico sonho,
com os olhos abertos
desejos em festejos despertos.
Caminhar com calma
enquanto contempla
a dança do Bæmˈbu
rumo a boa colheita.
A árvore Calabash
está carregada de frutos
para a criatividade
e eu sentindo saudade.
Pés na criatividade
e asas no desejo de viver
com toda a intensidade.
Sei que moro dentro
e não há outra que ocupe
o seu amoroso sentimento.
Balançam os carrilhões
das folhas das árvores
executando a percussão
que precede a chuva
ressoando milagre da vida:
só de ouvi-los faz
com que eu me sinta viva;
Ouvir esta música sempre
me dá inspiração para
emprestar a minha poesia
que é voz para quem
de liberdade necessita.
De pedido em pedido
de liberdade trago
em mim o sonho de resgate
da nossa América Latina,
pelo General que está
injustamente preso há
quase dois anos
e por tantos
tenho escrito a epopéia
de minha responsabilidade:
só digo e repito isso
para que a minha mensagem
não seja por quem
quer que seja confundida;
Aqui infelizmente estamos
nadando numa correnteza
de conceitos invertidos,
em pleno oceano de presos políticos
e daqui a pouco não poderei
escrever tanto como tenho escrito:
porque as pessoas preferem
se afogar orgulhosos
e vomitar radicalismos.
Arvoredo
Ventos do Oeste
me trazem para
este torrão celeste,
Arvoredo é terra
de gentil segredo.
Pelas rotas da vida
os filhos da Itália
ali tropeiros em ti
encontraram acolhida.
Eles encontraram
o pouso da esperança
galopando ao redor
dos Rios Irani e Ariranha
para ser cidade erguida.
Seguem honrando
e dão tudo de si
com a força do Cedro,
a beleza do Angico,
a ternura da Cabriúva
e a poesia da Bracatinga.
Deste Alto Uruguai Catarinense
e Vale do Contestado,
tudo o quê a vida pede o teu
povo corajoso tem abraçado
do anoitecer a aurora
no ritmo constante do Leão e do Poca.
Saber que em setembro
floresce o Pau-brasil
que é a Árvore Nacional
é lembrar que tenho raízes,
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
floresce o Ipê-amarelo
que porta a Flor Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
o Sabiá-laranjeira se multiplica
é que é a nossa Ave Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que não foi somente
em setembro e que a Independência
nasceu com os pés descalços,
e não no fio de uma única espada e coroa,
em mim está viva a Pindorama
na alma, no corpo e na memória.
Saber que para existir de forma longeva
ter Independência é viver com diligência,
em relação a sua própria existência,
e não buscar nenhuma interveniência.
Há uma força em mim
que voa livre sobre as árvores,
que ilumina a escuridão,
quando toca o coração.
Essa força chamada amor,
onde há frio traz calor
onde há medo traz conforto
e apaga toda dor.
Amor...
liberta todo prisioneiro,
acompanha o solitário,
na alegria e nas lágrimas
amor... o único e verdadeiro companheiro.
Cada árvore canta uma
canção diferente mesmo
que você não consiga ouvir,
Neste dia de céu azul
pude ver um belíssimo
Arapaçu-escamado-do-sul
pousando alegre por aqui,
Você existe e é o melhor
poema que ainda não escrevi.
Curicacas sobre a árvore
alegram a paisagem,
A gente se ama de verdade
e um com o outro
temos toda a liberdade.
Divino topetinho-vermelho
que posou na árvore
do meu caminho de sempre,
Aprendi com você
a ter leveza e ser valente.
