Verbo

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O verbo insistir, depois de conjugado em todos os modos, vai paulatinamente sendo metamorfoseado até ser concretizado no substantivo masculino desejo.

Viva!!! (Sim! Do verbo Viver!)
Vai atrás do que vc quer.
Do que te encanta.
Do que te faça sorrir!
E aí sim vc pode gritar
VIVA!!!! (Esse sim, de alegria!)

." O que me desejas
é tua essência
aflorada
conjugada
por um verbo qualquer...

Deram o verbo
a misoginia
a esperança disfarçada de poesia
a ironia
num universo qualquer
os abstratos de um poema
problema?
nenhum!
não fosse a vontade soberana de ousar
criar, buscar
numa colcha de palavras
o descaminho...

Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.

O tempo me tirou pressa e me deu propósito, já fui verbo, hoje sou silêncio que fala.

O silêncio é o porta-voz da verdade que o verbo se recusa a nomear, a resposta não está no grito, mas na topografia fria dos vazios que o barulho
deixou para trás.

Esperança é verbo insistente: conjuga-se em gestos pequenos, repetidos todos os dias.

Existem dois tipos de pregadores.O primeiro prega o VERBO que se fez carne, o segundo prega pela VERBA que alimenta a carne."

—By Coelhinha

"É preciso amar um Amor Ágape. Ele não é um somente sentimento. É um verbo em ação, você precisa respirar, usando todos teus sentidos até transpirar este amor. Você age este verbo em ação e estará exercendo o Amor perfeito incondicional pelo bem estar do outro sem se preocupar consigo. RESPIRANDO E EXALANDO o Primeiro amor."

—By Coelhinha

... quando
fraudulentos, excessivamente
falaciosos, substituímos o verbo 'otimizar'
pelo verbo 'vitimizar', issonão representa
um edificanteprotesto,tampouco, um
elogiável repúdioàs diferenças - mas
um convite à incultura
e ao atraso!

Em dez tempos verbais, o verbo espera seu libertador. No tempo cronológico confronta o biológico. No biológico atravessa ciclos. Nos ciclos constrói história. E na história deixa marcas que podem ser narradas, mas jamais ensinadas.


Porque há saberes que só nascem quando alguém ergue com as próprias mãos sua cadeia de valores.

Rugi alto, mas em silêncio me destruí.
Porque depois de tudo isso, o verbo nunca toma a mesma conjugação.

A cadeira não sabe que cansa. Suas quatro pernas, verbo intransitivo de sustentação, aguentam nossos silêncios sem conjugação. A janela divide o mundo em sujeito e predicado: lá fora chove, aqui dentro falta.
Objetos não falam, mas nós falamos por eles. A porta decide, a chave permite, a xícara espera — todos verbos humanos, emprestados. É nossa projeção que dá sintaxe ao neutro. A mesa não sente solidão quando vazia; sentimos nós, projetando gramática onde há apenas existência muda.
E assim vivemos entre sujeitos ocultos e objetos que carregam nossos sentidos. A casa inteira é uma oração que nunca termina, pontuada pelo nosso ir e vir. As coisas permanecem, inertes e eloquentes, enquanto nós, desesperados por significado, lhes atribuímos vozes que elas jamais pediram.

Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
​Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor

Se o poeta disse que amar é um verbo intransitivo
e entre outros adjetivos tem seu sentido completo,
eu te digo que o amor é um tanto quanto relativo,
um sentimento cativo, que não aceita decreto.
​Se ele se basta em si mesmo e não pede complemento,
como explicar o aperto que dá no meu coração?
Como entender esse laço, esse doce tormento,
que me rouba o pensamento e me joga na tua mão?
​O amor pode até ser livre na teoria da gramática,
mas na vida prática ele é dependente sim.
Precisa de um sujeito que lhe dê a voz exata,
que mude a sua fonética e faça ninho em mim.
​Não me venha com a lógica de que o amor é isolado,
pois quando estou do teu lado a regra perde o valor.
O meu amor só é pleno se for conjugado contigo,
no presente do indicativo...
No plural do nosso amor.

Ler é um verbo que se conjuga no gerúndio.

Cavalgar
é ser verbo indomável
conjugado no tempo
sem tempos.
✍©️@MiriamDaCosta

Uma reflexão sobre um adjetivo e um verbo: sensorial e sentir.
Sensorial é o físico: visão, audição, olfato, tato e paladar, como o toque de um abraço, o cheiro de alguém querido, o som da voz que conforta.
Sentir é muito mais amplo: pode ser físico, emocional ou até metafísico. Não depende apenas dos sentidos; pode existir mesmo à distância, sem contato físico, como quando sentimos alguém que não está presente.
Amor é sentir.

A inspiração abraça a alma
O verbo, a palavra
Grita poesia no ouvido
Tudo é sabido
Sem querer mudar
Segue o destino
Escrevendo a vida
Em linhas tortas.