Versos de Solidão
SONETO NA CONTRAMÃO
O badalo bate, o sino da igreja soa
Qual navalha o som corta a solidão
Chiando no silêncio pesar e aflição
E no relógio a hora a ligeireza ecoa
Num labirinto de saudade e emoção
A lembrança de asas no tempo voa
Desgovernando o sentimento a toa
Num vácuo de suspiros no coração
Então, o seu ganido invade a proa
Da alma, que se sente sem razão
E cansada de tantos ruídos, arpoa
Nesta quimera de dor e de paixão
Os olhos são cerrados pela garoa
Pingada das lágrimas na contramão
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
SONETO SEM SORTE
Amor, quantos espinhos há na tua haste
Arranhando a solidão aqui no meu peito
Errante nos sóis e chuvas, sem ser eleito
Entre estações sós, num triste contraste
Saudades passam, e não passa o efeito
Porém, tu e eu, amor, no mesmo engaste
O fado faz que a desventura nos arraste
Por outonos, num desfolhamento do leito
Pensar que custa tanto, tanto desgaste
Quando poderia ser diferente, ser feito
Com companhia, desde que chegaste
Mas tu e eu simplesmente sem preceito
Ali onde o passado no remorso choraste
Semeamos a sorte sem nenhum proveito
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2016
Cerrado goiano
fruto do desconhecido
ador que não se cala,
solidão que se ama,
na fronteiras do devido lugar
o amor se torna notório,
bem como o mar de solidão,
maresia desconhecida paixão passageira,
deformações de um tempo que passou diante o amor.
Sozinho
Sou um homem sozinho no meio da multidao
Olhando para o céu e sentindo a solidão
Zelando tanto por um amor complexo
Indo e vindo nesse mundo vazio
Não vejo a hora de abraçar que eu amo
Hoje sinto o peso de estar sozinho
Olho para o meu futuro e sigo em frente porque nele serei feliz
Autor: F.M
A SOLIDÃO QUE INQUIETA (soneto)
A solidão que inquieta, pesar repicado
Da distância, que a lamentar me vejo
Não basta o choro por estar separado
São infortúnios do fado que lacrimejo
Tão pouco é saber que sou amado
Nem só querer o teu olhar: o quero
Muito. Este sentimento tão delicado
Onde os versos rimam no teu beijo
São saudades que no peito, consomem
Que não me acanham, e é tal pobreza
Do vazio, por eu não ao teu lado estar
Mas eleva o afeto dum piegas homem
Ser de erros sempre e, na maior pureza
Existir no amador e humanamente amar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Sozinho
No meio da noite escura a solidão se aproxima junto com a tristeza e o vazio olhando para o tento, escutando minhas musicas começo a chorar lentamente, a saudade domina meu coração e se alastra pelo quarto e aquela solidão aumenta e o pequeno quanto se torna imenso junto a esse vazio que a saudade causa, todas as noites passo por essa situação mas não me deixo tudo isso me dominar pois quando isso acontece lembro de um amor que tenho por um ser maravilhoso e as noites ficam melhores meu coração se alegra a solidão diminui e a tristeza acaba, mas a saudade continua pois mesmo tendo um amor essa pessoa não esta ao meu lado ainda mas metade de mim esta com ela, um dia essa saudade ira sumir pois estarei com ela e não irei mais ficar triste.
Autor: F.M
À SOLIDÃO (soneto)
Oh! jornada de inação. O silêncio em arruaça
Arde as mãos, o coração, aperreado arrepia
O olhar, tremulo e ansioso, tão calado espia
O tempo, no tempo, lento, que ali não passa
No cerrado ressequido, emurchecido é o dia
E vê fugir, a noite ribanceira abaixo, devassa
E só, abafadiço, o isolamento estardalhaça
No peito aflito de uma emoção áspera e fria
Pobre! Se põe a sofrer, nesta tua má sorte
No indizível horror de um sentimento vão
Quando silenciosa e solitária é a morte...
Bem à tua paz! Bem ao teu “às” sossego!
Melhor na quietude, ao espírito elevação.
Se na solidão, viva! E saia deste apego!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 11 de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Vivendo em uma profunda solidão
Quem me dera que um dia
Eu possa, reconquistar
A minha antiga paixão
Solto e largado
Como um pedaço de pano rasgado
Que tanto teve significado
E drasticamente,foi deixado de lado
Momentos indescritíveis que foram vividos
Que jamais voltaram
Lembranças bonitas
Que só se sentirá,no coração
E uma extrema saudade...
Que nunca mais, irá se completar.
O canto triste e melancólico
da sabiá-laranjeira
que reside aqui em frente,
invade minha solidão.
Formamos um belo par de solitários,
ambos fora de tom:
ela, com seu canto,
lamenta o amor que se foi,
eu, em meu canto,
lamento o amor que não veio.
A solidão se desmanchou em chuva
Ensopou as ruas do meu coração
Onde havia buracos de mágoa
Lagos cheios de paixão
A solidão tem dois lados
Pra quem quer
Pra quem pode
É um adeus mal colocado
É uma causa nobre
Há solidão pra todo lado
Em cada gesto civilizado
É se perder do outro
Quando esse alguém de você foge
É achar a si próprio
Voar entre os bandos
Sobre os muros dos becos sem saída
É uma ação primitiva
É voltar pra barriga
A solidão se desmanchou em chuva
Ensopou as ruas do meu coração
Nos momentos de solidão os pensamentos caem feito folhas no outono. Penso em seguir em frente, mais a solidão e a angústia não me deixam, mesmo que eu procure outros objetos de divertimento esperando com isso atordoar este sentimento. Me encontro sublime, de maneira que sinto tamanha força de vontade de alcançar o Santo Graal da divina comédia humana. O tempo passa as horas se vão e os minutos ficam para traz, simbolizando a findável procura pelo seu eu interior sem saber que o entendimento só lhe encontra nos seus últimos minutos contemplando a mais bela obra de arte enigmática, ah natureza!
Antonowiski. J.L
América do Sul - Ano 19
Pra ser sincero,
Prefiro a solidão do que a dor de amar.
Não é por medo,
É por conhecer a natureza humana.
Não é descrença,
É ter a ciência de que não sou tão simples de lidar.
Não é que eu seja tão complexo,
É que meu passado endureceu o meu futuro.
Cicatrizes não doem, mas marcam para ensinar.
Fiz da solidão meu refugio,
Namorei meus desejos mais profundos
Cavalguei nos vales de minhas aflições,
Percebi que do veneno do mundo
Eu também sou oriundo
E o mal de minhas ações,
É o que me deixa imundo.
E se por ventura alguém corretamente me dosar,
Dizem que veneno vira remédio,
E eu, que hoje mato, talvez possa te curar.
Basta o mal de cada dia que tenho que enfrentar e que é o preço do meu pecado: a solidão. Não se engane, todos os nossos erros, um dia, voltam e nos cobram as suas consequências. Pago o meu dia após dia.
Livro Sinto Muito, Meu Amor
A solidão não é a pior coisa do mundo
Quando a nossa presença só
é o suficiente para saciar os momentos.
Impermeáveis é o que devíamos de ser
Ser fluente como água, espontâneo como o amanhecer.
FRIO
Banhei a alma desnuda,
calada e muda,
no rio da solidão!
Quem sabe era um mar!
Onde me aconcheguei
nas ondas de ímpeto
do meu amar.
E me afoguei
ao acreditar nas tuas mãos!
Me deixou na solidão
Machucou meu coração
Se tu me deixar pra trás
Vou dizer que tanto faz
E seguir minha vida em paz
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