Versos de Desilusão
Meu coração partido.
Quanto de saudade um coração pode sentir?
Quando ele bate por um amor que esta longe demais para o ouvir.
Quanto de tristeza um coração pode sofrer?
Quando quer ser amado sem ao menos merecer.
Por quanto tempo um coração consegue fingir, que esta tudo bem sendo que ja está começando a se partir?
O quanto de esperança um coração precisa carregar, para que ele acredite que vive um pesadelo e logo vai acordar?
Quanto de dor um coração precisa receber, para ele simplesmente desista de bater?
Do último cais que zarpei, só sobrou decepção e amargura. Resolvi deixar terra firme pois fiquei sem chão quando tudo acabou.
Levantei âncora e parti com meu barco de sonhos disposto a desembarcar na primeira ilha de paz que encontrasse.
Sem o mapa da felicidade e sem a bússola da esperança, foram dias e noites perdido navegando por mares de solidão.
Enfrentei muitas tempestades de desilusão e naufraguei em algumas delas. Em cada um desses mergulhos profundos, voltei à superfície mais corajoso e pronto para enfrentar novas tsunamis de dor. Mas elas não me afundariam novamente.
Deixei minha paixão conduzir o barco e me guiar por aguas desconhecidas. Foi então que avistei no horizonte, na direção do pôr do sol, uma terra misteriosa e inexplorada, mas de natureza exuberante e receptiva.
Foi ali, no lado esquerdo do seu peito, onde joguei minha âncora e desembarquei para viver feliz pelo resto da minha vida.
MUNDO
Como o mundo pode dar voltas, né? Aliás, já deu, você me trocou por um amor qualquer e achou que eu estaria sempre a sua espera... com isso, sofri, como sofri. Depois que eu superei, que estou muito melhor que antes, você vem atrás?
Minha resposta você já deve saber, afinal, o nosso amor não era verdadeiro do seu lado, apenas do meu. Me doei por inteiro, tentei te agradar o tempo todo.
O mundo deu voltas e, em uma dessas, você ficou bem la atrás, mas bem no fundo. Uma parte de mim ainda te ama, mas outra diz que não vale a pena investir de novo e sofrer de novo nesse jogo se pensava que iria ganhar, não é mesmo? Comece a dar valor a amores de verdade. Nunca troque alguém, afinal, o mundo é sujo, o mundo é injusto. Depois de alguns meses você sentiu falta? Ou viu o tanto que mudei, mas agora não importa mais, o mundo deu voltas, meu amor está sumindo, a cada dia um novo passo, como é bom viver, agora aprenda a conviver com esse mundo...
Tua presença me faz tão bem
Tua ausência me faz tão mal
Queria fazê lo sentir se bem
Mas insistir, te faz tão mal
Será que somos irmãs de pólos iguais?
Que se repelem e desejam tais
Sentimentos atrativos e repulsivos
Contrastantes em todos os sentidos
Queria por ti nada sentir
Se assim conseguisse poder desistir
Do amor e da dor que sinto por ti
E esquecer que um dia fomos feliz
Soneto Da Solidão
Me sinto só e prisioneira.
Ergui muros de ilusões.
Das minhas dores e decepções.
E recusei levantar a bandeira.
Quem me dera voltar atrás.
E erguer a bandeira da paz.
Ignorei a sua doce compreensão.
Fui jogada às traças na minha desilusão.
Hoje corpo seco de saudade.
Dos tempos da minha mocidade.
Quem me dera, quem me dera.
Sair dessa triste solidão.
Povoar seu doce coração.
E viver nova primavera.
Um coração magoado por outro é como sofrer uma operação…
Pode ficar a trabalhar muito bem…
Mas as cicatrizes ficam lá e podem demorar muito a desaparecer…
A Ilusão
A Ilusão chegou acompanhando um rosto conhecido com um sorriso bonito, deixei-a entrar em meu coração e de repente comecei a sonhar, voar, viajar por um universo de probabilidades, cada vez mais meus pés se distanciavam do chão e eu confiante não largava suas mãos e voei, voei, subi o mais alto que pude de guarda baixa, desarmado e desprotegido, inocentemente olhei em seu rosto e vi a sombra de uma dúvida e em um piscar de olhos ela soltou minhas mãos, tentei me agarrar mas foi inevitável e em uma situação desconhecida para um jovem coração, coração de um único amor que não sabe o quanto voou, nem em que direção, começou a cair e só com uma certeza, a de que voou bem alto porque ainda não tocastes o chão.
Caminho agora sem alma amiga
Com problemas, dores, felicidades tão somente meus
Peito e abdome ardem
Diante do pleito derramado travado entre nós
Duas almas celestes, orgulhosas
O que é o amor?
Se não algo que te quebra?
Vai até o céu,
Saltando sem paraquedas,
Não tem volta,
Meu corpo, mente, alma e coração sentem sua falta,
É uma dor,
Faca de corte no meu coração,
Sangra,
A solidão hoje bateu,
Do seu lado,
Nossa história morreu,
Ainda que viva,
Dentro de nós,
Pois,
Escolhemos,
Ao invés da luta,
A fuga?
Isso não é amor,
É dor,
Amor?
De verdade desconheço,
Me apago,
Desapareço,
Como num despertar de um sonho,
Subitamente sendo interrompido,
Sem saber o final...
De tanto amar errado me desgastei,
desgastei sonhos e sorrisos,
não me sobrou nada.
Procurei, andei, rodei e nada,
ficou o nada.
Sentei no barranco, bem rente ao rio,
toquei meus pés na água,
procurava por algo de mim, que perdi.
já que me sobrou o nada.
Nem água de rio, nem beira de estrada,
eu ainda estou, um nada.
Quem dá tanto de si a quem não merece, maninha,
acaba com o nada.
Ao longo da minha vida posso ter sofrido, chorado e perdoado o amor.
Perdoei-me por acreditar nas falsas aparências que me davam, um abraço queimado transformado em cinzas, que negligenciaram as montanhas feitas ao meu tamanho e as fizeram ao seu tamanho, que se sentiram inteiramente perturbados pelo simples fato de eu ser eu.
Mas ainda cá estou, sendo eu próprio, trepando as minhas montanhas e ainda acreditando no amor.
Quando sinto que algumas coisas deixam de ser empecilho, você as troca por outras novas.
E eu, nunca no lugar que deveria estar.
Sinto-me cansada
Deste mundo
De mentira
Falsidade e intriga
Nos dias de hoje
É muito difícil
Encontrar alguém
Que realmente
Queira o teu bem
É uma deceção
É encantador não é?
A dualidade do amor,
A intensidade do prazer,
A oxitocina tomando o corpo,
Embriagando a mente,
Um assemblage de sentimentos,
Como um bom e redondo vinho,
Medo da queda,
Dor ou abandono, Um coquetel de intensidades,
Não é mesmo?
Tomemos?
Um brinde a vida!
Assim,
É,
Não deveria ser,
Uma alegria em conta gotas,
O gosto de álcool na boca,
Misturado ao sangue quente que corre nas veias,
Do coração que bombeia forte,
Incendeia a paixão,
Paixão de quem só quer perder a razão.
O meu maior medo...
Não sei se você percebe(acho que não), mas sabe aquele menino que te observa quando você o despreza? Aquele mesmo que, ao vê-la, tenta, mesmo sabendo que não vai ser correspondido, toca-la para poder abraça-la? Pois é, aquele menino, sou eu. Mas por que só agora tomei coragem e comecei a desabafar? Realmente, não sei. So não suporto mais, guarda todos os sentimentos somente para mim, não poder dividir tudo o que eu sinto com você. Saiba que isso dói, e dói muito. Talvez seja porque, o meu maior medo, é amar completamente, a quem apenas minha metade já basta.
Resolvi escrever uma carta
A quem quiser se endereçar.
Palavras tranquilas, sem destinatário
Pra qualquer um se identificar.
Você que tem um aperto no peito, daqueles que te fazem sentir dor em lugares que nem sabia que existiam; você que acorda todo dia nostálgico, com o estômago embrulhado e um nó na garganta; Você que sente que a culpa é sua quando, na verdade, sabe que não é; Você que deu tudo, se dedicou ao máximo e no final foi jogado no lixo; Você que sente vontade de chorar e não possui sequer uma lágrima...
Saiba que não está sozinho.
Me entreguei na sua lábia
De mil e duas palavras
Incontáveis testemunha
De uma amor superfúlo tivemos
Eu via o rosa onde era cinza
Eu via tudo onde era vazio
O mesmo destino
Uma segunda vez
De uma segunda chance
De um segundo amor
O segundo do último
Sem tempo para erros
O que é o amor? Senão erros?
Errantes são os sábios
Aqueles que transformam sentimentos em palavras
Aqueles que sabem
E dizem
E contam
Que o amor, é para os errantes.
Sábios são os que amam
Que mostram o sentimento no olhar.
“Às vezes eu amo-te
Às vezes eu não,
E quando não amo-te
Sou escuridão,
Às vezes dolorida,
Às vezes só desilusão,
É quando perco a vida
Num segundo vão,
Às vezes almejo a morte,
Às vezes mansidão,
Quando peço sorte
Para a imensidão,
Às vezes apenas preciso,
Às vezes, na solidão
Poder alimentar meu vício
De amar-te até quando eu não.”
