Vento
Amar de verdade é se desarmar por inteiro e saber que a própria pele fica exposta ao vento mais frio.
Caminhe, devagar, onde o mar conversa com a areia e o vento entende segredos que ninguém diz.
Deixe que cada passo leve embora um peso antigo, desses que o corpo guarda mesmo quando a mente tenta esquecer.
Tome sol, não apenas luz,
mas o calor que acorda a vida
que você pensou ter perdido.
A vitamina D ilumina por fora,
mas também reacende por dentro.
E caminhe acompanhada
de alguém que faça o coração sorrir sem esforço, que transforme silêncio em paz,
e presença em remédio para alma.
Porque, no fundo,,,
seu corpo só pede...
um pouco de mar,,,
um pouco de sol,,,
um pouco de toque,,,
e alguém especial...
para lembrar que ,,,,
não lascou tudo,,,
que você só precisava de um carinho e doses de ❤️ amor
"A fé deve ser sempre o leme que o guia no barco da vida.
Ela não pode ser só o vento, pois as vezes o vento é forte demais, às vezes fraco, e às vezes nem venta. A fé não pode ser a água. Às vezes tem correnteza, as vezes não. As vezes o mar fica revolto, e destrói o barco. A fé não pode ser só tripulante. Nunca se saberá a qualidade deles.
Faça da sua fé o leme que te guiará para a direção certa, sofrendo influência da tripulação, do mar e do vento.
Mas se você tiver força para direcioná-lo corretamente, você chegará ao seu destino."
Sinais do tempo
O vento se insinua e move delicadamente
As páginas desnudas e simples do livro
Sobre a bancada de madeira
Descansa ao lado do balanço
Se movimenta lentamente como num ressoar.
As páginas amareladas com sinais do tempo
Trazem a nostalgia de um passado
Contam as histórias de cada personagem
Lembradas com carinho dos
Momentos vividos intensamente.
O vento se mistura com o suspiro da morte,
A justiça invisível ouve suas lamentações
À distância os deuses louvam o momento,
A vida peregrina pelos campos desertos
Enquanto as almas procuram o descanso...
O livro continua sobre a bancada
Aguardando a companhia de alguém distante
Que talvez não volte mais.
Suas paginas melancólicas suspiram ao ver
Que o balanço continua solitário ao seu lado.
Folhas
Apesar de secas
Ondulam ao ritmo do vento.
A chegada do outono
Indica a passagem da estação.
Acumuladas no chão
Deixam o destino de quem passa
Um tapete infinito
Na cor pálida
Cor do outono
Cor da tua pele.
Noite Primaveril
É noite.
O vento traz consigo o perfume
Da doce e encantadora primavera.
É tempo de buscas
E de lutas por entender —
Entender esta luta,
Estes momentos de encantamento.
Momentos que não entendemos,
Mas que sentimos profundamente.
Do Livro: Nas Asas da Poesia
"A fé não é fuga; é impulso. É o vento invisível que empurra a vela quando o barco acha que não anda mais."
Sara Raquel Araújo Pereira
Nasceu com o pulso do rock no coração,
vento de liberdade, couro, preto e canção.
Entre motos que rugem e amplis a vibrar,
ela chega sorrindo — impossível não notar.
Sara Raquel, presença que aquece o chão,
abraço sincero no tempo exato da emoção.
Olhar que levanta, esperança que vem,
luz que não pede licença pra fazer o bem.
Mulher de trabalho, respeito e direção,
divide o relógio com força e devoção.
No tatame, foco; no treino, disciplina,
Jiu-jitsu que educa, chute que ensina.
Entre plantas, animais e o lar a pulsar,
ela faz do cuidado um jeito de amar.
Sem perder a fé que a mantém de pé,
Deus como norte, coragem como fé.
Houve dias de névoa, caminhos tortos demais,
quando a vida tentou desafinar seus sinais.
Mas a fé puxou o tom, a alma voltou ao compasso,
e hoje ela rege a própria história, passo a passo.
E no centro do palco, o coro mais lindo a cantar:
quatro estrelas que a vida decidiu presentear.
Marjorie, sonho firme, mente em evolução,
Laura, doçura e coragem em cada lição.
Sophia, riso claro, esperança em flor,
Renan, força serena, futuro em ardor.
Crianças felizes, estudo e união,
sabem que a mãe é abrigo, raiz e canção.
Sara Raquel é mãe — e isso é revolução:
presença diária, amor em ação.
Rockeira da alma, do lar guardiã,
faz do amanhã um lugar que começa no já.
E 2026 vem como estrada aberta à frente,
céu mais limpo, motor quente.
Com fé, trabalho e esse brilho sem fim,
o melhor não é promessa — já vem vindo, enfim.
Dedicatória
Sara Raquel A. P, grande mãe, coração que conduz,
Marjorie, Laura, Sophia e Renan — família-luz.
Que a vida rime sempre com amor e união,
e que esse nome completo seja eterna canção.
Filho do Vento, do Sol e da Brisa, prefiro o horizonte de um planalto verdejante ao teto de qualquer morada. Minha felicidade é o céu aberto.
No silêncio pulsante, o vento escreve em cores invisíveis, e a sombra dança com a luz que não se vê. O tempo se dobra em palavras mudas, tecidas entre murmúrios que ninguém escuta, mas todos compreendem. O céu é uma sinfonia de ausências que preenche espaços deixados pela memória.Entre raízes do não-ser, brotam sonhos que não chegaram e promessas que nunca partiram. O vazio se enche de significados que escapam da lógica, e a ausência torna-se a presença mais verdadeira. No sopro das coisas sem sentido, mora a mais profunda razão.
O caminho da vida é guiado pelo vento que nos impulsiona rumo à liberdade. Cada passo é uma conquista, cada sonho realizado reafirma a dignidade humana que vive dentro de nós. Nunca esqueça o seu valor; a autoestima nasce da certeza de que somos donos do nosso destino, capazes de transformar desafios em oportunidades. Abrace sua essência, confie em você e siga firme os passos rumo à realização e à paz interior.
Sob o céu azul que se estendia como um véu esquecido, as laranjeiras sussurravam segredos ao vento, suas frutas maduras pingando sumo dourado sobre a terra seca. A tristeza pairava, invisível, entre os pinheiros altos e sombrios, cujas sombras alongadas devoravam o chão como dedos de um gigante adormecido. Eu carregava um cesto de trigo vazio, colhido de memórias que o tempo ceifou, e seguia vivo aonde ninguém mora e um ermo de silêncios eternos, onde o eco de risos antigos ainda tremia no ar. Ali, no coração desse nada povoado apenas por fantasmas de folhas, brotou uma planta que nasceu hoje, frágil e teimosa, suas raízes finas rompendo a crosta do solo. Sua semente, no entanto, será plantada amanhã um mistério cíclico, onde o fim precede o começo, e a vida dança no limiar do impossível.
A areia discutia com o vento sobre relógios invisíveis enquanto cavalos marinhos atravessavam o céu como se nuvens fossem oceanos. No centro de um mar morto que ainda respirava, um moinho girava ao contrário, triturando minutos em pó fino. O tempo afiava ponteiros com calma excessiva, sentado diante de um espelho quebrado que refletia rostos ainda não vividos. Cada fragmento mostrava uma possibilidade diferente, como se a realidade estivesse em teste.
Uma flor de lótus nascia dentro de uma xícara vazia, indiferente à ausência de água. Os cavalos marinhos cochichavam à areia que o mar morto não era falta, mas silêncio acumulado. O moinho insistia em girar, não para moer grãos, mas arrependimentos. O espelho multiplicava olhares, criando versões que nunca se encontravam.
Tudo parecia deslocado: areia no céu, água sem ondas, flores sem lago, horas sendo moídas. Um cenário absurdo, quase incoerente.
Até que se entende: a areia são os dias que escapam pelos dedos; os cavalos marinhos, pensamentos improváveis; o mar morto, o coração quando se cala; o moinho, a rotina que transforma escolhas; o espelho quebrado, nossas identidades fragmentadas; e a flor de lótus, a vida que insiste em nascer mesmo onde parece não haver nada.
Dói tanto quando me olham sem me enxergar. Seus olhos varrem minha alma como vento frio, deixando-a exposta, nua, sem eco. Um joelho ralado sangra rápido, cura com band-aid e tempo; mas um coração partido? Esse fere devagar, sangra em silêncio, eternamente. Cada olhar vazio é uma faca cega, rasgando o que resta de mim. Prefiro a dor física, palpável, à essa ausência cruel que me apaga. Por que ver o corpo e ignorar a essência que implora ser notada?
A bússola gira e não aponta; o vento traz memórias que se despedem como barcos. No centro de um lago imaginário, a flor de lótus abre feridas de luz e guarda perguntas antigas. Um espelho quebrado espalha reflexos que insistem em voltar para casa, cada estilhaço um mapa de escolhas não feitas. Chove sobre o mar — água da chuva no mar — e as gotas se dissolvem numa conversa com o horizonte: lembranças que se perdem para se tornarem sal. Sete de copas dança nas mãos de um jogador sem rosto, oferecendo espelhos, sombras, promessas de estrada. A ampulheta de açúcar pinga lentamente, cada grão doce um minuto fugindo para a língua do tempo. Nada é coerente; e por isso tudo existe, coerente na sua falta de explicação. Aqui o sentido se esconde nas pequenas falhas: no estalo de um reflexo, no sabor de um minuto, no sopro que desloca a bússola. O acaso organiza-se em silêncio, e a flor fecha-se como se guardasse um segredo que só se conta quando ninguém mais acredita em mapas. Ainda assim, tudo tem o real sentido de ser.
