Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
Sou o pedaço de uma saudade
Uma gota de algumas lagrimas
Um conforto pós confrontos
Eu sou a composição de tudo que
me decompos
O quadro, não suas tintas.
O amor, não suas vítimas
O cambuci é uma fruta, agridoce.
Doce e ácida.
Vida boa aperriada.
A gente se acostuma com a dor.
Na esperança de dias melhores.
Dias, semanas, meses.
Anos...
Agridoces. Pouco doce...
Uma vida ácida.
Até o tipicamente bom, é ruim.
O cambuci pesa em média 55 gramas.
A vida pesa mais que um cambuci.
A partida
Preciso ir querendo ficar
quero ficar de onde não vim
tento sorrir querendo chorar
tendo um pranto dentro de mim
A saudade é rio, que me afoga
lembrança é o único bote
não alcanço, engulo mais água
batendo os braços mais forte
Se recordares de mim
tenha do que se orgulhar
sabendo que nunca terá fim
o eterno recomeçar.
Amor em névoa
Sofro de amor contido,
De melodias irregulares,
A bruma do meu coração,se entristece,
A cada dia,uma prece é solicitada,
Perdi os retratos afetivos
Esqueci o que é ser entusiasmada.
É uma pena que não sou poesia.
Pois, os meus dizeres seriam
do quanto eu amo.
E quando amo
Amo como um poema.
Letras que cuidam do espírito e da alma.
Homem desavesso
Gasto os olhos nas miudezas.
Desimporto razões.
Coleciono restos de tarde,
palavras que caem do telhado.
Envelheço no passo do sol,
desbotando feito roupa no varal.
Quando a luz se gasta no chão,
fico pronto ao poema.
No escuro, me encontro,
feito bicho que só escuta o silêncio.
É no avesso do mundo
que entro em estado de poesia.
"Feliz é aquele que encontrou alguém
que fala coisas bonitas, mesmo dormindo.
Certas pessoas são o próprio poema."
"O amor é tácito,
não pode ser expresso em palavras.
Por melhor que seja o poeta.
Amar é transcender o verso.
Amar é encarnar o poema."
Medo
Medo da chuva,
Medo da curva
Medo da água turva.
Medo da estrada,
Medo da escada
Medo da voz calada.
Medo do dia,
Medo da pia
Medo da noite que esfria.
Medo da dor,
Medo do amor
Medo do coração que guarda rancor.
Horizontes
Deixaste-me ir
Tu que me devoras
Para longe, longe
Buscar novos pares...
Ou novos ares
De solidão.
Voltei.
Tem tu certeza, então
De que meu coração
A ti dedicarei
Por quanto durar
A eternidade.
Tanto!
De tanto me importar
Menti pra minha essência
Pequei pela insistência
O "nós"... quis consertar!
De tanto me importar
Clamei por paciência
O "estar" virou ausência
Do amor quis duvidar!
De tanto me importar
Sofri com a indiferença
Ganhei resiliência
Você perdeu de amar!
25/05/22
Olhos do Coração!
Quando a visão falhou
Meu querer confortou
Minha voz confirmou
Inspirando a confiança
Quando a visão falhou
Meu abraço acalmou
Minha fé perfumou
Exalando em abundância
Quando a visão falhou
Seu coração notou
E o amor me enxergou...
Revelando a esperança!
Poesia é um doce
Poesia é um doce em forma de letra
que, às vezes, se estica igual puxa - puxa.
Se é em forma de redondilha,
então é um pirulito colorido.
E, mais gostoso é um poema
com gosto de mel…daí…
nesse me farto e me lambuzo.
Mas, às vezes são flocos
em nuvens de algodão…
então, deixo o poema
se desmanchar em meu céu.
Canto para cigana Esmeralda
Em noite de lua cheia
Esmeralda vem dançar
Clareia, Esmeralda!
O meu caminho com teu olhar.
Com tua sabedoria
Ensina-me a aceitar
Aquilo que pode ser
E o que não posso mudar
Ilumina, Esmeralda!
O meu caminho com teu olhar!
