Verbo
Tudo muito louco
O silêncio suspirou
O grito sufocou
A música esqueceu
A poesia queimou
O verbo venceu
E ninguém percebeu;
Que o sol floriu
Que a flor fugiu
Que o mundo parou
Enquanto a criança sonhou...
O adulto se escondeu
O jardim virou rio
O mar deu lua
A borboleta virou tartaruga
A rua partiu sem mapa
A pedra ficou sem casa
É a força do tempo
Rumo a Dezembro
Sem rima, rimou
Será uma sina?
Sinal que o mundo encurtou
Ou que o adulto desencantou
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/11/2021 às 20:35 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Estudar é ter a certeza que estamos sempre em processo
Afinamos e desafinamos
É verbo
É ação
É prática, treino
Só sabemos se sabemos
Quando praticamos.
Escrever, escrever, escrever...
Para quê? Fugir? Não, para ser...
O verbo conjugado, conjurado, julgado.
Sentimos felicidade em criar,
FELICITAS, “felicidade”de FELIX, “feliz”, de um verbo grego PHYO, “produzir”, A definição de felicidade é produzir.
Por este motivo confundimos alegria com felicidade.
Felicidade é transformar, criar algo.
Perseguir a felicidade é estar em criação.
VERBO AMAR
As vezes me pego a pensar....
Se o ser humano nao fosse tao egoista,
No meu ponto de vista;
Na terra haveria menos guerra se
soubessem conjugar o verbo amar.
Jamais ia haver lembranÇas,
Vestindo um coração dolorido
por amor nao correspondido,
Por orgulho e egoismo.
As recordações, nao ficariam
Guardadas com resquícios de um
amor sincero e não correspondido.
Um amor verdadeiro renasce
Todos os dias dentro de nosso ser
No fundo da alma e coração,
Depende de nós para que a nostalgia
Ande de mãos dadas com a emoção
e que um dia eu venha encontrar
o verdadeiro amor nos olhos de alguém,
Que saiba amar de verdade também.
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
São tempos estranhos, mas não perco a esperança
São tempos estranhos onde o verbo vencer se confunde com o ter, poder, parecer...
São tempos estranhos onde as pessoas correm contra o relógio para possuir coisas que passam na televisão e que no fundo não alcança o coração.
São tempos estranhos onde o verbo amar se confunde com o precisar, utilizar, apegar, trocar...
São tempos estranhos onde as pessoas acreditam que podem comprar o afeto, a amizade, a cumplicidade em prateleiras de supermercado.
São tempos estranhos onde cada um caminha sozinho em busca dessa tal felicidade, como se tudo e todos fossem concorrentes, inimigos...
Ninguém se olha, ninguém se toca, ninguém se sente.
São tempos estranhos, mas não perco a esperança
Me sinto uma estranha porque insisto em acreditar em novos dias
Dias onde os relógios não ditarão o tempo das coisas que não tem tempo, nem preço.
Dias onde não será necessário acumular bens que no fundo nos rouba a própria vida
Dias onde doaremos um pouco de nós para cuidar e fortalecer o outro que caminha ao nosso lado
Dias onde não seremos valorizados pelo nosso cargo, status, contacheque,
mas sim por aquilo que somos e pelas histórias que carregamos.
Dias onde sem pressa voltaremos a nos encantar com o arco-íris, a primavera, o por do sol, o céu azul,o canto dos pássaros, o voo das borboletas...
Dias de encontros sinceros, abraços apertados, sorrisos abertos...
Dias bonitos, coloridos, de flores, de gente, de histórias. muitas histórias.
Dias em que celebraremos todos os dias, dia por dia, dia-a-dia essa bendita chamada vida que é rara, cara e acima de tudo frágil, muito frágil.
São tempos estranhos, eu sei, mas não perco a esperança
A esperança é que me move por ora nesse caminhar
Mudar, verbo em ação...
Mude, mas mude todos os dias, quantas vezes for preciso, aprenda com esta mudança...
Ela vem te ensinar sobre não aceitar o médio, o medíocre, o morno, o pouco.
Que esta mudança venha ao seu encontro e seja tudo ,tudo o que você precisa ser, não pra agradar o outro, mas que o outro perceba quem tu és de verdade!
Já defendi muita gente do outro lado do muro, inclusive quem ainda está em cima dele... Hoje, cansei!
Mudei e não foi pouco!
No princípio era o Verbo... E o que fez a Arquivologia?
Ao surgir pensou-se que seria arquivística disciplina
Legítima tríada corrente, vicissitude raiz, englobante e integrada.
Com o tempo vestiu princípios e técnicas que lhe deram
Nova roupagem, escreveu no continuum gerúndio alguma terminologia
Perenal tesauro, assim gerando, criando, formando léxicos lastros
– eis o repositório arquivístico digital confiável, real e exato.
Amar é conjugar o verbo sacrificar em todos os tempos; deixando no passado, o velho eu, mimado, cheio de egoísmos, sem afagos; legar, doar incansavelmente o amor incondicional a outrem, sem almejar retribuição; viver em prol do bem-estar e da felicidade do ser amado.
O Amor
Amor é combustível, é verbo, é ação
Amar é saber que verá seu amado com inúmeras faces e muitas delas talvez você desconheça mas permanece pronto para conhecer
É escolher viver o presente com intensidade, mas preparar planos pensando a dois
É querer transbordar para o mundo a mais pura felicidade
É entender que a preciosidade da vida está no simples, nas palavras e nos sentimentos
É sentir-se acolhido no abraço do outro quando tudo ao redor parecer um caos
É admirar nas entrelinhas do outro, sua força e amorosidade
É sentir com o olhar os sinais de socorro ou de paixão
É rir sem motivo da lembrança que só foi possível porque estávamos juntos
É olhar para si mesmo e não ter medo de se mostrar, bonito ou feio e mesmo despir-se das máscaras, dos medos e dos véus da alma
É desapegar-se de tudo que parecia imprescindível e que agora são apenas malas velhas do passado
É transformar-se todos dia em alguém melhor para dar da sua essência àquele que amamos
Andar... Que verbo é esse? Deixou-me perplexo... Será que andar é uma ponte das curiosidades, um risco das incertezas? Andar tem toda dicotomia entre um lado prepoderante e outro lado módico. Aprendi que andar não reflete a terem os dois pés do humano, quatros patas do animal, uma cauda do aquático, duas asas da ave... Andar é, sobretudo, uma comoção da liberdade.
