Vento

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Na nossa vida existem encontros
Que são vento nas costas
Mãos que empurram com cuidado
E nos fazem avançar sem medo.


Existem também as âncoras
Que prendem o peito ao fundo
Pesam mais do que abraçam
E confundem amor com permanência.


Há quem puxe pra trás
Sugando a luz dos dias
Transformando sonho em cansaço
E presença em esgotamento.


Mas você…
Você me puxa pra frente
Não corre por mim,
caminha comigo
E transforma amor em caminho,
não em peso

Arte de amar


Amar é aprender a nadar em mar revolto, onde o vento não pede licença e as ondas testam a coragem do peito.
Ainda assim, o coração
insisteem ficar à deriva.


O amor é arte feita sem esboço,
pincel molhado de sal e esperança,
cada toque um risco, cada erro uma nova forma de beleza.


Há noites em que o medo parece afogamento, o silêncio pesa como âncora no fundo do peito, mas até o mar mais bravo ensina
que respirar é um ato de fé.


Porque amar não mata
— transforma.
Desmonta, refaz,
ensina o corpo a flutuar.
Quem ama não foge da tempestade:
aprende a chamar o caos de casa.

O auto-Perdão


Ele incendiou o coração dela
como quem risca fósforo em noite de vento, e no clarão do erro,
queimou as próprias mãos
sem perceber que o fogo também volta.


Ela o perdoou como chuva mansa
caindo sobre terra rachada,
lavando as cinzas, oferecendo verde novo, acreditando que até solo ferido
pode voltar a florescer.


Mas dentro dele morava um espelho quebrado:
toda vez que se olhava, via o erro em cacos.
Mesmo com o céu limpo que ela oferecia, ele insistia em caminhar sob tempestade,
incapaz de se dar abrigo.


E assim,
ele naufragava em porto seguro.
Tinha perdão como farol aceso,
mas preferia a culpa como âncora.
Porque às vezes o amor salva —
mas o auto-perdão é quem ensina a voltar à superfície.

É fase


Que seja o vento,
se for pra tocar,
mas que toque como
quem aprende o caminho da pele,
manso e inevitável,
feito segredo que só o coração entende.


Se for pra esperar,
que seja como a lua,
inteira mesmo quando
parece metade,
brilhando paciente sobre
telhados de silêncio,
sabendo que toda ausência
também é fase.


Se for pra amar,
que seja como rio em deságue,
sem medo das curvas,
sem medo do mar,
levando nas águas
o excesso
dos sonhos
e devolvendo ao mundo
a coragem de ficar.


E se for pra viver,
que seja como chama,
dessas que dançam
mesmo sob tempestade,
iluminando o escuro com riso aceso —eterna centelha de felicidade.

O Significado do Amor


Amor não é palavra dita ao vento,
nem promessa feita na pressa do momento.
É escolha diária, silenciosa e firme,
é ficar quando tudo parece partir.


É tocar as cicatrizes sem medo,
beijar as falhas como quem encontra abrigo.
É enxergar o caos no outro
e ainda assim chamar de lar.


Amor é paciência que não se cansa,
é mão estendida no meio da tempestade.
É olhar nos teus olhos e reconhecer
que o meu futuro começa aí.


E se me perguntarem qual é o seu significado,
eu não direi conceitos, nem teorias bonitas.
Direi apenas o teu nome —
porque amar, para mim, é você.

⁠Não há tempestade que nos separe,
nem vento que leve a força que sinto.
Teu amor é abrigo que nunca desaparece,
um fio invisível que me liga ao infinito.

"Sou vento forte no calor intenso
Sou chuva fraca em meio ao fervor
Te queria perto mas te tenho longe
Não te ouço a voz mas te sinto amor."


- Pekenah

Teixo antigo, arqueiro do tempo:
aprendeu a suportar o vento por anos para, em um único instante,
ensinar à flecha o caminho do destino.

O tempo é vento traiçoeiro.



Eu te encontrei quando o mundo falava baixo,
quando meus dias cabiam em silêncio e rotina.
Teu nome surgiu como quem não pede licença,
e o coração, distraído, abriu a porta sem defesa.


Tuas mãos não prometeram eternidade,
mas ensinaram o agora a respirar melhor.
Nos teus olhos aprendi que o amor não grita:
ele fica, mesmo quando o medo chama mais alto.


Pintei futuros no contorno do teu riso,
mesmo sabendo que o tempo é vento traiçoeiro.
Ainda assim, escolhi te amar inteiro,
porque metade de amor também é solidão.


Se um dia fores ausência, não te culpo:
há encontros que existem só para salvar.
Ficas em mim como luz depois do pôr do sol —
não ilumina o caminho, mas prova que valeu brilhar.

Nos nossos sonhos,
Eu te encontro em cada batida,
Em cada suspiro que o vento sussurra em segredo,
E mesmo acordado,
Levo contigo cada fragmento,
Porque amar-te é atravessar sonhos e torná-los vida.

"A solidão é como o vento, vai e volta. O amor é como o ar que respiramos, está sempre presente."

Que, diante das tempestades da vida, eu aprenda a dançar com o vento e a manter meu olhar sempre voltado para a luz. Que eu floresça mesmo nos dias mais difíceis, espalhando cor, esperança e alegria por onde passar. E que, assim como o girassol, eu jamais perca a capacidade de recomeçar, de me renovar e de buscar o sol que ilumina a minha alma.

Caminho pela vida com os cabelos ao vento, sentindo a liberdade em cada passo. Gosto de aproveitar os momentos simples, admirar a paisagem e deixar que a brisa leve embora as preocupações. Assim, sigo em frente, leve, confiante e em paz comigo mesma.

O vento balançou
de leve o velho
e tranquilo salgueiro,
e o luar de prata
devagar iluminou
a floresta verdejante
na bela montanha.

Em busca de alguém
há quem ainda cante
a esperança de início,
e também de reinício.

É fato que vivemos
num mundo dançando
em pleno precipício,
O importante é
nunca parar de sonhar.

Em busca do mundo
ideal há quem ainda
persista na esperança
de que ninguém desista.

O luar de prata balançou
de leve o vento
iluminou o salgueiro,
e a floresta de esmeralda
ficou mais radiante
na imponente montanha.

Em busca do giro
perfeito que dance
o Universo inteiro
e que ele de mim
não te faça esquecer,
porque para nós há tempo
e o destino me traga até você.

⁠Khirbat al-Zababida

O vento ainda canta a antiga
canção beduína,
Cestos com cereais e frutas
cítricas e a poesia
de Khirbat al-Zababida,
O direito de regresso
é uma das leis da vida.

A poesia que se escreve
é semente de Imbuia
que não é levada pelo vento,
Brota e cresce no peito,
enraizada no seu pensamento.

Nova Itaberaba


O vento do Oeste Catarinense
roça a pele e a memória,
É aqui na terra da pedra brilhante
que a história de caboclos
catarinenses e gaúchos
com a chegada dos colonos
se encontra e se funde
com a beleza em magnitude.


Por ti dedico cada momento
de luta e de beleza
por cada instante de vida.


Nova Itaberaba, infinita,
tu és a terra mais bonita,
da minha e nossa Santa Catarina.

Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.


Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.


Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.


Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.


É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.


Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.

Peroba-rosa que cobre
do Sol com a sua copa,
Tem tudo de memorável
quando dança a vento,
Não há ninguém que
faça romper por dentro
com aquilo que nasci,
cresci, aprendi e me
fez caminhar até aqui.

Noite fria, chuva martelando o telhado, vento que uiva nas copas. As ruas estão vazias, a cidade ilumina apenas o que é frio, que não tem vida, não vejo ninguém, como se a cidade tivesse recuado para dentro de si. Caminhar nessa chuva é rasgar-se por dentro, poucos têm estômago para esse abandono.