Vento
O Voo do Beija-Flor
Em lampejos de cor, lá vai,
O beija-flor, tão breve e sutil,
Rasga o vento, leve e febril,
Num voo que o céu lhe atrai.
As asas batem num doce vibrar,
Como notas de uma canção ao ar,
Ele beija a flor, num bailar sagaz,
E o mundo para, só para o admirar.
No instante em que ele se lança,
Traz ao dia uma leve esperança,
De que o belo e o frágil têm força e valor,
Na dança do eterno beija-flor.
busco inspiração
em qualquer lugar
observo as flores
balançadas pelo vento
é tanta alegria
que parece uma dança
que contagia,
entro na festa
vivendo poesia.
Alegria e Lamento dançam no vento,
No coração, um eterno confronto.
A vida sorri, mas a dor não se esconde,
Entre risos, o pranto se responde.
Alegria, como um sol que brilha forte,
Lamento, como chuva que apaga a sorte.
Um grito de festa, outro de desespero,
Mas no fim, ambos são parte do mesmo mistério.
Quem já não se perdeu entre risos e dor?
Na alma, um peso, na boca, o amor.
O que é alegria senão esperança esquecida?
E o lamento, uma memória da vida?
E assim seguimos, entre luz e sombra,
Buscando a paz que só o coração lembra.
Na alegria, renascemos, no lamento, aprendemos,
Em cada passo, juntos, crescemos.
Na noite de verão, em que eu estiver na minha cama
E o clima se misturar com o vento frio feito pelo ventilador
Que os buracos no meu peito feitos pela faca
Se fechem com o sangue se secando
Que não escorra nada além de lágrimas do meu rosto
Que não seja deixado sujeira alguma
A não ser o rastro vermelho de quando meu corpo for carregado
E se o divino permitir
Que haja meu amor ao meu lado na mesma situação
Ai do meu bem se recusar a ir comigo
Pois será o único que me terá na consciência
E outros, não saberão nem dos meus pecados.
Sabe, uma classificação de um tornado não se baseia em tamanho ou velocidade do vento. A potência que atribuímos a ele se baseia nos danos. É somente depois do fato que podemos defini-lo. O poder de destruição. O que ele tira de nós.
Saudades de São Luís
Lá longe, onde o vento é brisa e maresia,
No coração guardo o cheiro do mar,
As ruas de pedra, histórias que guiam,
E o canto sereno das ondas a dançar.
Oh, São Luís, cidade amada,
Minha alma vagueia nas tuas ladeiras,
Dos casarões às esquinas enluaradas,
Sinto o calor das noites inteiras.
Teus sons e cores me chegam distantes,
Como um sussurro da infância perdida,
Em cada esquina há lembranças errantes,
Rios de saudade que escorrem na vida.
Ah, como queria pisar teu chão,
Soprar meu amor em cada recanto,
Lá onde o céu abraça o Maranhão,
E a saudade não se mistura ao pranto.
Amar é ser inteira
Não sou âncora nem cais
de quem não sabe navegar,
sou vento que sopra em paz
onde o amor pode aportar.
Se a mão que eu seguro fraqueja,
se o peso é só meu, sozinha,
que eu tenha a coragem que enseja
sair, ser meu porto e minha linha.
Amar é ser inteira, é crescer,
não se perder no vazio do outro,
é saber, sem medo de ver,
que meu valor não cabe em pouco.
E assim sigo, forte e serena,
na liberdade que é só minha,
sabendo que o amor não condena,
mas me eleva e me ensina.
Se alcançássemos o céu, sem que as nossas raízes estivessem fincadas no inferno, qualquer vento nos derrubaria, com facilidade. (Com o pensamento de Carl Jung).
' SENTADA NUMA ESTRELA '
Voando livre ao vento
Querer,Sonhar e realizar
Pois curto é nosso tempo
Até nosso tempo chegar
Sentada em uma estrela
Soltando bolinhas de sabão
Esquiando pelas nuvens
Até alcançar seu coração
Tenho a lua por lanterna
Até que clareie o dia
Borboletas numa caverna
Cantando uma melodia
Vejo dos teus olhos a menina
E Corro para abraça-la
Serena e pequenina
Sumindo em meio a fumaça
Alma Livre
Quem tem uma alma livre
não consegue acorrentar o coração,
pois o vento que sopra dentro
é força, é pulsação.
Prender a alma é calar o canto,
é trancar o voo antes do amanhecer.
Mas quem sente a liberdade no peito
não se rende, não deixa de ser.
Alma livre é como o rio que corre,
sempre em busca do mar para abraçar.
Não importa se há pedras ou curvas,
o destino é sempre encontrar.
Quem tem uma alma livre
sabe que o mundo é vasto e profundo.
Não se amarra, não se limita,
vive o agora, cria o seu mundo.
💞
A vida é para viver. Amar; sorrir; ser feliz e fazer alguém feliz.
Pois um dia o vento sopra mais forte e a vela se apaga.
Viver é agora.
💞
O vento
Não sabemos de onde vem
_ Vemmmmm...
Nem para onde vai
_ Vaiiiiiiiiii...
Mas ele nos toca
Nós faz sentir
As nossas existências... _Uauuuuuu...
A brisa que nos faz existir...
Os loucos desconhecem a existência
Do sopro da vida...
Gratidão
Paz❤️🇵🇹🇧🇷
Somos feitos de matéria, chegará um dia em que o vento nos soprara sem que saibamos para onde. Tudo é tão breve, tão instável, por isso, sejamos então mais amigos, mas próximos de quem amamos, de nós mesmos. Não temos tempo para esperar que a vida nos ofereça algo, devemos ir lá e pegar.
“A alegria pode ser passageira como o vento; a felicidade é construída com raízes profundas no coração.”
Os Filhos São as Folhas
Os filhos são folhas que se aventuram no vento. Parecem frágeis, mas guardam uma força que a gente subestima, até ver que resistem a tantas tempestades. Os pais, como galhos, são suporte; mesmo com medo de quebrar, mantêm-se firmes, entregando-se ao peso, ao balanço dos dias. E os avós, ah, esses são as raízes – profundos, invisíveis, segurando toda essa árvore de pé, nutrindo as folhas que nem sempre os enxergam.
Mas, como manter essa conexão quando o tempo insiste em afastar? Como preservar a origem, honrar o que veio antes? Talvez a resposta seja uma só: ensinando saudade. Saudade é uma memória com perfume, é presença quando não há mais presença. É o segredo que se passa de geração em geração para que nenhum galho se esqueça das raízes que o sustentam.
Ensinar saudade não é fácil. É uma arte, quase uma travessura. A gente ensina saudade pelos detalhes: no bolo que o neto aprende a fazer com a avó, no cheiro do café da manhã, no jeito de contar uma história ou de dobrar uma roupa. É a saudade que faz um filho se lembrar dos pais, dos avós, das histórias que o fazem sentir-se parte de algo maior. É ela que cria laços que o vento não leva.
Porque um dia as folhas voam para longe, e os galhos perdem o viço, mas as raízes permanecem. Estão fincadas, fundas, prendendo tudo o que é importante. Preservar a origem é deixar que a saudade faça o seu trabalho – que carregue o peso da história e espalhe o perfume da lembrança, sempre que o vento tentar arrancar nossas folhas.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Encorajadora da Liberdade Feminina
