Vento

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Sussurros ao Vento


No instante em que o outono toca a pele, aprendi contigo a leveza do desapego, como se cada queda fosse voo silencioso rumo a ti.


Teu amor me ensinou a me abrir,
a não temer o chão que insiste em vir, pois há beleza em se entregar ao vento, e em cada revoada, sinto teu abraço me sustentar.


E mesmo que a vida me derrube aos poucos, sei que ao teu lado posso renascer, descobrindo que a queda não é perda, mas a arte delicada de me encontrar contigo.

Talvez a gente aprenda,
que amar não é porto pronto,
é vento que insiste e ensina.
Somos dois tentando o rumo,
errando juntos a bússola,
mas ainda assim seguindo.


Somos um barco,
feito de falhas e esperança,
rangendo sob o peso dos dias.
Teu nome é o remo que insiste,
minha fé é a vela rasgada
que só se abre quando confia.


O mar interior nos prova,
com ondas que não pedem licença.
A lição do mar é simples e dura:


ou afundamos sozinhos,
ou aprendemos,
de mãos dadas,
a flutuar no amor que fica.

Somos feitos de Amizade:
a que não muda com o vento,
a que fica quando tudo pesa.
Laço que sustenta,
mesmo no silêncio.


Caminhamos pela Compaixão:
olhar que entende antes de ferir,
força que acolhe sem julgar.
Sentir com o outro
é um ato de coragem.


Agimos com Altruísmo:
fazer o bem sem plateia,
servir sem esperar retorno.
Escolher o outro
quando o ego pede prioridade.


E permanecemos na Lealdade:
à palavra dada,
aos nossos,
aos princípios.
Leais mesmo quando ninguém vê.


A Coragem é o que mantém os quatro de pé.
Porque os quatro não apontam pra fora.
Eles vivem dentro.

Os abrigos da alma


Teu amor é o abrigo que minha alma procurava quando o mundo parecia vento frio em rua vazia.
Em teus braços encontro silêncio que cura, e no teu olhar, uma casa acesa mesmo em noite tardia.


Há tempestades que não assustam mais, porque tua voz é teto firme sobre meus medos.
Teu riso cobre minhas cicatrizes como cobertor antigo,
e teu carinho faz primavera nascer nos meus invernos.


Se um dia o mundo desabar lá fora,
que desabe
— aqui dentro há morada.
Pois teu coração é refúgio eterno no meu, e minha alma escolheu em ti fazer morada.

A mente é um mar dentro do peito,
quando o vento das pressas sopra forte, as águas se revoltam, turvas de pensamento, e a verdade se esconde no fundo.


Mas o silêncio tem mãos pacientes.
Ele senta à beira da alma
e espera a tempestade cansar,
até que o caos vire apenas ondas.


Então tudo se aquieta.
E no espelho calmo da mente
as respostas surgem sozinhas,
como estrelas refletidas na água.

Se o tempo for vento, eu sou raiz no chão,
se a noite vier, eu acendo o coração.
Porque amar não é só sentir… é construir,
é permanecer quando tudo diz pra fugir.
E no silêncio do mundo, eu faço um juramento:
ser amor constante, em qualquer momento.⁠

Beija-me



Verso 1
Beija-me como o vento beija o mar, sem pedir licença
Que invade suave, mas muda tudo por dentro


Como se cada toque teu apagasse o mundo
E restasse só nós dois, perdidos no mesmo instante


Verso 2
Beija-me como a noite abraça o luar, em silêncio e promessa
Com calma, como quem sabe que o tempo pode parar


E no escuro dos meus medos, acende tua luz
Me fazendo acreditar que amar também é abrigo


Verso 3
Beija-me como quem encontra o destino num instante
Sem dúvidas, sem medo, apenas entrega


Como se nossas almas já se conhecessem antes
E esse beijo fosse só o reencontro do que nunca se perdeu


Verso 4
E fica… até que esse beijo vire eternidade entre nós
Sem pressa, sem fim, só presença


Porque quando teus lábios encontram os meus
O amor deixa de ser palavra…
e vira infinito 💫

Lembra-te de mim nos dias simples e calmos,
quando o vento disser coisas que não sei dizer,
porque em cada detalhe do mundo que te cerca
existe um pouco do que eu fui por você.


E se um dia o amor parecer distante ou frio,
fecha os olhos… me encontra onde sempre estive:
no lugar mais bonito que já chamei de lar —
dentro de você, onde eu ainda vivo.

então volto à realidade.


um dia me joguei ao vento,
dormi ao relento.
e sonhava todos os dias acordado,
queria ser lembrado.
mas estava amarrado à minha mente maluca,
aquela que retruca quando deveria se libertar,
que mesmo amando a vida resolveu se aprisionar.
e de fato estava errado,
pois quando amado resolveu se retirar.
errado de não saber gostar,
de ir contra ao vento e, mais uma vez, falhar.
mas o que é acertar?
viver a vida de outro não é se amar,
não tolerar os mínimos erros.


enxergo perfeitamente cada falha que cometo,
sei onde erro e o estrago que isso causa.
o pior é ter a plena consciência de tudo,
mas não ter a menor ideia de como mudar.
essa realidade é minha e não consigo escapar,
errar faz parte do jogo, mas sinto que só sei errar.

A tempestade deu-se durante a época de chuva que traz a inspiração do vento e da terra molhada.

Ah.. vida de ilusões,
das quais nascem emoções.
Temperamentos dispersos com o vento,
mas que acolhem um só sentimento.


Esperanças de um seres,
cuja as estrelas perdem seus brilhos.
Desmotivação de uma época,
mas vivências reprimidas em outra época.


Assim fazemos outras vidas,
na esperança de obtermos novas conquistas.
Desejos de um experimento passado,
onde os momentos não foram demonstrados.

"A árvore caiu com o vento, mas não senti o frescor daquele vento. Ouvi sobre à falta de energia, pois não aproveite as frutas caídas. Nisto vieram os pássaros, que comeram deliberadamente. Então o sol brilhou intensamente, nos mostrando os estragos daquele dia."

"Nuvens que refletiam um arco-íris, mas chovia na distância perdida. Então o vento soprou moderado, arrancando os telhados daquelas casas. Mas distante daquele clima, alguém casava na igreja festiva. Contos de histórias distantes, onde o tempo transforma as vidas."

Para onde quer que eu siga,
sem importar a direção do vento,
meus passos sempre me conduzem
até onde você esteja.

Às vezes me encontro em mar aberto,
à deriva no oceano da minha consciência.
Em outras, sou náufrago em ilha deserta,
rodeado apenas pela maré da saudade.

Mas em nenhuma dessas terras
eu repouso ao seu lado.
Como se o destino, em jogo cruel,
nos afastasse em planos diferentes.

E ainda que eu não creia em destino,
parece que jamais
o universo conspirará
para que sejamos um só horizonte.

⁠Deus não se explica, mas sim, sente-se no coração a Sua presença como o vento suave e doce para a alma.

"No próximo ano, o vento continuará soprando para onde sempre soprou. Espere e verá. E até sentirá!"


Texto Meu No.1143
🫡

​O Reencontro de dois amores


​Em uma pequena vila costeira onde o vento soprava com cheiro de sal e jasmim, Léo e Maya eram uma única alma dividida em dois corpos. Aos dezessete anos, eles não trocavam apenas beijos, eles trocavam segredos sobre o futuro. Léo, um aprendiz de relojoeiro, prometeu a Maya que "ajustaria o tempo" para que eles nunca envelhecessem longe um do outro.


-​A Partida Silenciosa


​O mundo de Léo desmoronou em uma terça-feira cinzenta. O pai de Maya, um diplomata rígido e enigmático, foi convocado para uma missão nos confins do Alasca, em uma cidade de mineração tão isolada que nem sequer constava nos mapas comuns. Sem aviso, sem despedidas longas, Maya foi levada.
​Léo correu até o porto, mas só viu o rastro da espuma no mar.


-​A Busca Obsessiva


​Os anos seguintes foram um teste de sanidade. Léo não enviou poucas cartas, mas sim centenas dela. Ele escrevia em papel impermeável, temendo que a neve do norte as destruísse. Ele gastou cada centavo que ganhava na relojoaria em selos e subornos para mensageiros. Mas o silêncio era absoluto.


-​A Incerteza


Ele não sabia se ela recebia e não respondia, ou se suas palavras se perdiam no gelo.


-A Aventura


​Aos 24 anos, Léo vendeu a oficina que seu avô deu-lhe e embarcou em uma jornada como mecânico de navios cargueiros, cruzando oceanos apenas para chegar mais perto do Círculo Polar Ártico. Ele enfrentou tempestades e o isolamento, movido apenas por um medalhão quebrado que Maya tinha lhe dado um dia.


-O Reencontro


​Dez anos depois da partida numa feira de antiguidades em uma metrópole vibrante e barulhenta, Léo, agora um homem de olhar profundo e mãos calejadas, trabalhava restaurando instrumentos náuticos.
​Uma mulher parou diante de sua banca. Ela usava um cachecol azul, da cor exata do mar da vila onde cresceram. Ela segurava um relógio de bolso quebrado.
​"Dizem que o senhor conserta o que o tempo destruiu", disse ela, com a voz trêmula.
​Léo levantou os olhos. Não era mais a menina de dezessete anos, mas a intensidade no olhar de Maya era a mesma. Ela abriu a palma da mão, lá estavam todas as cartas de Léo. Suas mãos tremiam ao revelar que o pai dela as interceptaram por anos, escondendo-as em um cofre que ela só conseguiu abrir após a partida de seu pai.


-​O Destino ajustado


​Eles não perderam tempo com recriminações. Naquela tarde, o relógio que Léo prometeu ajustar finalmente marcou a hora certa. Eles não voltaram para a vila, eles criaram o seu próprio mundo de hoje em diante.

Não há vento que derrube grandiosa raiz.
E quem é raiz faz parte do levante.
Há quem meramente olhe um pedaço da cicatriz,
mas ela não esquece os motivos das idas e dos instantes.
(...) Há quem somente veja meu lado
apegado à terra e há quem apenas sinta o quanto quero mais.
Esquecem que, no resumo, já não guardo rancor, mas não esqueço da guerra.
Aqui só fica água, sol e a lição
dos ancestrais.
(Vanessa Brunt)

⁠Há ideias que dão status a quem as defende — palavras ao vento para quem tem vida remediada e vive distante da realidade dos menos favorecidos.

Deveria ser proibido pelo universo os maus pensamentos, já os bons deveriam fluir como o vento