Ventre
Cosmovisão Intrínseca
No ventre oculto do átomo a dançar,
Habita o tudo e o quase nada a pulsar.
Núcleo denso — fogo calado,
Eletrosfera — silêncio alado.
Próton e nêutron, irmãos de gravidade,
Guardam segredos da eternidade.
Enquanto elétrons em órbita fluem,
Como ideias que nunca se diluem.
No menor fragmento, uma explosão de ser,
No maior, um universo a nascer.
A menor parte — mistério indivisível,
A maior — cosmos quase invisível.
O olho humano busca o além do véu,
Mas tudo começa num ponto de céu.
A cosmovisão não é só olhar,
É sentir o átomo a respirar.
Pois o que há no imenso também vibra no miúdo,
E a verdade se esconde no tempo mudo.
Do quark ao cometa, do sopro ao trovão,
Tudo pulsa na mesma canção.
Sem dinheiro, o homem é um sopro no vento da indiferença — só a fé, o ventre que o gerou ou um amor raro o reconhecem.
Neste dia de profunda celebração, elevo minhas palavras para honrar todas as mães, as de ventre e também aquelas que, pela força do amor, assumiram a maternidade da alma: avós, madrinhas, tias, mulheres cuja ternura fez nascer vínculos eternos.
Vocês são mais do que presença: são extensão do céu na terra. Por meio de uma mulher, semelhante a cada uma de vocês em essência e dignidade, Deus se fez carne. Ele veio, viveu entre nós e, pela entrega de sua vida, abriu-nos o caminho de volta ao nosso verdadeiro destino: o céu.
Mães, vocês não apenas geram a vida, vocês indicam o caminho da Vida. São como pontes sagradas entre a eternidade e o tempo, entre o Verbo e o choro de um recém-nascido. Em sua missão, vocês nos dão a oportunidade de, um dia, contemplarmos face a face o rosto de Cristo, basta que o sigamos com fé, com perseverança, com amor e renuncia às coisas cujos caminhos se diferem da graça.
E agora, em ressonância com essas palavras, volto-me às moças que guardam no coração o desejo sagrado de um dia serem mães:
Que o Senhor conserve esse anseio puro e fecundo, pois ele é semente de céu plantada no tempo. Mesmo que ainda não conheçam aqueles que gerarão ou acolherão, já os amam com um amor que transcende a lógica. Sejam exemplo. O dom de vocês é maior que qualquer vaidade ou reconhecimento deste mundo.
Busquem as coisas do alto e escolham, para caminhar ao lado, aquele cuja alma abrace a cruz com firmeza e silêncio, como quem reconhece nela não o peso, mas o propósito. Maria, em sua sabedoria silenciosa, escolheu José, não por status, mas por santidade. Um homem simples, carpinteiro, que com mãos calejadas moldava a madeira... o mesmo material que, um dia, sustentaria a redenção do mundo. É nesse lenho trabalhado pelo cotidiano de José, que, Jesus, venceu a morte. Da oficina ao Calvário, o madeiro foi transformado em altar, e o amor, em salvação.
Um abraço sincero e profundo. Feliz e santo Dia das Mães a cada uma de vocês. Sejam luz, sejam caminho, sejam santas. Que Deus as abençoe eternamente.
Do ventre ou do coração
Mãe, palavra pequenina,
Mas de amor imenso e gigante.
Vira fera por um filho,
É abrigo a cada instante.
Mãe não é para sempre,
Seja na terra ou no céu.
Seja do ventre ou do coração,
Seu amor nunca se encerra, é mel.
Mãe, novinha ou vivida,
Merece toda gratidão.
Escondeu a própria dor,
Pra doar seu coração.
Poema de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 11/05/2025 às 09:00h
Feliz dia das mães
Não é do ventre,
mas do coraçãoda mãe que cria,
que cuida,
que amae protege os teus filhos,
que o amor transborda
de gratidão pela vida
e se eternizaenquanto mãe!
DIA DAS MÃES!
No teu ventre, moradia
do amor mais verdadeiro,
teu olhar — doce celeiro
de luz, afeto e poesia.
És mestra em sabedoria,
fortaleza que não cai,
do teu coração só sai
sentimento de esperança,
nutrindo amável lembrança
de um amor que não se esvai.
Teu retrato emoldurado
guarda o tempo adormecido;
teu sorriso enternecido
é fonte de amor sagrado.
Teu silêncio é respeitado
como prece que alumia.
Nesta data, em poesia,
saúdo, em tom mais profundo,
para as mães de todo o mundo:
parabéns pelo seu dia!
PedrO M.
Mãe
Um choro no ventre surgia
Buscando a primeira carência
Na busca pela sobrevivência
No âmago ainda sorria
Um segundo choro então veio
Um grito de dor enlouquecia
Alimentado com o leite do seio
O sustento eu agradecia
Com seu carinho e doçura
Ensinou-me a educação
Controlei minha loucura
Aliviei o coração
Um castigo por meu engano
Fui muito orientado
Mudei meu cotidiano
Fez-me um afortunado
Seu esforço me incentivava
Por onde quer que andava
Sua ira me causava dor
Percorri vários caminhos
Machuquei em vários espinhos
Criei um Imo de Amor
Obrigado minha mãe
Apresento me a ti.
Desde o ventre da minha mãe.
Como já estivesse inserido na dor.
Como Jabes talvez, como um parto assolador.
O inimigo aplacou, persegue me como condenado.
Décadas de feridas vivas, tenho chorado.
São prantos doloridos, pelas chagas do pecado.
Como peça de uma maldição, esse sentimento.
O acusador, a opressão tomou a colocar me sofrimento.
Ceifou minha vida, como gafanhoto torturador.
Devorando e matando todo sonho estabelecido.
Tem me acusado, perversamente ferindo.
Bem sei eu, que sozinho e impotente.
Quão frágil, incapaz combatente.
Jogado na fornalha, na cova.
Quanto eu tenho me arrependido, mesmo por inocência.
Ser corpo usado, pelo esgoto da indecência.
Estou a clamar, a suplicar, do agora, uma direção nova.
Pelo meu sangue, meu fôlego, do meu coração faça prova.
Meu redentor vivo, que vive, tenho essa convicção.
Querendo operar.
Agora neste lugar.
Abre se as portas que ninguém põe a mão.
Também tranca a maldade, toda obra de maldade.
Em qualquer idade, nasce um novo coração.
Giovane Silva Santos.
11/09/2022 20:43hs
Mãe
Um dos seres que pela graça de Deus eu tive o prazer de conhecer, por nove meses no seu ventre hoje pela mesma graça podes me ver a crescer
De nada tenho, oque me resta é todos os dias agradecer
Minha mãe
Belas palavras
Duras verdades de você eu pude receber
Nem tudo são flores pois nem sempre o luxo podes me oferecer
Do meu amor incondicional Allhamdullilah eu dou e podes perceber , nenhuma mulher que passar pela minha vida será mais importante que você
O seu silêncio é mais eloquente que todas as verdades que podes me dizer.......
[v] O poeta do óbvio LOU_SO_BABY ROMÂNTICO ANÔNIMO
Tenho necessidade de ti, tal como a semente de girassol que no ventre escuro da terra, prepara suas raízes enquanto rompe o pesado solo, na esperança de sorver os teus raios, perseguindo o teu brilho dourado por toda abóbada Celeste.
Ao cair da noite, introspectivo, nutro-me do solo que me detém, que me sustenta até que a alvorada me restitua o seu esplendor e possa então viver os dias multiplicado tua beleza em minhas pétalas e sementes, em meu íntimo a tua energia ressoa e eclodo como um signo solar, imbuído desta tua essência e impregnado pelo teu desejo de ser luz, paz e colo.
Casthoro´C
Elegia da Paixão -
E é como se o teu beijo tocasse no meu ventre
e é como se a tua pele me vestisse de cetim
e é como se o teu olhar num sopro de repente
me levasse nas asas de um desejo sem ter fim.
E é como se o suor dos nossos corpos fosse um rio
e é como se os nossos lábios fossem duas rosas
e é como se a noite nos levasse num navio
onde as nossas linguas se entrelaçam saborosas.
E é como se o teu toque esculpisse o meu regaço
e é como se a minha cama fosse o teu abrigo
e é como se o teu cheiro fosse o meu abraço
nessas noites em que não podes estar comigo.
E é como se tudo, em torno, sem ti, fosse vazio
e é como se em mim, esse vazio, fosse criança
e é como se ao meu peito ausente, gelado e frio
voltasse aquela angústia que vivi na minha infância.
E é como se os teus olhos fossem dois pedintes
e é como se os meus fossem dois poços de amargura
e é como se a minha dor já não tivesse ouvintes
nesta tórrida procura de afecto e de ternura.
E é como se nas veias o sangue não corresse
e é como se as viuvas pelos mortos não chorassem
e é como se no peito o coração já não batesse
e as andorinhas pelos Céus já não voassem.
E é como se afinal os poetas não escrevessem
e é como se o destino já não quisesse o fado
e é como se do fado as guitarras se perdessem
e os povos não tivessem o destino já marcado.
E é como se o mar já não tivesse os horizontes
e é como se o Céu se afundasse sem destino
e é como se tivessem pela vida secado as fontes
e eu voltasse aquela triste idade de menino.
E é como se a morte se espalhasse pelo ar
e é como se a vida fosse um pássaro na mão
e é como se estes versos que escrevo por te amar
fossem a mais bela Elegia da Paixão.
Temos o mesmo percurso e formação, ainda no primeiro dia no ventre de nossa mãe. Não importa se é rico, pobre, branco, negro, nacionalidade ou defeitos.
Antes de qualquer vestígio da sua existência e a criação de qualquer coisa sobre a face da terra.
Deus já te conhecia e sabia que era necessário você vir ao mundo para preencher as nossas vidas com a sua presença e importância.
A obra do Criador se perpetua no sacrifício e na entrega de tua vida em prol do fruto do teu ventre Mãe, e o Senhor se faz presente...
"Mãezinha querida, ainda em seu ventre, posso sentir as vibrações de amor que me envia, e através desse sentimento tão gostoso que chega aqui, me encho de alegria"
Morte
Fui despejado no mundo Quando saí do ventre de minha mãe
Desde esse momento luto na incerteza
Do que do amanhã me vem
Caminho em frente, sem regresso.
Rumo à meta, rumo ao fim
Em voltar às vezes penso
Mas ela espera por mim!
EC.
Countdown
Tu não sabias, ao sair do ventre da tua mãe. Que naquele momento tinha início o countdown!
Talvez da
í o teu choro, como que a dizer: não deveria ter saído deste doce ventre,onde estive confortável.
Tu não sabias, mas algo te levou a ter essa reação, o chamado countdown!
Ninguém foge, não há refúgio! Um dia cessará o countdown.
Elisio Cordeiro
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