Ventre
Não aprecio atividades em grupo com mais de duas pessoas, uma vez que, ao ser criado no ventre da minha mãe, eu estava só e, no dia em que for deixar este mundo, certamente estarei novamente.
"Mergulhar no Rio Aqueronte, aqui, é descer ao ventre da própria existência — onde a alma se despedaça para, enfim, se reconhecer na escuridão."
Depoimento do abismo
Fui lançado — não nasci.
Arrancado do seio do Olimpo e cuspido no ventre escuro do submundo.
Como Michael, caí.
Mas não houve batalha. Não houve glória.
Só a queda.
Afundei nas águas estagnadas do Aqueronte,
onde o tempo não corre, onde a existência apodrece em silêncio.
Ali, não se morre — tampouco se vive.
Ali, a única sobrevivente é a dor.
E mesmo ela, cansa.
O amor é uma lembrança malformada.
A paz, um conceito sem tradução neste idioma feito de gritos mudos.
A esperança... uma piada cruel, contada em ecos por almas vazias.
Tentei respirar.
Mas as águas negras não são feitas de matéria,
são feitas de ausência — ausência de tudo.
São a substância daquilo que não deveria ser.
E nelas, minha alma se desfaz, lentamente.
Não há carne.
Não há forma.
Não há identidade.
O "eu" é um sussurro perdido na margem da consciência.
Sou e não sou.
E, nesse estado, compreendo o que é a antítese da vida:
não a morte, mas a permanência involuntária no não-ser.
O sofrimento aqui não grita.
Ele murmura, ele sussurra, ele escava.
É uma erosão constante da alma,
um delírio sem sonho.
Sou parte do rio agora.
Sou sua densidade, sua ausência de luz.
E quanto mais fundo me torno,
mais compreendo:
O inferno não é fogo.
É o esquecimento de si mesmo.
É saber que se sente dor,
mas não lembrar por quê.
Mente livre, ventre livre
Não era liberdade completa, é certo
a lei mantém a condição de objeto.
A liberdade não veio das mãos de quem
escravizou. Nem escravo, nem livre foi
o que o negro se tornou. Mas a liberdade
caçou seu jeito de acontecer. Quando o
ingênuo viu que a verdadeira alforriaera oacesso ao saber.
“Mãe tem o ventre que não cicatriza e o coração que não despeja, para que o filho sempre seja seu inquilino.“
O mar é tido como o ventre e origem da vida do planeta Terra. Cuide bem deste maravilhoso ventre. Iemanjá é a Mãe de muitos Orixás, e muitas pessoas desejam e fazem suas oferendas oferecendo algo valioso para si ao Mar. Peço que em suas oferendas não contenha nada que possa poluir este SER que é o MAR. Apenas sinta, silencie-se e mentalize suas oferendas, ofereça FLORES, pois elas são absorvidas com muito amor sem agredir o meio ambiente! A minha linda Iemanjá eu ofereço minhas flores sentidas em meu coração!
Nas águas do tempo, o tambor ressoa
No ventre da noite, o açoite rasgou,
mas a chama acesa nunca apagou.
Dos becos da dor, dos gritos calados,
nasceu o axé, forte e sagrado.
No giro da saia, no toque do chão,
ecoam os cânticos de consagração.
Dos terreiros erguidos com fé e suor,
a tradição resiste, dança e maior.
Dia de lembrar, dia de sentir,
a força que o vento não pode extinguir.
Do Ilê ao quilombo, do corpo ao cantar,
a herança africana segue a pulsar.
É dia de honrar quem nos antecedeu,
quem plantou a raiz e nunca cedeu.
Que o 21 de março seja sempre farol,
lumina o caminho, aquece o sol.
Meus olhares vejam sonhos, futuro e abismo.
Minha sedução que te satisfaz.
Meu corpo que ventre ao seu.
O Senhor me abençoou grandemente e me concedeu a graça de gerar em meu ventre não apenas um corpo, mas uma alma boa.🙌
Radin:
Sobre as redes que permeiam
Ventre negro em branca tela
Engrenagens estilhaços
Sementes flutuantes
Vultos da mesma esfera
Pontilhado centelha
Olhando pela janela
"Ser Mãe! É muito além de gerar, de trazer ao mundo, de acariciar em seu ventre durante nove meses. É refletir tudo isso após o nascimento, amar incondicionalmente e proteger para o resto da vida como se ainda estivesse no seu ventre... É cuidar mostrando a realidade do mundo e abraçando para que nada o faça mal. Ser mãe é entender que Deus fez dela a morada da vida."
-Aline Lopes
Me perdi em teus beijos
Me encontrei em teu ventre
Me destrai com teus seios
Me quedei em teus abraços
Me entreguei a delícia que é teu regaço.
Com você redescobri
A alegria de compartilhar
Uma paixão foda
E juntas nos reinventarmos
Mergulhamos na magia profunda de:
Tu Estrela e Eu Lua!
No céu dos nossos corpos pratedaos.
Presente de Deus !
Tú és para mim, um presente de Deus,
bendito é o ventre, no qual tu foste formada.
No primeiro dia em que ti vi, disse a mim mesmo: Que me dera trocar estas coxas,
beijar está boca e sentir nestes lábios, o néctar das flores que formou o batom, que realça os teus lábios.
Fecho os olhos e te vejo, não sei mais o que fazer para tirar você dos meus pensamentos,
o ar que respiro tu te fazes presente, a minha refeição não consigo ingerir, pois penso em você, perco o ânimo para comer.
Até o meu sono tem fugido das minhas pupilas, ás vezes perguntou-me : quem é está mulher que tem me roubado o sono ?
De onde és ?
Por fim, acabo pôr descobrir: Ela é um presente de Deus.
DANÇAS DO VENTRE E OUTRAS EXCITAÇÕES
Era na noite avançada
Dos nossos tempos idos.
Aplicavas os teus fluídos
Nos requebros do teu ventre,
Em danças que a gente sente
Acordar libidos adormecidos.
Em lascívias
Óbvias
Do teu tronco,
Em sinais de púbis molhados
Nos negros caracóis
Fantasiados
Nos brancos lençóis,
Que depois da dança tua
De ventre
E de frente,
Fazíamos amor
Cansado
Mas sempre apetecido
Quando regurgitavam
Orgasmos,
Em espasmos
De loucura e dor.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 08-04-2023)
O PÓS E O PRÉ
Lembro-me ainda de quando era velho
A cair de podre.
O ventre saído desmesurado
Expelido
Inchado
Como que a rebentar
A bomba fatal
Tal odre
Que estoura
Em excessos
Possessos
De processos
De químicas
De álcool com salmoura.
Menino, agora, já sou outra vez.
Com pés a caminho da cova,
Voltarei ao pó
Pó, pó, pó, pó
E cinza adubada.
Vou tornar a ser
Um novo ser
A nascer,
Não demora nada.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-04-2023)
O fruto de vosso ventre só será bendito se receber uma boa educação e um encaminhamento adequado na vida, caso contrário, será o tormento indesejado que não queremos para o nosso próximo
"Mãezinha querida, ainda em seu ventre, posso sentir as vibrações de amor que me envia, e através desse sentimento tão gostoso que chega aqui, me encho de alegria"
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