Vento
Não sei se é noite ou tempestade,
se o chão queima ou se sou eu,
ou se o vento carrega minhas mãos,
incapazes de segurar o que foge.
Na nossa vida existem encontros
Que são vento nas costas
Mãos que empurram com cuidado
E nos fazem avançar sem medo.
Existem também as âncoras
Que prendem o peito ao fundo
Pesam mais do que abraçam
E confundem amor com permanência.
Há quem puxe pra trás
Sugando a luz dos dias
Transformando sonho em cansaço
E presença em esgotamento.
Mas você…
Você me puxa pra frente
Não corre por mim,
caminha comigo
E transforma amor em caminho,
não em peso
Tua voz é música que dança no vento, Teus gestos, poesia que
toca o coração.
Em teu ser moram sonhos e encantamento, Um amor que floresce sem explicação.
Sou livre
Sou livre como o vento que aprende teu nome ao passar entre janelas abertas do peito;
não me prendo ao medo, faço do silêncio um céu onde teu riso pousa sem receio.
Sou livre como o rio que aceita suas curvas, beija pedras, sangra margens e segue inteiro; teu amor é ponte, não prisão — nele atravesso sem perder-me.
Sou livre porque amar não é jaula,
é asa confiada ao próprio voo;
se fico, é escolha do coração
que encontra em ti um horizonte,
não um nó.
Folhas Secas
Somente ecos ficaram,
como folhas secas levadas pelo vento, memórias queimando em silêncio nas chamas de um verão que não volta.
Teu amor se evapora,
era um rio que prometia oceanos
e se desfazia em gotas mornas
antes de tocar a minha margem.
Ainda assim, meu coração insiste,
como lua que insiste em nascer
sobre noites que não lembram o dia,
buscando a luz que já não me alcança.
Sussurros ao Vento
No instante em que o outono toca a pele, aprendi contigo a leveza do desapego, como se cada queda fosse voo silencioso rumo a ti.
Teu amor me ensinou a me abrir,
a não temer o chão que insiste em vir, pois há beleza em se entregar ao vento, e em cada revoada, sinto teu abraço me sustentar.
E mesmo que a vida me derrube aos poucos, sei que ao teu lado posso renascer, descobrindo que a queda não é perda, mas a arte delicada de me encontrar contigo.
Arte de amar
Amar é aprender a nadar em mar revolto, onde o vento não pede licença e as ondas testam a coragem do peito.
Ainda assim, o coração
insisteem ficar à deriva.
O amor é arte feita sem esboço,
pincel molhado de sal e esperança,
cada toque um risco, cada erro uma nova forma de beleza.
Há noites em que o medo parece afogamento, o silêncio pesa como âncora no fundo do peito, mas até o mar mais bravo ensina
que respirar é um ato de fé.
Porque amar não mata
— transforma.
Desmonta, refaz,
ensina o corpo a flutuar.
Quem ama não foge da tempestade:
aprende a chamar o caos de casa.
O auto-Perdão
Ele incendiou o coração dela
como quem risca fósforo em noite de vento, e no clarão do erro,
queimou as próprias mãos
sem perceber que o fogo também volta.
Ela o perdoou como chuva mansa
caindo sobre terra rachada,
lavando as cinzas, oferecendo verde novo, acreditando que até solo ferido
pode voltar a florescer.
Mas dentro dele morava um espelho quebrado:
toda vez que se olhava, via o erro em cacos.
Mesmo com o céu limpo que ela oferecia, ele insistia em caminhar sob tempestade,
incapaz de se dar abrigo.
E assim,
ele naufragava em porto seguro.
Tinha perdão como farol aceso,
mas preferia a culpa como âncora.
Porque às vezes o amor salva —
mas o auto-perdão é quem ensina a voltar à superfície.
É fase
Que seja o vento,
se for pra tocar,
mas que toque como
quem aprende o caminho da pele,
manso e inevitável,
feito segredo que só o coração entende.
Se for pra esperar,
que seja como a lua,
inteira mesmo quando
parece metade,
brilhando paciente sobre
telhados de silêncio,
sabendo que toda ausência
também é fase.
Se for pra amar,
que seja como rio em deságue,
sem medo das curvas,
sem medo do mar,
levando nas águas
o excesso
dos sonhos
e devolvendo ao mundo
a coragem de ficar.
E se for pra viver,
que seja como chama,
dessas que dançam
mesmo sob tempestade,
iluminando o escuro com riso aceso —eterna centelha de felicidade.
O Significado do Amor
Amor não é palavra dita ao vento,
nem promessa feita na pressa do momento.
É escolha diária, silenciosa e firme,
é ficar quando tudo parece partir.
É tocar as cicatrizes sem medo,
beijar as falhas como quem encontra abrigo.
É enxergar o caos no outro
e ainda assim chamar de lar.
Amor é paciência que não se cansa,
é mão estendida no meio da tempestade.
É olhar nos teus olhos e reconhecer
que o meu futuro começa aí.
E se me perguntarem qual é o seu significado,
eu não direi conceitos, nem teorias bonitas.
Direi apenas o teu nome —
porque amar, para mim, é você.
Talvez a gente aprenda,
que amar não é porto pronto,
é vento que insiste e ensina.
Somos dois tentando o rumo,
errando juntos a bússola,
mas ainda assim seguindo.
Somos um barco,
feito de falhas e esperança,
rangendo sob o peso dos dias.
Teu nome é o remo que insiste,
minha fé é a vela rasgada
que só se abre quando confia.
O mar interior nos prova,
com ondas que não pedem licença.
A lição do mar é simples e dura:
ou afundamos sozinhos,
ou aprendemos,
de mãos dadas,
a flutuar no amor que fica.
Não há tempestade que nos separe,
nem vento que leve a força que sinto.
Teu amor é abrigo que nunca desaparece,
um fio invisível que me liga ao infinito.
"Sou vento forte no calor intenso
Sou chuva fraca em meio ao fervor
Te queria perto mas te tenho longe
Não te ouço a voz mas te sinto amor."
- Pekenah
Teixo antigo, arqueiro do tempo:
aprendeu a suportar o vento por anos para, em um único instante,
ensinar à flecha o caminho do destino.
Somos feitos de Amizade:
a que não muda com o vento,
a que fica quando tudo pesa.
Laço que sustenta,
mesmo no silêncio.
Caminhamos pela Compaixão:
olhar que entende antes de ferir,
força que acolhe sem julgar.
Sentir com o outro
é um ato de coragem.
Agimos com Altruísmo:
fazer o bem sem plateia,
servir sem esperar retorno.
Escolher o outro
quando o ego pede prioridade.
E permanecemos na Lealdade:
à palavra dada,
aos nossos,
aos princípios.
Leais mesmo quando ninguém vê.
A Coragem é o que mantém os quatro de pé.
Porque os quatro não apontam pra fora.
Eles vivem dentro.
Os abrigos da alma
Teu amor é o abrigo que minha alma procurava quando o mundo parecia vento frio em rua vazia.
Em teus braços encontro silêncio que cura, e no teu olhar, uma casa acesa mesmo em noite tardia.
Há tempestades que não assustam mais, porque tua voz é teto firme sobre meus medos.
Teu riso cobre minhas cicatrizes como cobertor antigo,
e teu carinho faz primavera nascer nos meus invernos.
Se um dia o mundo desabar lá fora,
que desabe
— aqui dentro há morada.
Pois teu coração é refúgio eterno no meu, e minha alma escolheu em ti fazer morada.
A mente é um mar dentro do peito,
quando o vento das pressas sopra forte, as águas se revoltam, turvas de pensamento, e a verdade se esconde no fundo.
Mas o silêncio tem mãos pacientes.
Ele senta à beira da alma
e espera a tempestade cansar,
até que o caos vire apenas ondas.
Então tudo se aquieta.
E no espelho calmo da mente
as respostas surgem sozinhas,
como estrelas refletidas na água.
Se o tempo for vento, eu sou raiz no chão,
se a noite vier, eu acendo o coração.
Porque amar não é só sentir… é construir,
é permanecer quando tudo diz pra fugir.
E no silêncio do mundo, eu faço um juramento:
ser amor constante, em qualquer momento.
Beija-me
Verso 1
Beija-me como o vento beija o mar, sem pedir licença
Que invade suave, mas muda tudo por dentro
Como se cada toque teu apagasse o mundo
E restasse só nós dois, perdidos no mesmo instante
Verso 2
Beija-me como a noite abraça o luar, em silêncio e promessa
Com calma, como quem sabe que o tempo pode parar
E no escuro dos meus medos, acende tua luz
Me fazendo acreditar que amar também é abrigo
Verso 3
Beija-me como quem encontra o destino num instante
Sem dúvidas, sem medo, apenas entrega
Como se nossas almas já se conhecessem antes
E esse beijo fosse só o reencontro do que nunca se perdeu
Verso 4
E fica… até que esse beijo vire eternidade entre nós
Sem pressa, sem fim, só presença
Porque quando teus lábios encontram os meus
O amor deixa de ser palavra…
e vira infinito 💫
Se você entra em pânico com vento, como vai enfrentar gigante?
Tem gente querendo chamar propósito de Deus, mas vivendo fé de criança.
