Verbo

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⁠“Na dicotomia entre o silêncio e o verbo, os fonemas se rebelam, grugulejando verdades que o peito ainda não soube nomear.” ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 13/12/2025.

A natureza é o verbo nu,
que ensina o homem a existir,
sem pretensão de ser tabu,
nem medo algum de refletir.


William Contraponto

Cristãos fiéis e apegados à Sabedoria Divina devem introduzir, nas orações dos desapegados, o Verbo nas suas conjugações pessoais para obterem bons resultados em suas relações vitais.

Onde houver a bênção do verbo Ser e Estar do Presente do Indicativo, Jesus continua sendo o Filho de Deus como o sujeito principal da oração.

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palavras-ferramentas
verbo-luz
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se traduz
em sentimentos flores.

Por Carla Marques (Little Sage)

Dois gestos singelos, prefaziam o verbo manuscrever. E soltaram em mim, a beleza da escrita à mão e a memória intacta de sonhos, pensamentos de vida registados no papel.

“O Amor é verbo encarnado que precisa de um pronome pra acontecer.
Você!”

⁠O Verbo


1.No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.

2.No princípio, ele estava com Deus.

3.Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.

4.O que foi feito nele era a vida, e a vida era a luz dos homens;

5.e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam.

6.Houve um homem enviado por Deus. Seu nome era João.

7.Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.

8.Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

9.O Verbo era a luz verdadeira que ilumina todo homem; ele vinha ao mundo.

10.Ele estava no mundo e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu.

11.Veio para o que era seu e os seus não o receberam.

12.Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que crêem em seu nome,

13.ele, que não foi gerado nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus.

14.E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade.

15.João dá testemunho dele e clama: "Este é aquele de quem eu disse: o que vem depois de mim passou adiante de mim, porque existia antes de mim".

16.Pois de sua plenitude todos nós recebemos graça por graça.

17.Porque a Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18.Ninguém jamais viu a Deus: o Filho único, que está voltado para o seio do Pai, este o deu a conhecer.

Está é uma das passagens mais linda do evangelho de João! Ela nos define a pessoa de Jesus Cristo. Ele além de ser o filho do homem, ele é o filho de Deus. Filho de Deus que desde o princípio já era, é tão divino como o pai. Ele é antes de todas as coisas, é a origem de tudo, é eterno, não foi criado é criador, veio ao mundo (foi gerado). Ele aparece no velho testamento como sendo o anjo do Senhor. Apareceu a Abraão, a Gedeão, a Manué, a Josué! Estes tiveram consciência de que ele era Deus e o adoraram. O Verbo é a palavra! Ele é Deus em ação, que veio para um povo, que conhecia tanto a Torah, que por esse conhecimento até não precisava de Deus! Os seus o rejeitaram.

HelderDuarte

Ações machucam, mas palavras é onde mora a chave... Palavras são feitiços, o verbo divino, tudo o que falam pra você é uma magia que altera sua realidade, foque sempre Nas pessoas positivas, de vibrações altas que sempre te abençoam, saia de perto daqueles que só amaldiçoam você.
Eles não fazem por Mal, mas ainda fazem.

"O verbo é contingente e o silêncio é escolha. Mas a Presença, o ato de ser no Agora, é a única demanda inegociável da existência."

Tenho um vazio cerebral que me atinge o estômago e que só é preenchido com o verbo conjugado.

A inspiração abraça a alma
O verbo, a palavra
Grita poesia no ouvido
Tudo é sabido
Sem querer mudar
Segue o destino
Escrevendo a vida
Em linhas tortas.

Rasgo o verbo
Sobre a mesa,
O verso,
Cada palavra.
E, com tudo isso,
Ainda não sei quem sou.
Serei eu um poeta?
Ou apenas um rabisco perdido
Entre os grãos de areia
Da vida?

E o verbo se fez carne e habitou entre nós


Por isso os sinos tocam
Tocam com alegria
incessantemente
efusivamente
Tocam para anunciar
vem aí o Salvador
vem aí Aquele menino
Tão pequeno bambino
Que para nós
é mais que mimo
não é algo superficial
muito menos passageiro
Veio para ficar
veio para nossa existência
ressignificar
Mostrar
ser Ele mesmo o Caminho
a Verdade e a Vida


Dezembro/2026
EditeLima 60

A cadeira não sabe que cansa. Suas quatro pernas, verbo intransitivo de sustentação, aguentam nossos silêncios sem conjugação. A janela divide o mundo em sujeito e predicado: lá fora chove, aqui dentro falta.
Objetos não falam, mas nós falamos por eles. A porta decide, a chave permite, a xícara espera — todos verbos humanos, emprestados. É nossa projeção que dá sintaxe ao neutro. A mesa não sente solidão quando vazia; sentimos nós, projetando gramática onde há apenas existência muda.
E assim vivemos entre sujeitos ocultos e objetos que carregam nossos sentidos. A casa inteira é uma oração que nunca termina, pontuada pelo nosso ir e vir. As coisas permanecem, inertes e eloquentes, enquanto nós, desesperados por significado, lhes atribuímos vozes que elas jamais pediram.

⁠O Nada e o Tudo
No princípio, antes do verbo, o vazio,
Um espaço sem cor, sem forma, sem fio.
No nada, o silêncio é um grito mudo,
E o tempo, ausente, não é nem um segundo.
No nada, a mente flutua, perdida,
Angústia e paz, em dança indefinida.
É negro, é branco, é o oposto do ser,
Um espelho que reflete o não-acontecer.
Deus, talvez, sentiu o mesmo vazio,
Um universo sem alma, sem rio.
E no nada, em sua solidão infinita,
Criou o amor, a conexão bendita.
Somos reflexo de Sua criação,
Mas também criadores, em nossa condição.
No nada, buscamos sentido e essência,
E o tudo emerge da nossa presença.
O nada é pausa, mas não permanência,
Um sopro que dá vida à consciência.
Do vazio, surgimos, e a ele voltamos,
Mas no intervalo, amamos, criamos.
Então, se no nada Deus nos encontrou,
Foi porque no vazio o amor brotou.
E no eterno mistério de tudo e nada,
Está a verdade jamais revelada.

​O VERBO E A ANATOMIA DA ESCUTA


​Verbum in Omni Audire Omne Verbum
Não advém o homem dar crédito entre as vozes do divino para que a mesma seja ouvida, pois a palavra, por si, é o próprio verbo e o próprio divino.
Assim, o peso de uma palavra pode ser ouvido equivalente à moral do mais puro entre os homens.


​Saber ouvir torna-se o maior dom da consciência, para que, de fato, saiba ouvir a melodia das bocas dos homens mais impuros entre os miseráveis
e saiba reconhecer o verbo, que é puro, e que ali o divino faz morada.
A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor.


​Um brilho, um cântico ancestral, o maior presente, a maior presença, que clareia o homem em sua própria escuridão.

​"A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor."

​O MANTRA PARA O MUNDO


​Bendita seja a voz do homem que anuncia o verbo, a intenção dos fracos e miseráveis que, mesmo sujos da lama do terror, mantêm imaculado o coração que sobrevive à iniquidade da humanidade.


​Que canta o mantra que sustenta a alma do mundo.


Airton Gustavo M. Correa

​"Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo."