Velha
De escombros emocionais, da velha e terrivel máquina de moer gente (pais e mães descompensados), emerge o soldado frio e calculista e também os ditadores implacáveis, quando sobrevivem. Raramente seres em equilíbrio...
Se alguém falar para você: te respeito porque você é velha ou idosa. Diga: não me respeite por isso, mas sim por ser um ser humano que merece respeito, assim como todos merecem independente da idade, isso é educação
Se vc acha que a sua esposa seja velha, lembre-se, talvez vc não teria uma mulher se ela fosse jovem.
Aquela velha história da "Madalena" tem mais de dois mil anos, e o engraçado é que ainda hoje ela sempre se repete, com uma diferença, hoje a hipocrisia é consumada por qualquer motivo que desperte inveja.
Sabe aquela velha máxima "onde se come um come dez"? É mentira pura. É conversa fiada, é historiazinha pra o boi dormir e a vaca parir.
Acredite;
Um dia você vai ter saudade;
Da boa risada;
Da velha amizade;
Da força da juventude e toda capacidade;
Do tempo em que não requeria tanta responbilidade;
De cada momento que foi felicidade;
E da vida que viveu a vontade.
Então aproveite;
Em tudo ame de verdade.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
as paredes sujas no quarto
a pintura velha
a falta de voz
a dor interna
sentindo o coração rasgando
com a solidão e a saudade
dos dias alegres e ensolarados
em que você esteve aqui
iluminando minha vida.
Abraçar mais!
Já tomei um choque que sinceramente não sei como não morri. Se fosse hoje, mais velha, certamente teria um ataque cardíaco. Dizer "meus sentimentos" é bem-vindo, mas realmente no momento da dor não existem justificativas. As vezes sentar em silêncio ao lado poderá ser a melhor conversa. E dar um abraço. Ah... um abraço... tem poder de cura!
#bysissym
A pratica da velha política, não tem diferença da atual, é opressora e dominante levando as instituições a ruína, sigamos o caminho da verdadeira democracia, á qual a nação brasileira ainda não conhece.
Sei lá se estou ficando velha ou sábia. Mas o fato é que metade das coisas que tinham importância para mim, hoje não tem mais. Não sinto vontade nem necessidade de mudar ninguém. Sinto um prazer inenarrável quando estou só. Não atendo celular, não recebo visitas, ignoro qualquer barulho que não seja o som da minha própria respiração...Desfruto de pequenos prazeres como se estivesse abrindo os olhos pela primeira vez. Tudo é tão igual e eu consigo ver diferença. Aceito as ocorrências da vida como testes para a minha paciência. E até nas vezes em que preciso descer das tamancas, mantenho o elã.
A idade nos tira muita coisa, mas nos dá outras infinitamente melhores.
Nós mudamos todos os dias. E queremos usar a mesma roupa velha dos velhos costumes num corpo e consciência que se renovam. Não cabemos mais. E vivemos apertados, espremidos, desalojados de nós.
A velha estrada.
Após percorrermos longas e diferentes estradas, nos reencontramos na mesma esquina.
MINHA AMENDOEIRA
Um dia fui até que [ por demais feliz],
Lembro-me de uma velha castanheira.
Embaixo dela brincava no tempo de minha
Infância.
Chamava-a pelo nome de castanheira, mas,
O que se comia era a amêndoa [ o fruto].
Certo dia dessas distrações de criança,
Pus-me a brincar num balanço improvisado.
De maneira meio solta e leve com a vida, como
A quem não deve nada e não sabe de nada.
Comecei numa pressa de viver o momento
Que só e' peculiar 'as crianças.
Na primeira balançada foi um vai e vem
Esplêndido, e na segunda vez foi uma atirada
Um pouco mais ousada, rabiscando os pés no
Chão para dar impulso.
Era um sonho de voar nas estrelas e retornar ao
Chão.
Ali nos braços da castanheira via que
Amêndoas eram estrelas e o céu era somente
Outro lugar.
Na terceira vez foi um tanto celestial e eternizada,
Pois povoa minhaslembranças ate' os dias de hoje.
Quando atirei-me para a terceira vez foi num impulso
Potencializado pelas primeiras vezes. E dessa vez
Fui ao céu da castanheira bem perto das amêndoas;
Amêndoas [ que eram estrelas].
Quando retornei ao meu corpo, senti que um portal
Se abriu e via perfeitamente como num telão
Aqueles dez segundos que relataram toda minha vida.
Só percebi coisas indeléveis, doces e inocentes como
Coisas de crianças. Então passei a vigiar-me para
Que nunca cresça a ponto de não ser mais criança.
A única e grande verdade e' que nosso anjo e' a criança
Permanente em cada um de de nós.
O adulto e' um ser oculto que se despiu das asas brancas
E enveredou-se no sombreado da vida.
Tudo isso eu sei porque era criança, e via como as crianças
Viam e nada saberia se já fosse adulto.
poeta_sabedoro
MINHA AMENDOEIRA
Um dia fui até que [ por demais feliz],
Lembro-me de uma velha castanheira.
Embaixo dela brincava no tempo de minha
Infância.
Chamava-a pelo nome de castanheira, mas,
O que se comia era a amêndoa [ o fruto].
Certo dia dessas distrações de criança,
Pus-me a brincar num balanço improvisado.
De maneira meio solta e leve com a vida, como
A quem não deve nada e não sabe de nada.
Comecei numa pressa de viver o momento
Que só e' peculiar 'as crianças.
Na primeira balançada foi um vai e vem
Esplêndido, e na segunda vez foi uma atirada
Um pouco mais ousada,
Coração de Terra Santa
No campo manso e calado,
repousa um coração,
cercado por velha cerca,
feita de negação.
Dentro, um lago dorme em paz,
flores nascem sem rumor,
árvores falam com o vento
segredos do interior.
Fora, olhares se acumulam,
pedem passo, mas não vão,
pois ali diz o aviso:
“Proibido, irmão, entrar não”.
É terra que ninguém pisa,
nem por amor, nem por dor.
O peito guarda o que é só seu,
semente, sonho e ardor.
Quem vê de fora não sabe,
o que pulsa sem mostrar,
coração é chão sagrado —
só o dono pode pisar.
VILA-VELHA
De madrugada um atrito,
detritos no beco,
no gueto zumbidos
paredes e dez mil ouvidos
viver sonhando não posso
meus ossos estão doloridos,
meus olhos estão diluídos
sonho sim, devia não sonhar assim
mas a nave me pega
a ave me eleva, ave Maria...
haveria alguma possibilidade
de não haver um AVC,
ave Cesar, avença,
avestruz, avestruzes,
arre égua, arre ema
minhas plantações de milho e mastruz
avenca, cabelo-de-anjo,
cabelo-de-vênus,
crisântemos, acácias. lírios,
as vespas visitam
os cálices por todo o jardim
às vésperas do fim
have you ever seen the rain
no nordeste não é assim,
alimentamos mais o espírito com a fome
e mais a alma com o que nos consome
mas guardamos sorrisos
de grandes invernos,
fartura de ternuras e abraços
que exercitam os nossos membros
e tornam fortes os nossos braços
você já viu o arco-íris
have you ever seen the rain
no olhar, na íris de alguém
🚪🔑 Abrir e fechar /
Sair e entrar /
Eis a paciência da velha porta /
Pois, ela sabe e se importa /
Que cedo ou tarde /
A sua dona sempre retorna /
🤗💗🤗
<•*•>
A ficção apenas reporta, aumentando mais o fato histórico, a ficção é uma velha fofoqueira que conta verdades aumentando a verdade histórica.
Velha casa de meus pais,
Eu não te esqueço jamais
Por esta existência em fora,
Só porque tu me retratas
As fantasias mais gratas
Daqueles tempos de outrora!...
Mamoeiro! Bananeira!
Joazeiro! Goiabeira!
- Que cinema sem igual!
Jogando sobre as alfombras
Um rendilhado de sombras
Na tela do teu quintal!
E aquela batida longa
Da cantiga da araponga
Que entre os rasgos do concriz
E os estalos do canário
Ia formando o cenário
Daquela quadra feliz!
Mas o tempo - este malvado!
Para matar o meu passado,
Numa explosão de arrogância,
Jogou de encontro ao mistério
Toda a beleza do império
Dos sonhos de minha infância!
Árvores, pássaros, tudo
Rolou para o poço mudo
Do abismo do nunca-mais!...
Enquanto a sonoridade
Dos gorjeios da saudade
Se esparrama em teus beirais...
Por isso em tuas janelas,
Em tuas portas singelas
E em cada vidro quebrado,
Onde a tristeza se deita,
Vejo uma réstia perfeita
Das estórias do passado!...
Ai velha casa sombria
Quem, nesta vida, diria
Que aquele céu sucumbisse,
Que aquela fase passasse,
Que aquela ilusão fugisse
E que não mais voltasse!...
Na festa descolorida
Da paisagem destruída,
Aos olhos da Natureza,
Só tu ficaste de pé
Confortando a minha fé!
Matando a minha tristeza!
Velha casa desolada
Guardas na tua fachada
Uma indelével lembrança
Dos meus dias de quimera,
Das rosas da primavera
Que plantei quando era criança!
E agora que o sol se pôs
E a bruma envolve nós dois
Na sua atroz densidade
Enfrentemos a incerteza
Tu - conduzindo tristeza!
Eu - transportando saudade!
