Verbo

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“O verbo antecede a luz. A consciência antecede a mudança.”

A mente é o mestre do corpo, e a palavra(verbo)é o mestre da mente.

O AVESSO DO VERBO
(Onde a grafia não alcança)


Às vezes eu culpo o silêncio por não compreender as metáforas de minha existência. Ele tem o hábito de esconder as palavras que eu ainda não tive coragem de inventar — ou mesmo decifrar. O que resta, afinal, é o que sobra quando as letras faltam.


Lu Lena / 2026

O AVESSO DO DIZER
(O Verbo que o Silêncio Esconde)


Assim, vou vivendo entre sonho e realidade,
essa ilusão é como a bruma que borda o amanhecer,
e vivo assim em passos lentos caminhando sem saber...
tropeçando em letras para juntar o que não consigo dizer.
Se no meu silêncio mora a poesia desconexa,
aí eu pergunto:
— Palavras pra quê?


Lu Lena / 2026

A Arte de Ser e Viver
Superar é preciso, um verbo constante,
Vencer a cada dia, num passo gigante.
Observando o caminho, atento ao que impede,
Aprendemos a força que em nós reside.
Para ser mais possível, em plena ascensão,
Mais capaz de estar viva, nobre a intenção.
Cada obstáculo é degrau, lição que nos guia,
Rumo ao bem-estar pleno, com mestria.
Ass: Roseli Schionato Ribeiro⁠

O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)

Onde o ouro dita o tom e o verbo é mudo, o erro veste o manto da razão. Nutrir o silêncio de atos atrozes é alimentar a besta que, de tanto vulto, devora a própria alma e o caráter. No reino do 'posso tudo', o homem se perde por nunca ter encontrado o 'não'
Ass vida Roseli Ribeiro

O nada é um verbo atemporal que não pode ser conjugado.

"Educar é verbo que amadores não conjugam"

Desistir é uma ação.
Fracassar é uma consequência;
Conquistar, um verbo como os demais.
Porém, o Sonhar...
Quando concretizado é a conquista
Se nunca tentado, fracasso.

Amar impõe o entendimento sobre o verbo renunciar. Caso não entenda bem a sua conjugação... não blasfeme dizendo que ama.

Verbo

Disputo
Disputas
Disputa
Disputamos
Disputais
Disputam
Lutar por alguma coisa desejada; competição, concorrência, rivalidade.
É dessa forma que os seres humanos vivem, levam a vida de forma competitiva. Dizem que o sol nasceu para todos, vendo por outro lado acredito que apesar disso não é para todos que ele brilha.

Viva!!! (Sim! Do verbo Viver!)
Vai atrás do que vc quer.
Do que te encanta.
Do que te faça sorrir!
E aí sim vc pode gritar
VIVA!!!! (Esse sim, de alegria!)

." O que me desejas
é tua essência
aflorada
conjugada
por um verbo qualquer...

Deram o verbo
a misoginia
a esperança disfarçada de poesia
a ironia
num universo qualquer
os abstratos de um poema
problema?
nenhum!
não fosse a vontade soberana de ousar
criar, buscar
numa colcha de palavras
o descaminho...

Em dez tempos verbais, o verbo espera seu libertador. No tempo cronológico confronta o biológico. No biológico atravessa ciclos. Nos ciclos constrói história. E na história deixa marcas que podem ser narradas, mas jamais ensinadas.


Porque há saberes que só nascem quando alguém ergue com as próprias mãos sua cadeia de valores.

Rugi alto, mas em silêncio me destruí.
Porque depois de tudo isso, o verbo nunca toma a mesma conjugação.

A cadeira não sabe que cansa. Suas quatro pernas, verbo intransitivo de sustentação, aguentam nossos silêncios sem conjugação. A janela divide o mundo em sujeito e predicado: lá fora chove, aqui dentro falta.
Objetos não falam, mas nós falamos por eles. A porta decide, a chave permite, a xícara espera — todos verbos humanos, emprestados. É nossa projeção que dá sintaxe ao neutro. A mesa não sente solidão quando vazia; sentimos nós, projetando gramática onde há apenas existência muda.
E assim vivemos entre sujeitos ocultos e objetos que carregam nossos sentidos. A casa inteira é uma oração que nunca termina, pontuada pelo nosso ir e vir. As coisas permanecem, inertes e eloquentes, enquanto nós, desesperados por significado, lhes atribuímos vozes que elas jamais pediram.

Ler é um verbo que se conjuga no gerúndio.

Uma reflexão sobre um adjetivo e um verbo: sensorial e sentir.
Sensorial é o físico: visão, audição, olfato, tato e paladar, como o toque de um abraço, o cheiro de alguém querido, o som da voz que conforta.
Sentir é muito mais amplo: pode ser físico, emocional ou até metafísico. Não depende apenas dos sentidos; pode existir mesmo à distância, sem contato físico, como quando sentimos alguém que não está presente.
Amor é sentir.