Ventre
Sinto falta
De seu beijo quente ardente
De teu álveo sedento
De seus seios delicados
De seu glúteo empinado
De sua boca sedenta
De meu infiltrar lentamente
De sentir todo seu ventre
De seus gemidos gostosos
De seu deleite generoso
De meu Jubilo a preencher-te
De meu desejo constante a teu prazer.
O que há de mais íntimo senão os pensamentos, você os vê olhando em meus olhos.
Tira a pureza tocando em minha alma.
Enche meu ventre com o que de você exala.
Tem o dom de tirar meu chão dando as costas e indo embora.
SOU SER HUMANO SOU DESSE MUNDO VIVO POR QUE TENHO VIDA MAS NÃO PEDI PRA ESTÁ AQUI FUI ESCOLHIDO NO VENTRE DA MINHA MÃE DOU VALOR NA VIDA POR QUE VALORIZO QUEM ME DEU A VIDA...
Deus nos concede a presença confortável de uma mãe, até estarmos preparados para lapidarmos a nós mesmos.
Mãe é um presente de Deus ao nascer
És feito anjo protetor
Anjo que nos dedica a vida
E se dá em vida, em sangue, em lágrimas, em leite e calor.
Mãe és o único ser na Terra
capaz de nos ensinar
Que amar é tão simples quanto respirar .
Mas não se mede amor de mãe
Pra ele não existe comparação
Se mãe é Deus, ninguém sabe
Mas vou lhes dizer a verdade
Deus se faz mãe pra alcançar o coração.
Noites a fio se faz sentinela, pra que os sonhos serenos me sejam leais,
Fizestes de tuas noites insônia,
Pra que meus dias fossem sonhos reais.
Mãe é dona de um coração que és grande feito o céu,
e se faz paraíso para teus frutos;
frutos que só do mais puro amor criastes, deixando a vida doce feito mel,
com toda tua alma e todo o teu "ser" lhes entregastes.
Mãe é a flor mais rara e preciosa que perfuma os dias meus,
e pra sempre, serás feliz de verdade, porque todos os dias do mundo, por toda eternidade, são teus!
Preferências
Cabelos, prefiro os longos pelos ombros,
deixados.
Os olhos, grandes, pequenos,amendoados,
não importam, a cor, não escolho.
O rosto bem delicado testa não muito alta,
nariz arrebitado ou bem afilado, altivo,
imponente.
Queixo, redondo.
Bochechas não muito cheias boas para
se beijar.
Pescoço, fino e liso como se dele se
escorregasse, para nos seios, macios
e delicados chegar.
Ventre liso, quadris largos coxas roliças,
lindas.
Pés pequenos, não chatos.
Altura, mignon ou médio,sorriso aberto e franco,
um coração doce e meigo que me guardará para sempre,
e nunca de mim esquecera, amando-me eternamente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
sinto o gosto da morte nos teus lábios
o ador dessa vida dor infinita
como suporto viver
tudo é grande enigma
viver é um dor insuportável
sinto dias se arrastarem a minha volta...
meus dias as drogas são doces
como as bebidas que perdi
num momento que te beijei
sentimento morreu quando acordei.
fúria sedenta
palavra que se quer
terra
água
fogo
e ar
mulher – amante
mãe que gera no seu ventre
um grito novo
por gritar
in "Meditações sobre a palavra" (um tributo a Ramos Rosa, o poeta do presente absoluto), editora Temas Originais, do poeta
Mãe
Mãe,carinho maior do mundo,
É o sentimento não passageiro,
Pode alcançar o globo inteiro,
Não para em nenhum segundo.
No coração delas, sempre cabe mais um,
Sendo do próprio sangue,
Ou não tendo laço nenhum.
O seu instinto protetor,
Os seus olhos ligeiramente mareados,
Demonstram quão grande amor,
Que por nós elas têm carregado.
Desde o ventre dela,
Somos contagiados!
Ela imagina o nosso rosto,
Mesmo antes de ele ter sido formado.
Aguentam-nos na fase mais chata,
Onde nos achamos ser, “donos da vida”,
Mas se ela ousa nos machucar
Com afeto, cuida de nossas feridas.
Mãe nunca desiste do filho,
Por isso nos aconselha,
Mesmo depois de velhos,
Com joelho ao chão, nos ajudam nas pelejas.
Se cairmos, nos auxiliam a levantar.
Se sorrirmos, estão conosco a gargalha.
Se partirmos, sentem a nossa falta,
Mas sempre de braços abertos
Anseiam a nossa volta.
Então nos casamos
E temos que nos despedir,
Porém não é para sempre
O que nos conforta, é saber,
Que seu colo, ainda estará ali.
Quando vemos os seus cabelos prateados,
Seu rosto pouco enrugado,
Com gentileza falamos: ”Mãe, a senhora esta linda”.
E percebemos quão rápido o tempo tem passado.
Mãe que deixa de sorrir,
Às vezes até de sonhar,
Porém fica toda feliz com filho,
Que seus sonhos esta para realizar.
Logo chega a época,
Em que o cuidado se inverte,
Ela nos levava para passear,
Agora que leva ela é a gente.
Isto é um privilégio,
Que Deus nos presenteia,
Não se esqueça dela neste momento,
Mostre a afeição em todo tempo.
Aproveite cada instante,
Como se não houvesse o seguinte,
Faça todos os momentos ao seu lado emocionante,
Com seus afazeres não se limite.
E quando vier a hora de partir,
Com a lágrima no olhar,
Possa em seu coração sentir,
Mãe, eu fiz tudo para retribuir,
Tudo o que a senhora já fez,
Só por me amar.
Tudo o que liga, a vida é chamado de alma.
Tudo o que liga amor, é chamado de espírito.
Então o que resta, é ter uma linha solo.
Ao ventre de porvir tantas ausências esquecidas!
Viemos de uma cultura que não valoriza o trabalho de um colega, simplesmente pelo fato de ele estar ao lado.A proposta é que façamos eventos que valorizem mais o trabalho de profissionais da nossa região, sem é claro desmerecer o trabalho dos profissionais que vem de fora. Respeitamos o trabalho de todos eles e acho que se conquistaram um lugar de destaque é porque trabalharam e tiveram esse merecimento. Manter ou perder esse lugar depende exclusivamente deles.
A Prata da Casa
Turbulentos, débeis e dilacerantes
estes momentos que vivemos,
cuja dor, nos sonega este sol
que se veste deste inverno,
tardio em retirar-se, resoluto
em permanecer, na expressão sôfrega
das nossas almas apoquentadas
por este vírus.
Visto-me de silêncio, para agasalhar
as palavras que guardo, para que não morram
e arranco à memória alguns sorrisos,
para enfeitar os dias desta aflição.
Há choro na voz da esperança,
morte a circundar-nos, pelos soluços
que nos invadem, nestes resquícios cancelados.
Bebo a água de todas as dores
e fervo uma oração de ventre rasgado,
abandonada aos teus pés Senhor.
Desço às águas tranquilas, que nascem
na claridade dos dias, na quietude
do sopro matinal e abandono-me
inundada pela Tua Luz.
Permaneço aonde os passos caminham
em compasso, na mesma direção,
acompanhando todo o batuque do ritmo
desta vertente sintonia.
Adormeço a dor do peito, limpo a chuva
de todas as lágrimas caídas no chão da alma,
para renascer no corpo de uma flor cujo viço
revigora e me presenteia a vida com o milagre
de todas as esperas.
E para sempre haverá de renascer na bravura dos dias
um eco de esperança que permanecerá em uníssono
no imprevisto e todo o nosso existir.
Alice Vaz De Barros
A paciência para existir dentro de uma pessoa, não pede endereço, não pede credenciais, não pede idade e nem diplomas, apenas o pouco de paciência que já adquiriste desde o ventre materno.
Se o pensamento cria a realidade como você ainda não se materializou?
Na ausência do material o imaterial tomou lugar. Meu pensamento criou asas e foi te visitar.
Pensamentos felizes esse é nosso segredo.
O papel é o meu passaporte para o nosso lugar.
No lá... já existimos e o somos o que quisermos. A poesia é o nosso ventre.
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
Gêmeos
"Há algo em mim que não é meu.
Há um fôlego que continua a me oxigenar mesmo depois que meu corpo se rendeu.
Há uma força que impulsiona quando as minhas pernas já não se movem.
Há uma bondade que compartilho que essencialmente não é minha.
Quando escrevo, não sou um, mas dois.
O que dita e o que redige.
O que é, e o que gostaria de ser.
Eu e você.
Sou o religioso e você a espiritual.
Eu lagarteio, enquanto você borboleteia.
Faço poesia pela minha incapacidade, de como você,
viver poeticamente.
Temos o mesmo DNA, os mesmos dias de vida
ainda assim você é muito maior do que eu.
Dividimos apenas o ventre não os predicados.
Minha esperança é, que ser você seja inevitável também para mim.
Ao vê-la percebo tudo no que posso me tornar.
Somos o Já e o Ainda Não.
Como semente que possui em si todo potencial de uma bela e frutífera árvore,
mas ainda não é arvore.
Você é arvore, você é já, eu... ainda não.
Eu carrego em mim todas as minhas ancestrais, eu reverencio a herança deixada por cada uma delas em mim.
A vida é infinita, os laços que nos unem não se cortam mesmo diante da morte.
Não deveria ter beijado você.
Nem ter olhado no fundo dos teus olhos .
Nem deitar na maciez dos teus braços.
Nem sentir o pefume do teu ventre.
Não deveria ter me deixado apaixonar tão facilmente.
Por alguém que a outra pertence ...
Não deveria ter pedido que voltasse e dado aquele beijo de saudade, quando estavas indo embora.
Com aquele carro estacionado em meu portão ..
Pra te levar pros braços dela.
Pra me deixar na solidão.
Não deveria ter beijado a tua boca
Não deveria ter deixado me tocar...
Poque teu toque forte e ao mesmo
tempo doce, fez meu desejo o teu desejo despertar. então..
Nós nos perdemos para sempre uma na outra ...
Embora agora, eu que seja a outra da canção.
Nada escapa ao olhar do nosso Deus e Pai Celestial, que conhece cada detalhe da nossa existência, desde o ventre materno até o nosso último suspiro.
