Veneno
O WhatsApp, esse néctar digital que adoça o instante com um toque, revela-se veneno lento quando as mensagens não lidas se acumulam como fantasmas no bolso. Elas piscam como promessas de conexão, liberando dopamina — o prazer fugaz do cérebro viciado em recompensas instantâneas. No Brasil, onde quase todos os smartphones trocam mensagens diárias, esse ciclo vira prisão: ansiedade explode ao ver o "visto" sem resposta, corroendo laços que pareciam eternos. É o doce que paralisa, transformando amigos em sombras acusadoras. Acumular "não lidas" sinaliza esgotamento ou fobia digital — medo de más notícias, cobranças ou o peso de responder. Em relacionamentos, vira abismo: brigas por áudios longos ou silêncios interpretados como rejeição esfriam o afeto, piorando o que o app prometia aproximar. O veneno infiltra-se devagar, isolando na multidão conectada. Estabeleça limites: desative notificações à noite, priorize conversas reais. Psicólogos tratam isso como vício, ecoando dependência de smartphones. Viva além da tela.
A VIDA BOA DO MORTO É QUE ELE NÃO VIVERÁ MAIS SUFOCADO PELA HIPOCRISIA DA SOCIEDADE DO VENENO TÓXICO DO CAPITALISMO.
Veneno
Veneno, do latim,
“poção mágica para se fazer amar, encanto e sedução”.
Veneno... de Vênus - da beleza, da sensualidade, livres de um padrão.
Veneno... de Vênus, que surge das espumas do mar sem fim.
...
Veneno... sufocando, corroendo, dilacerando...
lentamente, a vida anoitecendo...
o pensamento escurecendo...
o corpo se desfazendo.
Sentimento... escondido, disfarçado, mascarado?
...
Na quase consciência, inconsciência....na consciência
descaradamente escancarado?
Veneno que lentamente à vida vai dando cabo.
Veneno... onde ficou seu significado original?
Por que, em mim... está em dose mortal!
A maledicência é um veneno que você toma esperando que o outro sofra; a nobreza é o antídoto que te cura de dentro para fora.
O veneno destilado por gente invejosa que não suporta ver alguém com ideias mirabolantes é apenas o reflexo trágico de corações vazios que se alimentam exclusivamente da infelicidade alheia e do fracasso dos sonhadores.
O único antídoto para o mortal veneno da ignorância é o conhecimento! Ler cura todos os males causados pela estagnação mental!
Doce foi o veneno experimentado inocentemente,
A água bate na rocha e ela não corresponde, mas sente,
A neve cai, o tapete na floresta é branco, o lobo ruiva sagaz na escuridão, mas a fogueira continua acesa,
A lua ficou escura por breves minutos deixando o mar agitado, depois voltou a iluminar o céu e tudo se acalmou, o rio corre solto levando os troncos secos e os podres, a coruja vigia a noite, alguns pássaros dormem, a natureza sabe se organizar,
O amor não é algo a temer escuto estes ruídos por aí, então me ensinem a viver sem medo de amar.
Nunca diga
"Conheci o demônio
sem merecer!"
Se os dois se atraíram
É porque veneno e maldade
Amanavam do coração
Na mesma sintonia
E intensidade.
Lori Damm (Amnésia)
Como morreu o Amor?
O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.
Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.
Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.
E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.
A decepção não é o veneno; é o antibiótico que nos ensina a viver. Em um mundo de pessoas falhas, omissas e interesseiras, o segredo é valorizar quem nos aplaudiu na simplicidade.
Porque no extraordinário até quem não te conhece irá ter orgulho de você.
Tem gente que acorda
e toma e toma logo uma dose de veneno
pra ter o que cuspir.
Na igreja: "Pai Nosso".
Na internet: dedo na cara.
"Perdoai-nos
assim como nós perdoamos"
Dedo no olho do outro até sangrar.
Virou reza vazia.
Jesus disse: amai-vos uns aos outros!
O Brasil respondeu: odiai-vos.
É mais língua do que corpo sendo enterrado todos os dias!
E o céu chora
vendo maltrapilho
sendo teste de Deus
que ninguém vê.
Van Escher
Veneno do ar
O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.
