Vento
🔥 Fogo, Vento e Brasas
O amor é como fogo que se apaga com o vento
Brilha bonito rápido, mas dura só um momento
A paixão é diferente: é brasa que arde por dentro
Não aparece tão forte, mas fica lá no assento
Amor sem brasas é fácil de apagar
Basta um sopro forte e ele deixa de brilhar
O amor suporta dor, suporta medo e espera
Mas carregando peso demais... um dia cansa e acaba
A paixão queima fundo — tem calor de verdade
O fogo tem beleza, luz e só aparência
Quando chega o momento e o vento apaga a chama
A paixão não morre: busca outra morada, outro abrigo, outra fama
O fogo encanta os olhos, alto, brilhante, ligeiro
Mas sem raiz firme, cai ao primeiro banho de vento
Já a brasa guarda calor mesmo quando tudo escurece
E quando o fogo some... ela segue, ela não perece
Amor que é só chama, bonito mas sem fundo
Cansa de lutar sozinho contra o mundo
Mas o que é brasa viva — quando perdeu o lugar
Segue em busca de onde possa de novo descansar
A paixão queima fundo — tem calor de verdade
O fogo traz apenas beleza e fugacidade
Quando o vento leva a chama embora sem dó
A brasa segue quente... e encontra um novo lugar
Para renascer melhor ✨
"A árvore que cresce rápido demais tem raízes fracas e é facilmente derrubada pelo vento. O mesmo vale para o sucesso sem caráter."
Quando o vento levou as folhas
O vento soprou teu nome,
e as folhas responderam.
Giravam lentas no ar,
como se dançassem contigo —
a mesma doçura,
a mesma leveza que tinhas
ao atravessar os dias.
Tuas mãos sabiam de mim
antes mesmo do meu silêncio.
Quando eu dizia “nada”,
teus olhos já sabiam tudo.
Era inútil esconder a dor,
porque teu coração
batia dentro do meu,
num compasso que só o amor entende.
Cresci sob teu jeito manso,
entre preces, conselhos e bênçãos.
Tuas palavras, simples e certeiras,
me ensinaram a olhar o mundo
sem me perder de mim.
E até hoje, quando peço a bença,
é como se o tempo parasse —
o menino e a mãe
se encontram no mesmo instante
onde o amor não tem distância.
Agora, quando o outono chega,
eu não choro a ausência.
Escuto teu chamado no vento,
sinto tua calma no entardecer.
As folhas que partem não se perdem,
voltam à terra, se tornam raiz.
Assim és tu, mãe —
raiz do que sou,
colo que nunca seca,
voz que não precisa som.
E eu, teu filho,
te agradeço em silêncio,
por ter sido o abrigo e a força,
o motivo e o caminho.
E na hora da saudade,
quando a brisa me toca o rosto,
eu te peço, como sempre fiz:
tua benção, minha mãe —
de onde estiveres,
que ela me alcance,
leve como folha,
eterna como o amor.
No Silêncio da Estrada
No silêncio da estrada eu escuto meu ser, Como vento que passa sem nunca prender. Cada passo é pergunta que a vida refaz, Cada dor é semente pedindo por paz.
Se a noite é profunda, mais fundo é o olhar, Pois quem perde o caminho aprende a buscar. E no peito cansado que insiste em bater, Mora um sol escondido esperando nascer.
Ela tem leveza de casa tipo chalé,
com sua organicidade intrínseca.
sutil como o vento, livre e mística.
Estruturada em madeira, natureza e vento,
sem artifício, puro sentimento
Ela trata a vulnerabilidade da simplicidade com delicadeza
Ela tem leveza de rede na varanda, com um vinho aberto sem pressa, tem cheiro de café quentinho
Sorriso igual chuva mansinha no telhado
Ela tem no abraço a sensação de MPB tocando na sala, onde o olhar repousa e o peito sossega,um espaço bom de viver.
Vento que adormece, vento que assobia; Outrora iludia, hoje arrepia.
Nenhuma forma explica o vento, assim como o amor que por ti sinto, do lado de dentro.
Das rosas terrestres e celestes, teu arroma é único, e com amor me inspiro.
"A província de Inhambane é a terra onde as dunas beijam o mar, e o vento salgado se mistura na brisa, escrevendo poemas que só a natureza sabe recitar." FURUCUTO, P. D., 2026.
O raio escreve a pergunta, o trovão ecoa a dúvida e o vento apaga o caminho, deixando o arco-íris como a única promessa de que toda tempestade é, no fundo, o silêncio organizando um novo dia.
Reno Fioraso
Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: 1. O Tempo e o Movimento
O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
4. O Palco e o Reconhecimento
O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
5. A Metamorfose Final
O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
Síntese
Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.
"A serenidade nunca dá tréguas para o seu descontentamento que viaja
no vento silencioso dos próprios receios de só correr numa vida que só lhe traz dor e sofrimento."
Incisões de uma Alma Poética
O tempo
e o vento
levam tudo...
Nunca
as palavras
germinadas,
entalhadas
na alma...
O tempo devora,
o vento dispersa,
tudo se vai...
Tudo,
menos as palavras
que sangraram da alma,
gravadas em silêncio,
como cicatrizes
que não cedem
à erosão dos dias...
O tempo passa,
o vento leva...
Mas ficam,
no âmago,
as palavras
que um dia floresceram
em terreno de dor e beleza,
raízes sutis
que o esquecimento
não alcança...
✍©️@MiriamDaCosta
🌬️ Ode à Ventania 🌪
O vento chegou de improviso,
veloz e potente,
balançando as árvores do quintal
como se as chamasse para dançar
em seu impulso frenético...
As folhas, dispersas, formavam
um corpo de balé no ar,
seguindo a cadência rítmica
do vento...
Ó ventania!
Às vezes tão cruel,
arranca e destroça
tudo o que encontra em seu percurso;
outras vezes, com maestria,
ensina que há momentos
para parar e observar,
para entender que é necessário deixar ir
e acolher o que deve vir...
Ó ventania!
Chegaste como fera solta,
rasgando o silêncio do quintal,
fazendo das árvores tuas parceiras
numa dança insana de poder e vertigem...
As folhas,
oh, as folhas!
eram fragmentos da vida
voando sem destino,
sopradas por tua fúria caprichosa...
Ó ventania,
cruel como quem ama demais,
que arranca raízes,
derruba o que resiste,
e ainda assim
traz o sopro que renova,
o caos que purifica...
Ensinas, sem palavras,
que o que parte
também ensina a ficar,
e que só o que se entrega
conhece a leveza do ar...
Ó ventania!
O vento veio de repente,
como quem tem pressa de viver,
trouxe em si o rumor do tempo
e o perfume das lembranças antigas...
As árvores se inclinaram em reverência,
e as folhas, desprendidas,
dançavam como almas libertas
sob o toque invisível da ventania...
Ó doce e brava ventania,
que às vezes fere,
mas também consola,
tu me recordas
que tudo o que parte
abre espaço para o novo respirar...
Há beleza no que se despede,
e quietude no que permanece...
assim como o vento
que passa, mas deixa a alma...
✍©️@MiriamDaCosta
Aquele que lança
sementes ao vento
fará o céu florescer...
Como um pintor
e suas pinceladas
na tela...
Como um poeta
e suas canetadas
no papel...
Aquele que lança
sementes ao vento
instiga o próprio céu
a romper em flor,
como se o infinito
também tivesse veias
onde germina o impossível....
Como um pintor
que fere a tela
com profundas pinceladas
de mundo…
Como um poeta
que sangra sílabas
sobre o papel,
até que a palavra
ganhe carne....
Aquele que entrega
suas sementes ao vento
sussurra ao firmamento
um desejo de flor;
e o céu, sensível,
abre claridades
para acolher o gesto...
Como um pintor
que encosta ternamente
a cor na pele da tela…
Como um poeta
que repousa sua alma
na ponta da caneta,
e deixa que o papel
o abrace...
✍©️@MiriamDaCosta
💃
Minh'alma cigana
no caminhar não se engana,
a Lua me protege,
o Sol me aquece
e o Vento me levanta
na dança da Vida que me encanta,
porque sou uma cigana
adiante sempre tenho que seguir
a Força do Universo acompanha o meu ir
e ilumina todo o meu existir 💃
✍©️@MiriamDaCosta
Deixo ao mundo a incubência
de entender à si mesmo
e de gritar ao vento
a sua ignorância...
enquanto isso ,
vou escrevendo com a alma
e com a minha ignorância
do viver,
do amar,
do pensar
e do sonhar
que o tempo
ainda me concede...
✍©️@MiriamDaCosta
É impossível estender a escritura
no varal da existência
para secar ao vento do viver,
se imediatamente
chega a tempestade
da inspiração
para encharcá-la.
✍©️@MiriamDaCosta
Lá na curva,
entre a serra e o oceano,
onde as ondas encontram
o abraço do vento
e os açoites da rocha,
há um diálogo antigo
que nenhuma palavra traduz.
✍@MiriamDaCosta
As paisagens abraçam
a minh’alma,
com seus braços
de vento e horizonte,
acolhem meus silêncios,
acariciam minhas feridas,
e bordam em mim
um descanso antigo....
As montanhas
me erguem,
os rios
me devolvem movimento,
as árvores
me vestem de sombra e calma,
e o céu, vasto,
me devolve a memória
de ser infinita...
Tudo respira em mim,
tudo me recolhe,
tudo me pertence
quando me deixo ser
apenas paisagem
também...
✍©️@MiriamDaCosta
