Verbo
Ter é um verbo irregular, com oscilações e alterações.
Muito usado por pessoas possessivas,
Que não aceitam conjugá-lo no pretérito.
"Isso não é sobre língua portuguesa."
Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor
Se o poeta disse que amar é um verbo intransitivo
e entre outros adjetivos tem seu sentido completo,
eu te digo que o amor é um tanto quanto relativo,
um sentimento cativo, que não aceita decreto.
Se ele se basta em si mesmo e não pede complemento,
como explicar o aperto que dá no meu coração?
Como entender esse laço, esse doce tormento,
que me rouba o pensamento e me joga na tua mão?
O amor pode até ser livre na teoria da gramática,
mas na vida prática ele é dependente sim.
Precisa de um sujeito que lhe dê a voz exata,
que mude a sua fonética e faça ninho em mim.
Não me venha com a lógica de que o amor é isolado,
pois quando estou do teu lado a regra perde o valor.
O meu amor só é pleno se for conjugado contigo,
no presente do indicativo...
No plural do nosso amor.
O Nada e o Tudo
No princípio, antes do verbo, o vazio,
Um espaço sem cor, sem forma, sem fio.
No nada, o silêncio é um grito mudo,
E o tempo, ausente, não é nem um segundo.
No nada, a mente flutua, perdida,
Angústia e paz, em dança indefinida.
É negro, é branco, é o oposto do ser,
Um espelho que reflete o não-acontecer.
Deus, talvez, sentiu o mesmo vazio,
Um universo sem alma, sem rio.
E no nada, em sua solidão infinita,
Criou o amor, a conexão bendita.
Somos reflexo de Sua criação,
Mas também criadores, em nossa condição.
No nada, buscamos sentido e essência,
E o tudo emerge da nossa presença.
O nada é pausa, mas não permanência,
Um sopro que dá vida à consciência.
Do vazio, surgimos, e a ele voltamos,
Mas no intervalo, amamos, criamos.
Então, se no nada Deus nos encontrou,
Foi porque no vazio o amor brotou.
E no eterno mistério de tudo e nada,
Está a verdade jamais revelada.
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
O silêncio é o porta-voz da verdade que o verbo se recusa a nomear, a resposta não está no grito, mas na topografia fria dos vazios que o barulho
deixou para trás.
GIRA O TEMPO
A vida no estalo do Verbo, na oração dos oprimidos.Travessia para a libertação, entre pecados pelos falsos deuses, aglutinando os pensamentos sem as formas da razão!Simplesmente pelo prazer do mal que se desprendeu da eternidade pelas tentações do falso poder.
A serpente paira no tempo, sacudindo estruturas do mundo entre as vaidades, ambições e pactos . Desejam destruir a Ceia do Evangelho, ofertando banalidades, escondendo-se atrás de palavras, enquanto o coração endurece. Poucos estão conectados com a Luz Divina, pelos artifícios do materialismo. Enquanto isso o tempo gira, próximo ao dia inesperado pela glória da Salvação!
JOÃO BATISTA BARBOSA
Falando em advérbios, estou encantada com essas palavras que têm o poder de modificar o verbo, o adjetivo e os próprios advérbios. Eu coloco numa frase o advérbio de lugar: “aqui” e aproxima pessoas e coisas que estão distantes. Eu escrevo o advérbio de tempo: “antigamente”, que nos torna tristes e nostálgicos. Escrevo o advérbio de modo: “apaixonadamente” e isso modifica qualquer sentimento ruim que possa existir e colore esse mundo frio em que vivemos. Eu me delicio e me encanto brincando com palavras e advérbios, sentimentos e cores e tantas outras coisas que as pessoas não veem ou não ligam, mas que deviam ser observadas, sentidas e vividas, antes que seja tarde. (Anseios de uma jovem escritora).
“A certeza é a única verdade que existe, pois a dúvida é propícia ao erro e ao engano, eis o VERBO DE DEUS, a palavra de firmeza, exatidão e grandeza que fortifica o ser, exalta o Espírito dos Santos e eleva o homem à sua pureza.”
A humanidade é substantivo, Deus é verbo, a natureza é adjetivo, a Terra é um capítulo e o universo a obra em desenvolvimento!
Onde a censura dita o verbo, o Direito deixa de ser a arte do justo para se tornar a coreografia da tirania.
... quando
fraudulentos, excessivamente
falaciosos, substituímos o verbo 'otimizar'
pelo verbo 'vitimizar', issonão representa
um edificanteprotesto,tampouco, um
elogiável repúdioàs diferenças - mas
um convite à incultura
e ao atraso!
Cetemque é palavra de vocabulário degradativo.
Meio que um pronome-verbo-impositivo.
Quando usado, só tem a 1ª pessoa:
eu, eu, eu.
Mas é um EU diferente.
Um tipo de acusativo mal conjugado.
Eu cetemqueio não existe.
Nós cetemqueamos é um coach triste
Seu cetemqueado, dá até pra xingar.
O infinitivo, sem sentido, seria cetemquear...
mas não há.
Em 2ª pessoa fica redundante.
É obvio que o cetemque é só pra tu.
É obvio que o cetemque é só pra você!
E em 3ª pessoa? Ele, ela...?
Ah, nesse caso a mudança seria toda radical:
Eletemque toma forma fofocal
e hiperboliza o lexical.
Existem dois tipos de pregadores.O primeiro prega o VERBO que se fez carne, o segundo prega pela VERBA que alimenta a carne."
—By Coelhinha
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