Vento
Minha bela, correrei para ti como um rio que corre para o mar, como o vento que sopra sem tardar, como o sol que ilumina o teu olhar e as estrelas que decoram a noite do teu precioso luar!
Os sorrisos que não são vistos, a paixão que não pode ser explicada, o feitiço que é feito vento, a lembrança, o gesto, todos somados um a um para formar um todo incomensurável de emoções.
Ninguém consegue parar o vento, tal como ninguém para aquele que luta para superar os seus fracassos.
Quando tiveres que remar nas aguas do mar, observa a direcção do vento, para que todo esforço não seja em vão.
O tempo é como o vento, que passa tão rápido, e quando percebemos ele deixará apenas a sensação de sua brisa. Por isso, devemos valoriza-lo sabendo que a cada segundo passado será apenas uma doce lembrança, ou uma armargura a dilacerar a nossa alma.
Fiz um embrulho com minhas mágoas e lancei ao vento. Não preciso saber onde vão parar, só preciso ter minha esperança de que elas não voltarão para fazer morada em meu coração!
È preciso muita coragem,
para enfrentar essa estrada, esse frio, esse vento e essa chuva,
-- Pensei em voltar, disse o viajante: mas como voltar se já não sou quem eu era quando sair ?
Meu lugar é aqui, peregrino....
E de tanto navegar o vento parou
À deriva no mar de sentimentos
O barco reflexivo ponderou,
Há como seguir além, sem o vento?
E não existe reposta pertinente, pobre barco
Sentir é oque te resta, nesse mar estás desolado
Recolha suas velas, fixe-as ao seu mastro
Mande a ela uma mensagem direta, deixe seu recado engarrafado.
A ilha é teu objetivo, reme por esse lado
Não há tempestades que lhe deixará ao acaso,
Navegar com coragem é o teu propósito herdado,
Reme com todas suas forças, chegará onde está com o "x" marcado.
"Os sonhos das pessoas não tem fim"
Perceba pobre barco, esse é o bem em ti encubado,
Não deixes de acreditar, te mostrarei enfim
"Diplomata do mar" é um título bem dado.
Quem sou eu?
Sou vento, sou ar, sou céu, sou mar, sou amor, sou ciúme, sou ave, sou terror, sou dor, sou vaga-lume, sou noite, sou abismo, sou vale, sou cume.
CANOEIRO
Na água doce do rio
Sopra o vento devagar
E La se vai canoeiro
Tranquilo sempre a remar
Rema sem pressa de ir
Tão pouca pressa de chegar
La se vem canoeiro
Tranquilo sempre a remar
Desliza em onda tranquila
Batida de remo a passar
Segue um canoeiro
Tranquilo sempre a remar
De bubuia nessas águas
Destino vai te levar
Manhã tão cinza e noites claras
Canoeiro sempre a remar.
AMAZONAS
Cavalgam com o vento
as águas na beira do rio
E carregam com o tempo,
histórias daqui e dali
E no remanso ao longe
Um mistério a desvendar
De onde brota essa fonte
que faz tão grande o mar?
É tanto rio a navegar
São as gotas dessa correnteza
Que fazem a imensidão do mar
Profundo e indomável
És liberto em maresia
Em açoites tu galopas
Nas ondas de uma melodia
E carregas nesse choro
uma canção de ninar
E o teu grito de consolo
Corre em direção do mar.
DOR
Se o vento soprar silêncio
E me perguntar o que é a dor
Direi no vão momento
Que é ausência de amor.
Mas, se insistir o que é tristeza
Causa de nos magoar
Direi então é a beleza
De sorrir para não chorar
Que são fagulhas de espinhos
Que penetram minh´alma
É a distância do carinho
Do tudo que fez-se em nada
Posso dizer sentida
Que a dor é pranto que cai
Que é todo o mal que fica
Quando todo bem se vai.
E lá se foi o vento
da esperança
com outras lembranças
causar outros desalentos.
Esse vento que leva um tempo
não só bate as portas
fende-se janelas
e arrombam telhados
de sofrimento.
Mata a esperança
que já não é mais tão viva.
__E daí? o que se atenta?
É a vida! E tudo fica certo
depois, em seu devido lugar
onde deveria estar.
Fecham-se a abóboda
e as cortinas de um espetáculo
monossilábico, sem prosa...
Ninguém fala!
Para que?
E logo ali na casinha branca
uma rosa amarela se escancara,
linda e bela.
sem medo de nuvens,
sem temer o tempo
e o vento que talvez
um dia retornará.
As janelas estão abertas
esperando o vento soprar, lentamente,
seu nome que não sai da minha mente.
É como se eu estivesse presa
a uma corrente, que em cada dente
está cravejado o nome da gente.
O homem por essência é um maratonista, vive correndo atrás do vento!
... Imerso em devaneios, é um iludido incomensuravel.
Sempre teve tudo em si e ao seu redor, mas visiona o oasis lá bem longe.
Està perdido em seu inconsciente.
Só quem consegue ouvir o barulho do vento.. é capaz de dançar ao relento ... há música pairando nos ares...
