Velhas Amigas
Sentir o gosto do passado ao reviver velhas lembranças é também um jeito de eternizar no tempo o amor que não se despede. Não morre o amor que é revestido de saudades.
"Pessoas velhas estão no médico toda semana, carros velhos na oficina. Duas atividades rentáveis para quem se dedique a elas. E nunca faltarão clientes"
"E para os incapazes de ficar frente a frente com o romance, restam apenas as boas e velhas fugas."
As velhas formas de política agonizam,
enquanto novas dinâmicas digitais, personalistas e emocionais
colonizam o espaço público;
triunfa a política-espetáculo e a economia,
sufocando a deliberação coletiva.
Nós mães ficaremos velhas. Já não teremos mais o vigor e o ânimo de outrora. Todavia, o coração permanecerá o mesmo. O amor pelos nossos filhos não mudará. Eles sempre serão prioridade. Por eles seremos capazes de muitas coisas: Inclusive sacrificar nossos sonhos. Nos doaremos por inteiro. Entregaremos nossa própria vida.
as velhas lembranças, iguais raízes, se esparramam pela
nossas memórias. se agarram, se entrelaçam e vão ficando
quase como se fossem uma planta só.
São cheias de momentos de felicidades, de dúvidas, de lutas ganhas, outras perdidas.
Tempos de alegrias simples, de futuro presente.
É preciso saber lidar com o passado, pois, o mesmo podem abrir velhas feridas e causar dores imensuráveis.
Você só viverá o novo de Deus, se largar as coisas velhas que te impendem de avançar.
Lembre-se, o peso pode estar te impendindo de voar.
Não sobreviva de óbitos!
Viva apenas no presente.
Velhas fotografias, cartas ou inutilidades do passado.
Porque é isto que acontece, quando ainda revivemos coisas que estão inertes.
A dor não se opõe ao temor por sonhar demais não me encontrei levei as velhas canções á um sonho vazio não escondi o medo nesta terra sem cor e vazia como este peito que a vida já não flui em razão destas canções o frio ardente da chama a consumiu este coração que vive em dor
RELÍQUIAS
Nestas velhas páginas amareladas
Duma poesia de outrora, de amor
Retalhos das prosas tão choradas
Sussurro em verso, versos de dor
Relíquias... eram ilusões doiradas
Que cá versam nostalgia e clamor
Os restos de poéticas enamoradas
Num soneto sofrente, sem pudor
Ai! verso a verso, vai, e tudo parte
A ideia se apaga, e vem outra arte
Nas lembranças, que doridas são!
E, passo a passo, que se esquece!
Tudo envelhece! e assim, fenece...
Deixando o seu cunho no coração!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 agosto, 2022, 05’40’ – Araguari, MG
Ha um tempo da beleza.
Vejamos nossas velhas fotos.
Éramos todos jovens em um período, e em outro velhas faces enrugadas e debeis.
Vivamos o tempo real.
Autorresgate
queimei velhas certezas
explodi antigos cárceres
abri por fim meus braços
mantenho comigo o vento
que é quem sustenta
o voo dos pássaros
Me encontro nas palavras todos os dias, assim vou curando velhas manias. Sou eu quem guia meu próprio destino. Vou respirando lembrando dos tempos de menino: a pureza, a beleza de viver com intensidade; agora é só vaidade, isso invade os centros da cidade, até a periferia. Escrevi com o coração pra entender qual minha intenção, cansei de me calar perante os maus; fiz da minha vida algo surreal, distinção do físico e astral. Desenvolvimento de um Ser que pensa no todo. Realidade criada, uns servem de escada, vida mal amada, alma desarmada.
AS OLIVEIRAS *
Velhas ou novas, troncos rijos
Raízes pregadas à terra lusa
As oliveiras cantam o ungir das dores
Terra de aromas, encantado sentir
Pedras na mão de palavras de uma vida
Verdes, pretos frutos
Verdes óleos, verdes folhas
Feridas, machucadas, esquecidas
Por séculos que tanto alimentou
Celtas, Iberos, lusitanos, Celtiberos, Helenos
Godos, Romanos, Visigodos, Alanos e Árabes
Desde o Faraó Ramsés II a Moisés
Com o seu coração torcido agarrado ao chão
Há um azeitar de olhares pelo olival
Das graciosas azeitonas de cores
Oliveiras fincadas na serenidade do silêncio
Onde a máquina e o homem as acordam
Depois é o milagre da natureza, azeite virgem
Nas vasilhas, talhas, potes outrora de barro
Ou nas talhas de azeite feitas em folha-de-flandres
Que permanecem até à nossa atualidade
Benditas sejam as oliveiras que nos dãoo azeite
Néctar dos deuses da nossa gastronomia.
