Velas
Minha Nostalgia
Se em minhas velas
Já não sopram os ventos
É sinal que em teu peito
Meu amor já não tem efeito.
Se o gole de run já desce doce
Temo por minha saúde, que é frágil
Pois em um coração que amor não habita
Não há o porquê de ter o dom da vida.
Não há ouro, nem o infinito mar
Não há riquezas muito menos poder
Que compre o verdadeiro sentimento
E a sensação que causa meu sofrimento.
Sofrimento sim, porquê amar por vezes
Nada mais é que um reduto de solidão
E uma longa caminhada que me lança
Determinado à pular no mar de uma prancha.
Nesse mar negro e cheio de lembranças
Que para onde olho, nada vejo
Onde ninguém me vê, mas tudo eu enxergo.
É onde eu conheço quem eu mais detesto
O refém de um revés com seu ouro de tolo.
Um marinheiro sem bússola
Vivendo de maré, um mané
Que já não sabe se é mar ou lágrimas por amar.
Queimei velas aos deuses, clamando fervor,
Desfiei a lua, em lágrimas, sem cessar,
Lancei às estrelas meu grito de dor,
Para que teu amor pudesse me alcançar.
O simples
Na pequena casa de madeira as velas acesas iluminam a escuridão,
a janela aberta permite o cheiro do mato entrar,
os cavalos descansam, os cachorros estão com seus olhares hipnotizados pela beleza da lua e das estrelas,
o sereno aqui e a cerração acolá são as companhias de cada gole dado na boa cachaça,
o silêncio da noite calma as vezes é interrompido pelo rastejo no mato,
sentado na cadeira de balanço observo a paisagem sem celular, sem televisão, sem carro e me emociono ao perceber o quanto è bom poder desfrutar da simplicidade.
Os devotos fiéis de padroeiros e santos brasileiros estão em crise: falta velas para seu incenso, recursos para a proteção das imagens e principalmente, adoradores para beijá-los.
Convém que os deuses da família (tradições, rezas à mortos, beijos e súplicas à imagens, velas acesas para entidades, incorporações de espíritos, oratórias à padroeiros, mandigas, consultas pela necromancia, rituais e religiões pagãs) sejam expulsos diante de Deus, porquanto o diabo age, ri e se aproveita da fé irracional, dos exercícios da crença nominal feitos sob aromas, meia-luz e das oblações ritualísticas que causam crises, tropeços, traumas espirituais, doenças e distúrbios psicossomáticos aos seus adoradores e praticantes, quando tudo isso é uma idolatria, ignorância espiritual e abominação ao Senhor.
“É também Ingratidão, esquecer-se daqueles que acenderam suas velas quando alguma vez a escuridão tomou conta de nós.”
Poema - Dia Dos Finados
Acordo cedinho
Passo no mercadinho
Compro velas
Faço uma reza
Visito o cemitério
Muito tédio
Tá chovendo
2 de novembro
Dia dos finados
Estão enterrados
Nossos ente queridos
Corações partidos
Só resta saudades
Desejo na eternidade
Que nos encontramos
Que nos abraçamos.
Não sujo minhas mãos
para derrubar pessoas insignificantes.
Afinal, nada melhor do que vê-las
tropeçando no seu próprio fracasso.
Não será a primeira vez e tampouco será a última.
A não ser que pare de tentar me derrubar
porque afinal se olhar pra trás... verá que os tombos
quem estão levando é você.
—By Coelhinha
Guitarra à Luz de Velas
O amor é uma nua canção
dividida em curtos fados
pela súmula pulsante do coração
que se ouve nos mares cansados.
No estreito silêncio das flores
murmura o pólen das pétalas
desfolhadas pelos acordes indolores
no rosto duma guitarra à luz de velas.
As arcadas cegam os claustros
que sustêm as paredes calcinadas
das celestes melodias dos astros
cantadas no sangue da madrugada .
Move-se pelo esquecido poema
a voz calada do poeta
propaga a luz verbal do fonema
na elíptica cauda do cometa.
O porta-estandarte
do amor está pronto
nas minhas mãos,
Três velas foram
acendidas nós três
pontos para pedir
toda a proteção,
As fitas coloridas
arrumadinhas
nos cabelos estão
e a saia rodadinha
levadinha para lá
e faceirinha para cá,
Toda de rendinha
para ser a brincante
inspiração do seu
Samba-de-Matuto,
e tomar com quentura
a tua pele e o coração.
Momentos tântricos
Velas, flores, incenso, carícias, beijos…
Amor, deixe que a emoção tântrica dominar o nosso amor,
Que vá ao caos, ao descontrole total
A nossa mente descontrolada nos levara ao abismo tântrico do amor
Lá tudo cheira a amor…
Eu, sua deusa, serei sua consciência Inconsciente levar-te- ei ao reino da luminescência do nosso amor…
02/03/2020
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