Vento

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A qual ponto a gente percebe que a ⁠vida é como um vento, aquele que passa de repente ou aquele que passa e leva tudo, a partir do primeiro sopro de vida.
Aquela que a gente sente falta de um dia ter sido, de um dia ter vivido, como um tornado aquilo não existe e às vezes não sentimos falta.
As vezes sentimos uma nostalgia que não cabe dentro do peito, como a saudade ou como uma ilusão de ter pensado que era aquilo que era vivido.

Não podemos escolher a direção do vento, mas sempre é possível ajustar as velas. maturidade não é sobre controlar o que acontece e sim sobre aprender a navegar quando não se tem controle do caminho. você tem sido maduro?


Autor desconhecido

"Culpamos o vento por não trazer o amor em silêncio, esquecendo que o outono também desfolha o que é imperfeito. Talvez o outro não seja a resposta que falta; talvez você seja o avesso do que procura, o avesso necessário para finalmente desvendar a própria alma."

O AMOR É UMA PLUMA

O amor é uma pluma
que o vento leva devagar,
não faz barulho ao chegar,
nem pede licença para pousar.

É leve como um suspiro,
delicado como uma flor,
mas pode carregar consigo
o peso inteiro de um coração.

O amor não gosta de correntes,
não aceita ser aprisionado;
quanto mais livre ele voa,
mais bonito é seu voo.

Às vezes pousa num olhar,
ou se esconde em um sorriso,
às vezes chega como saudade
e permanece como abrigo.

Uma pluma pode parecer pequena,
quase nada diante do infinito,
mas basta tocar o coração
para transformar o silêncio
em um momento bonito.

Por isso não tente segurar o amor
com as mãos fechadas.

Abra as mãos.
Deixe-o voar.

Se ele voltar,
não será porque foi preso.

Será porque encontrou
em seu coração
um lugar onde quis pousar.

— Romildo Portes Ferreira

Ancorado na fé, o peito silencia. O vento do mundo até sopra, mas o coração ❤️ não se devia.

⁠Não há vento, tempestade, furacão ou tornado que não obedeça quando Jesus diz: “Aquiete-se”.

Pedro não afundou por causa da força do vento, mas porque a tempestade em seu coração tornou-se maior do que a realidade de Cristo diante dele. Nós afundamos pelo mesmo motivo: transformamos nossos problemas em absolutos e reduzimos Jesus a uma vaga possibilidade. O antídoto para o medo não é o otimismo ingênuo, é fixar os olhos Naquele cuja palavra governa o próprio caos que nos assusta.

Propósito é não perder a sua alma atrás de coisas que o vento derrubará nas primeiras lufadas da manhã tempesta!

Palavras
Palavras... simples palavras,
simplesmente palavras.
Palavras pronunciadas,
pelo vento levadas.
Palavras evitadas, atalhadas, atenuadas...
almas não magoadas.
Palavras silenciadas,
perdidas na chuva,
gastadas, desgastadas,
engasgadas, apertadas...
no fundo do peito guardadas.
Palavras gritadas,
palavras caladas, ponderadas, acertadas,
palavras pelos olhos faladas...
Palavras esquecidas
nas esquinas da vida...
no ir e vir de nós dois...
Palavras...
tudo o que queremos ouvir...
No silêncio das linhas, moram palavras não ditas,
guardadas nas sombras do que ficou por dizer.
São sonhos que escapam entre devaneios, melodias esquecidas,
versos que aparecem na brisa do amanhecer.
Palavras não usadas, pétalas ao vento,
poemas secretos em guardados lamentos.
Em cada pausa, um mundo invisível a se revelar,
no eco do silêncio, elas vêm sussurrar.
Palavras, eternamente feitas pra se usar...

Uivo


O vento soprou as folhas vazias,
cheias de perguntas,
pelo chão.
O vento sabe das respostas.

“A Sabedoria de Ajustar as Velas”

“Não podemos escolher a direção do vento, mas sempre é possível ajustar as velas.”

Durante muito tempo, talvez eu tenha confundido maturidade com controle.
Imaginava que amadurecer significava aprender a organizar a vida de tal maneira que quase nada pudesse sair do lugar.
Como se a experiência nos concedesse, pouco a pouco, algum poder secreto sobre o amanhã.

Mas a vida não funciona assim.

Podemos escolher a embarcação. Podemos estudar os mapas. Podemos calcular distâncias,
observar o horizonte e até decidir o porto para onde desejamos seguir.

Mas não escolhemos o vento.

E talvez uma das maiores dores humanas nasça justamente dessa dificuldade: queremos controlar aquilo que apenas podemos atravessar.
Há ventos que chegam fortes..

Uma perda.
Uma despedida.
Uma decepção.
Uma porta que se fecha quando tínhamos certeza de que se abriria.
Um amor que muda.
Um sonho que demora.
Uma notícia inesperada.
De repente, todo o mapa cuidadosamente desenhado já não parece servir para muita coisa.
É nesse momento que descobrimos a diferença entre controlar a vida e aprender a vivê-la.

O imaturo olha para a tempestade e pergunta:

“Por que o vento não sopra para onde eu quero?”

O homem amadurecido começa a fazer outra pergunta:

“Já que não posso mudar o vento, o que posso fazer com as minhas velas?”

Essa pequena mudança de pergunta pode transformar uma existência inteira.
Porque maturidade não significa ausência de medo. Não significa nunca sofrer, nunca hesitar ou possuir respostas para tudo.
Maturidade é compreender onde termina o nosso poder e onde começa a nossa capacidade de adaptação.
Existem coisas que dependem de nós.
Outras, simplesmente, não.

Não controlamos o comportamento das pessoas.
Não controlamos todas as despedidas.
Não controlamos o tempo.
Não controlamos completamente o corpo.
Não controlamos o passado.
E, por mais que façamos planos, jamais teremos domínio absoluto sobre o futuro.

Entretanto, existe uma pequena região sobre a qual ainda podemos exercer alguma autoridade:
a maneira como respondemos ao que nos acontece.

É ali que ficam as velas.

A vida pode mudar o vento, mas ainda podemos mudar nossa posição diante dele.

Podemos recolher uma vela durante a tempestade.
Podemos diminuir a velocidade.
Podemos mudar temporariamente a rota.
Podemos esperar.
Podemos recomeçar.
E, algumas vezes, podemos até descobrir um destino que jamais teríamos conhecido se o vento tivesse obedecido aos nossos planos.

Talvez por isso algumas das maiores transformações da nossa vida tenham começado justamente quando alguma coisa deu errado.
O caminho interrompido nos obrigou a procurar outra estrada.
A perda nos ensinou o valor da presença.
O fracasso nos apresentou à humildade.
A solidão nos colocou diante de nós mesmos.
A queda revelou forças que desconhecíamos possuir.

E aquilo que chamávamos de desvio talvez estivesse apenas nos ensinando outra maneira de navegar.
Há uma arrogância silenciosa na necessidade de controlar tudo.

Queremos que pessoas, acontecimentos, tempo e destino se comportem de acordo com os mapas que desenhamos.
Quando isso não acontece, sentimos que a vida nos traiu.
Mas talvez a vida nunca tenha prometido obedecer aos nossos mapas.
Ela apenas nos entregou um barco.
Algumas velas.
Um horizonte.
E a liberdade de aprender.
Maturidade, portanto, não é tornar-se senhor dos ventos.
É tornar-se marinheiro.
É olhar para o céu escurecendo e, mesmo sentindo medo, saber que ainda existem decisões possíveis.
É reconhecer que mudar a rota não significa necessariamente abandonar o destino.
Às vezes, para chegar ao mesmo porto, precisamos navegar por águas que jamais imaginávamos conhecer.
Outras vezes, precisamos ter coragem suficiente para admitir que aquele porto já não é mais o nosso.
Talvez seja essa uma das lições mais difíceis da existência:

nem toda mudança de direção é uma derrota.

Existem desvios que nos salvam.
Existem atrasos que nos protegem.
Existem tempestades que nos despertam.
Existem ventos contrários que fortalecem braços que haviam se acostumado demais à tranquilidade.
E existem caminhos que somente aparecem quando perdemos aquele que acreditávamos ser o único.

Hoje compreendo que viver não é possuir um mapa perfeito.

É aprender a ler o céu.
É perceber quando avançar, quando esperar, quando insistir e quando mudar.
É saber que algumas tempestades precisam ser enfrentadas e outras simplesmente atravessadas.
No fim, talvez ninguém chegue exatamente ao porto que imaginou quando começou a viagem.

Carregamos cicatrizes das tempestades, lembranças das águas tranquilas, saudades de quem navegou conosco e histórias de lugares onde jamais planejávamos estar.

Mas existe uma espécie de paz quando finalmente compreendemos que não precisamos controlar o oceano para continuar navegando.
O vento continuará mudando.
A vida continuará surpreendendo.
Algumas manhãs serão tranquilas. Outras chegarão carregadas de tempestades.
E nós continuaremos ali, pequenos diante da imensidão.
Mas enquanto ainda houver uma vela que possa ser ajustada, haverá também uma escolha possível.
Talvez amadurecer seja exatamente isso:

parar de exigir que o vento mude de direção e começar a aprender o que fazer com o vento que chegou.

Porque não é o mar tranquilo que revela o marinheiro.
É a maneira como ele ajusta as velas quando percebe que já não controla o caminho.

⁠na chuva suas convicções são apenas penas que voam ao vento.
Por Celso Roberto Nadilo

Tantas palavras jogadas ao vento...
Aonde esteve para viver palavras que apenas deixaram de existir.

O vento sopra pensamentos...
luz, soa o momento que ainda olhamos os céus....
As partículas de insinuações.
Sendo as palavras apenas sussurros
Que dão deslumbre da derradeira sombra acolhedora.
Sera que mundo ainda respira a virtude...


Por Celso Roberto Nadilo
O sere

Lágrimas do tempo são rosas jogadas ao vento...
Mero ador que desdém nas sombras a dor do amor...
Sejam sempre navegantes ilusões que ressurge nos braços dos amantes...
Bem-vindo as fogueiras da madrugada cujo o momento irônico seja lindo e maravilhoso.

No ar,
o mar,
Não há o nada,
Para o nada,
o mar ,
Ou vento que respira o nada,
Para de repente o nada,
Seria o nada ate que o mar seja o nada,
Tal como tovia de repente se via o nada,
Seria mais o profundo sentido para o nada.
Qual seria o valor do nada ?
Emblemático seria?
Pois o nada o tocou?
Belo instante em que criticamos a luz...
Num estado inerte o ar morreu diante meus olhos...
A fumaça das fábricas é carros torna se parte volumosa...
O mar remanescente é puro óleo e sujeira
nos lugares o nada não existe mais apenas mau cheiro...
O nada faz sentir saudades da época que vento respirava...

Dentro da filosofia, sou o vento da crítica. Em meio aos deuses, sou apenas o espectador que olha para os céus, refletindo sobre o que sou diante das estrelas que caem sob a alienação corrupta daqueles que deveriam ser o exemplo para o povo.
​Sendo um espelho quântico perdido em suas próprias origens, olho profundamente para o futuro e para as certezas do presente. Compreendo, então, que cada passo foi analisado e calculado para que o passado fosse cancelado. Dentro dessas afirmações, entendo que o futuro ainda não existe e que o passado já se foi, marcado por suas próprias indagações.
​E no cenário onde as deepfakes existenciais dão transcendência a uma aparência coletiva, dizem que os alienígenas construíram as pirâmides. Chicotadas foram esquecidas e mortes foram apagadas pelo simples fato de não haver mais testemunhas vivas — restando apenas fatos científicos misturados aos loucos da conspiração.
​

Nos laços profundos de lucidez sou apenas palavras jogadas no vento.
Lanço meus pensamentos voam igual a fragmentos.


Num suposto estado inerte todavia olho os ceus e raios do luar, dando caleidoscópio mental e transcendendo meus pensamentos fragmentos num sonho.

O vento frio amargo,
Sonho tardio entre esses dias frios.
Corpo no relento...
Alma desgastada e cansada...
Minhas lágrimas secaram.
O sentimento também secou agora caminho no escuro das ruas..
O frio parece nao ser tão frio.
Nem mesmo as luzes parece tão simples devorar os sentimentos.
Noite cai sobre destino da madrugada
Olhar frio da lua da liberdade aos meus pensamentos.
O luar está encoberto por nuvens de existencialismo.
Então caminho ate meu interior vejo a vida que resiste em clamar tem fome de viver.
O dia amanheceu dentro de mim os espaços antes eram descritas pelo ardor descarado da cidade são expostos pelo barulho da minha mente em silêncio.
Dia aparece no meio do apartamento mais tudo que vejo são paredes que se apertam pessoas que não se conhecem vivem para sobrevivência mais parecem robôs de carne cheios de metaforas.
Alienações de um tempo que passou,
Assim passo pelas asas da liberdade.

"O vento pode ser o mergulho intelectual de nossas aparências.
Mas na solitude dos dias massivos, somos a intensidade que nos faz acordar de novo.
Num suposto dilema, apenas palavras jogadas no frio da estrada.
Sentimos as estrelas ao longe, nos distantes mundos que encontramos e nas vidas por que passamos por momentos, no espetáculo que é o universo.
As bolhas da realidade são rosas que desabrocham no instante exato em que a luz alucina os pensamentos.
A estrada tem seu caminho num estado inerte de pensamentos fragmentados pelo tempo e espaço. E os corpos celestes tornam-se evidência da grandeza de que somos parte, deste contexto universal.
Do sonho maluco que se passa em nossas emoções, o mais profundo sentido é que atravessar o universo é apenas um detalhe no interior do ser humano."