Verão
Se não fosse o frio do inverno o colorido das flores na primavera e o calor do verão não seriam tão notados
Panapaná
Essas borboletas têm mania
de carregar o verão nas asas.
Se vestem de vento e claridade,
vão aonde a cor inventa o ar.
Gosto delas porque sabem
se miudarem no céu — só ou em bando —
como se o céu fosse coisa de brincar.
Coleciono-as em álbuns soltos.
Ali, no meio do sol,
são mais tintas que matéria,
mais riso do que bicho:
elas são coisa e não são.
Dizem que vivem pouco
— mas pouco pra quê?
Pousam na eternidade das manhãs,
ficam suspensas no que não dura,
deixando rastros de voo
que só o invisível sabe ver.
E eu as celebro com meu olhar ralo,
que aprende, com elas,
a gastar a vida
no que não sobra.
Quando você entender que uma andorinha só não faz verão; você não irá voar, mas terá paz para dar vários passos juntos.
Verão
Papoila do verde campo longo!
Já vem o verão do tempo lindo.
Todo o campo está sorrindo!
Pois já ele vem, de terra longe!
Ele vem, até que tudo esteja pronto.
Todo o campo está maduro branco!
As águas correm, sem nenhum dano
As andorinhas voam, como só este ano!
Toda a terra, deseja tão de luz vinda!
Pois jamais houvera, tão lindo dia!
Há gozo e canto, como nunca ainda!
Este é o dia, que eu tanto já queria,
Como tu verde campo, quem diria!
Veio um tempo, que nunca finda!
Amizade não é contraste é igualdade, não é subtração é soma, não é inverno é verão e acima de tudo não é cobrança, é um longo caminho de perseverança e inexorável lembrança.
Por mais que se consiga fazer amigos no verão, é no inverno que iremos contar com sua verdadeira presença
Quem ama não esquece, o amor é um eterno piquenique num verão à tarde, é fazer sempre uma prece para que esse convescote seja apreciado no enlace por todos de camarote
Excelentíssimo Senhor Presidente da República: Não é porque o senhor acabou com o horário de verão que vai justificar sua incompetência e brochice.
"Verão, amores curtos que se eternizam.
Primavera, alegrias que brotando do chão.
Outono, ecos do que se foi.
Inverno, rugas...rugas...rugas.
Quero morrer na primavera!"
Haredita Angel
29.04.18
Quem disse que ele esperava o verão, na realidade ele apenas esperava a chagada da andorinha solitária, alegrando seu inverno.
Tão puro como a água da chuva em dias de verão sobre os campos verdes de morango e ananases gigantes e pesadas.
Atraentes petalas rosadas e perfumadas com cheiros penetrantes que nos desarmam em meio da multidão de homens crueis e insensíveis à nossa energia.
Adolescentes e ingênuos permanentes procurando bocas e calores dos abraços onde me refugiarei eternamente em seu colo.
Mateus 5:8
"Bem-aventurados
os puros de coração,
pois verão a Deus."
Mente boa, coração limpo sinônimo de
Vida Eterna
Bahia te queria
no inverno me esquentava a cama
no verão me assoprava derretida na lama
segurava minhas mãos com força
me amarravas com tiras de ceda
nunca fui tão feliz quanto naquele quartinho
na ilha do Araujo, teus olhos dois lindos caramujos
lembro bem nossas risadas pelas ruas e praças
entre vales e montanhas tortas sem placas
a gente cantando no carro feito garças
o escritor e a atriz, divertidos comparsas
hoje me esqueceu por aí
blasfema nosso amor, diz que tanto faz
que sou louca, obcecada, te persigo
desequilibrada, exibida e você meu inimigo
só não achei que você fosse tão burro
gênio imperfeito inseguro
fez da palavra algo duro, rabugento carrancudo
seu ciúme é seu escudo vou te deixar no escuro
A chuva que da boas vindas ao verão
Ocorreu na noite fria de domingo,
E na segunda pela manhã
O sol sorria e vida se abria pra nova estação
Segunda que começa com o cantos dos pássaros que voltaram com o término do inverno
Com fim da migração agora todos encontram seu coração!
O lindo sentimento de voltar pra casa,
A doce alegria de formar uma família ...
A grama ainda molhada refletia os raios do sol da manhã.
O cheiro da terra encharcada era a vida se refazendo!
Enquanto o rios esvaziam
Os ribeirinhos tratam de pescar
O período de desova acabou
E peixes grandes ão de passar
Então um recomeço
Pra ser feliz depois da enchente,
Um acalento pra alma
O mês de maio
Mês que acalma...
A terra não há de ficar tão enxuta
No Acre, verão significa menos chuva
A estiagem duram somente alguns dias
Depois de volta a chuva trás alegria...
E então a piracema, fartura no Rio Juruá
Muitos pescam por diversão
Outros pra fome matar!
A vida não é feita só de invernos. Existe sempre um verão, um outono e uma primavera querendo raiar, frutificar e florescer.
Tô esperando
Venha como o vento que bate nas rosas suavemente;
Seja minha brisa de verão no deserto do Saara;
Faça como a aguá dos rios, quando passar traga vida e pureza com a mais bela transparência;
Chegue como a explosão dos fogos de fim de ano, venha carregando luz, animação e muita admiração.
Doce Cotidiano a Dois
Clima de verão, no Parque do Ibirapuera, eu com o violão na mão,
Muitas crianças correndo e brincando, muitas pessoas caminhando, se exercitando, muitos casais passeando e namorando,
Clima de verão, os pássaros cantando, os gansos se refrescando, muitos jovens surfando com seu skate no asfalto, outros jogando o baquete, o futebol, ou até mesmo o frescobol,
Clima de verão no Ibirapuera, eu tocando o meu violão ao som doce da tua voz, teus olhos brilhando de felicidade e refletindo os meus, as pessoas passando ao nosso redor e aplaudindo, fotografando, parando ou apenas olhando e compartilhando conosco aquele momento de paz, amor e alegria que se espalhava no ar,
Clima de verão naquela tarde gostosa no Ibirapuera, eu, você e o violão, quem viu, viu, quem ouviu se emocionou, quem não ouviu, sem stress eu conto aqui para vocês.
Chegou como brisa suave, tempestade passageira a refrescar numa deliciosa tarde de verão.
Me sentia como aquela criança ao correr para o quintal, e debaixo da aguaceira pula nas poças a brincar,
Sentia como a criança que se delícia raspando a panela de brigadeiro, ainda quente, que a mãe acabou de preparar.
Mas partiu... esvaiu-se como areia do deserto árido, que não se guarda na palma das mãos, escorre sem parada pelo meio dos dedos.
Meu corpo chora tua despedida, e meu coração dilacerado como faltar um pedaço carrega com ele de forma singela a marca da tua digital.
De agora, por Fábia Alexandra.
