Veneno
GRITOS EM "ÉTUDES ET PRELUDES"
Teus olhos azuis sob pálpebras nebulosas
Escondem o clarão de vagos enganos.
O aroma violento e ardiloso destas rosas
Inebriam como vinho em que jazem venenos.
Na hora em que os vaga lumes dançam cegos.
Hora em que brilham aos olhos o desejo urgente
Tu me repete em vão as palavras de afago:
Eu te amo e te odeio - abominavelmente.
A inveja é uma cobra
Que mata devagarinho
É criada por colega
Por parente ou vizinho
Se você está com sorte
O veneno é mais forte
Pra lascar você todinho
Pra que insistir ? Algo em meu interior sente um doce em tudo isso aquele doce com uma pitada de veneno.
Inconcebíveis
Inconcebíveis palavras são ditas
No silêncio do pensamento
Exulta, ó sensível coração!
Tua essência é como uma árvore frutífera e sedenta
Que alimenta e sacia os pobres famintos;
Vem a mim, ó doce e apetecível vinho,
Deixa o teu líquido verter pelos córregos
O teu veneno imortal;
Deem-me numa taça as borbulhas
Deste intenso vermelho sanguíneo
Manchando minha consciência
No cume da minha eterna felicidade.
Esconde no recôndito de teu coração
O jardim que tanto cuidaste
Para a farta produção dos nobres parreirais.
Nossas palavras ditas são reflexo de nossa alma e podem tanto nutrir quanto envenenar a quem nos ouve e a nós mesmos.
Perna de pau
Sou filho da terra
pera de pau
A noite vem tempestade
Perna de pau
Me escondo na toca
Do vendaval
E guardo a pipa
Do vendaval
Corro no terreno
Perna de pau
Conto meu segredo
Perna de pau
Cavalo de troia
Perna de pau
Azul é o veneno
Perna de pau
Saio correndo
Do vendaval
Poeira no terreiro
Do vendaval
Segui a “PAZ” com todos.
Por isso, purifiquemos a nós mesmos;
De tudo o que torna impuro;
o nosso corpo e o nosso espírito.
Aperfeiçoando a nossa santificação;
no temor de Deus.
“Santificação”; sem a qual ninguém verá o Senhor.
Tomem cuidado para que;
ninguém abandone a graça de Deus.
Cuidado, para que;
ninguém se torne como uma planta amarga;
que cresce e prejudica muita gente;
com o seu veneno.
E por ela muitos se contaminem.
Já faz tempo
Eu queria lhe beijar
Sonhei com este dia
Em que pude te tocar.
O seu olhar me envolve
De forma alucinante
Ela não é vulgar
Faz tudo de forma elegante
Jeito recatado
Com malícia no semblante.
Ela sabe me provocar
Até perco o bom senso
Com minha mente abusada
Abusadamente penso:
Você ali diante de mim
Totalmente entrege
Hoje você é minha
Deixe que o desejo nos leve.
Este momento é só nosso
Saciemos este desejo
Talvez me mate
Talvez me salve
O veneno do teu beijo.
Sinto que estou prestes a enlouquecer. Várias perguntas que me pergunto, nenhuma resposta para elas. Apenas um monte de desculpas para encobrir a coisa ruim que sou. Estou doente, infectada por esse veneno que a sociedade implantou em mim.
Lembrei-me dos urubus educados, vestidos de luto, que também se alimentam de carniça! Já os vi vestidos de ovelha, a falsidade deles não me devorou ainda, porque tenho veneno de sapo nas veias. Asqueroso é meu nome!
Fenda dupla
Algumas vezes me entorpece, algumas vezes me envenena.
É transferível, a dualidade humana, aos objetos?
Às cidades?
Esse mesmo chão que me encanta em seu movimento, que me aquece, me conforta, o mesmo chão me afasta e me entedia, me angustia, me revolta.
Ou será que ele não muda? permanece estático, e eu, apenas eu me modifico?
O quanto do que eu sou resiste ao onde sou? o quanto o onde estou resiste ao que eu faço?
O quanto o que eu escolho, escolhe à minha volta, por outros? o quanto as escolhas alheias falam em mim?
Talvez o chão apenas se mexa, e é no movimento que exista a incerteza, vetores cruzados, e o estático seja um resquício, uma impressão.
E a vida se modifica quando se observa, enquanto se observa.
E eu observo!
Procuro o que corrobore meus vetores, enquanto tudo eu mudo, me muda, à minha volta.
Algumas vezes me enveneno, algumas vezes me entorpeço.
Muito prazer em te conhecer
Desaprendi o amor com você
no dia em que te conheci, experimentei
feito experimenta-se uma dose de cicuta
esse seu desamor sempre tão latente.
Hoje não amo mais ninguém
nem eu mesmo.
E agora que estamos em sintonia
e nos tornamos igualmente cruéis
frios e insensíveis
que tal recomeçarmos do início?
Oi... Muito prazer em (re)conhecê-la.
Tem uma formiga nas teclas do meu teclado...
passeando, entrando embaixo...
Sai, sai formiguinha...,
não quero outro trauma na vida!
Formiguinha venenosa
Não faça-me, a picada tua,
amar assim tão facilmente
a personalidade de outrem!
Pare de atrapalhar enquanto componho!
Saia do pentagrama
Deixe minha máquina de escrever em paz...
Sai, sai formiguinha...,
não quero outro trauma na minha vida!
Não mais... Eu já estou no meu limite, meus olhos querem fechar eternamente, porque tenho que passar por isso? Isto é a dor, a dor que este mundo proporciona? Não importa, eu ainda quero faze-los pagar, por tudo... isto não importa - É o que continuo repetindo, se não gostam de mim simplesmente me deixem em paz.. Que triste! Estou percebendo o quando do meu veneno outros já provaram...
Querido,
Fomos casados, e com a noite, esta mesma que me assombrou durante muitos dias, os meus dias.
E hoje eu apenas quero te lembrar que eu te esqueço todos os dias. Você foi mal pra mim, não é? - Marcou-me com o seu mais suave veneno. E eu me entreguei aos prazeres do seu sabor. Com uma poção unica, chamada "amor".
