Vento
Tuas mãos me seguram
e me rodopiam pelo ar.
Os pés passeiam descalços na areia.
O vento espalha os cabelos
e o perfume.
Sinto a leveza do momento.
Meu coração flutua em direção ao mar.
Nossas risadas ecoam melodia.
A brisa me arrepia.
Teu calor me envolve e aquece.
Nossos lábios selam um acordo:
eu, você e o pôr-do-Sol.
Que o vento leve tudo que for desnecessário, para que a gente viva o necessário perto de pessoas leves.
Quando o vento soprava meus cabelos...e sentia o cheiro do orvalho...o cheiro da chuva...o gosto na boca da brisa...tudo era incrível...e trazia um estase de prazer...
isso era minha infancia.
01-02-05
Ricardo Cabús
"As cores do palhaço põem cinza em meus olhos
E o vento frio não leva solidão"
(Cinzado - Cacos Inconexos)
Amigos?
Eu queria ser como o vento,
Que toca seu rosto e te faz sorrir,
Poder parar o tempo,
Somente para te ouvir.
Fazer as palavras terem sentidos,
Podendo falar de seu sorriso,
Me apresentando seu fiel amigo.
Aquele que estará ali.
Mesmo que o ali seja um outro mundo,
Mesmo que já não faça sentido,
Só para dizer que seu nada á mim é tudo.
Assim você saberá sua importância,
Mesmo que resolva não dar importância a, mim,
Ainda sim estarei aqui,
E se sentir aquela falta de alguém,
Por favor que seja de mim.
Que nossos dias apaixonados um pelo outro, nunca passe tão depressa como o vento que te trouxe para os meus braços pela primeira vez, tendo como resposta teu beijo doce fortalecendo nosso amor.
07/03/2014
En corps
Sussurro
Baixo como o vento vem
Pairando devagar
O ouvido
Suave
Teu desejo
Me quase dominando o
Sentido
Sentindo o cheio
De teu poema
Me ouvindo
Sussurro
Sentindo no chamar
Te querendo ouvir
E tu partindo
Preso em ti
O verso
Em mim sentindo
Absorver
Palavras
E o corpo
No topo
No centro
Partindo
E tu, crescendo
Em mim
Vagando assim
Vivemos
Filhos de Eugênio de Mazenod, cujo zelo pelo anúncio do Evangelho se comparou ao vento mistral, herdeiros de uma linhagem quase duas vezes secular de Oblatos apaixonados por Jesus Cristo, deixem-se atrair cada vez mais pelas massas imensas e pobres do terceiro mundo, como por este quarto mundo ocidental, imerso na miséria e frequentemente na ignorância de Deus. (Alocução de João Paulo II aos capitulares, em 02 de outubro de 1986)
A PAZ
Dias de nuvens
Árvores vestidas de nuvens
Cabe o mundo inteiro em mim
Como se o vento que entra nos meus pulmões pudesse cantar
E tivesse poder transformador
De deixar o corpo de pé
Enquanto a alma agradece de joelhos.
Já faz algum tempo.
Eu ainda admiro
E quero continuar a admirar sempre
Os dias de nuvens brancas
E as árvores vestidas de nuvens.
O balão voa à mercê do vento.
Um vento forte soprou do Ocidente e causa um estrago no Oriente. Dizem que ele chegou no Brasil em Janeiro e também dizem que alguém sabia que ele era letal. Para não prejudicar a economia e nem o carnaval vamos nos calar.
O Coronavírus teve o carnaval para se divertir: o sambódromo do Anhembi, a Marquês de Sapucaí. Viu as mulatas cariocas, em são Paulo as lindas dançarinas. Deitou e rolou nas ladeiras de Olinda.
Em Salvador o Coronavírus se escondeu e ouviu aquela velha frase:" Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu."
Eu não digo é nada a tu.!
Em Pernambuco o Coronavírus se encantou com o Maracatú.
E no resto do Brasil onde tinha banda de axé, carro com "paredão" e concentração de gente,o Coronavírius estava presente.
Professor, cadê o balão?
"O balão é o pobre povo Brasileiro. Que assim como o vento, está à mercê da própria sorte. O vírus está matando no Brasil, do Sul ao Norte. Muitos estão entre a vida e a morte, esperando por um leito de UTI." É duro ver a moça desesperada e com as lágrimas expressar a sua dor:
"meu pai morreu porque não conseguiu um respirador."
Esse vírus é uma coisa que a gente nunca viu ataca de noite e dia. Mas a situação no Brasil EU já previa: uma Catástrofe.
Adailton Ferreira
Súbito amor
surgido ao acaso.
Tão rápido quanto chega,
ao primeiro golpe de vento,
evapora
e some simplesmente,
seguindo seu efêmero destino.
Cika Parolin
AURA
Ouço o farfalhar
De folhas secas ao vento,
Apresso os passos;
Sinto num sussurro
O arrepio que submerge
Até minha alma;
Ausculto o velho favônio
Proseando com as folhas verdes;
Sua voz é como melodia divinal.
Encantamento;
Consome a alma dos viventes,
É sobrenatural;
As lâminas parecem experimentar
Uma turgescência aural;
A essência de tudo é a vida.
É inconteste, passional;
Uma efervescência assume
O cômputo do tempo;
Nada mais se pode fazer,
Há um êxtase,
Um frenesi agudo,
Que toma conta e submerge
As almas das inseres
Numa aura angelical.
Outros ventos cantam e dançam,
As folhas no alto balançam.
É o arrebatamento,
O ápice da magia natural da existência.
