Veio e Passou como um Cometa
A mais pura infância está dentro de mim,
Vida em movimento como um balet sem fim,
Erro muito e acerto também, gosto de ser assim,
Essa criança estará sempre comigo até tudo terminar enfim
Que a vida se revele, a cada um, na medida exata de nossas doações, como seres humanos, ao mundo... Nem mais, nem menos.
(...)é como um começo sem fim: Ser feliz em um agora,sentindo o depois do para sempre; que achamos que é o amor que é amar(...)"
Cesário Verde!
Autor de apenas 35 poemas, Cesário é tido e havido como um dos três mais importantes poetas portugueses do século XIX. Os outros dois são Antero de Quental e Camilo Pessanha.
Isso, que fique claro, segundo Fernando Pessoa, que dispensa comentários.
Meu contato com Cesário se deu, primeiro, no antigo 2º grau e, depois, no curso de letras. Mas o interesse, de fato, pela produção poética dele é mais recente e foi motivado por um livrinho, que me chegou de Portugal pelas mãos de Alessandra Lisboa. Tudo a ver.
A partir daí, não só li a obra dele – pequena, mas substancial – como também venho lhe dedicando alguma homenagem – pequena, mas sincera – na forma de crônica ou artigo, grato que sou à oportunidade de ter conhecido alguém tão caro à literatura portuguesa. À literatura brasileira, também, por que não?
Dele, estas "Manias" tão atuais que tenho o prazer de compartilhar com vocês:
O mundo é velha cena ensanguentada.
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.
Eu sei um bom rapaz, - hoje uma ossada -,
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância, quixotesca.
Aos domingos a deia, já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,
Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
As pessoas em sua maioria tendem a errar. Um erro pode ser fatal dependendo de como é feito e o que se faz no final com ele.
Os humanos são como atores no teatro chamado terra.A terra é como um campo de concentração onde vivemos pra guerra.
Às vezes sou como um homem de papel...
Já fui escrito por diversas histórias de diversas mãos.
Já rasurei alguns erros escritos, mas que ainda assim estão marcados em mim.
Já tive bons escritores, que já não se fazem mais presentes;
Porém, alguns ainda continuam escrevendo.
Já pensei diversas vezes que o fim da minha história estaria próximo.
Mas o que aprendi ao longo do tempo, é que toda história termina com um ponto final.
Não com uma virgula, ou ponto e virgula, mas com um ponto final.
Não sei como ou quando será escrito o meu fim.
Mas seja como for, as histórias que foram escritas valeram a pena serem lidas.
Sou como um livro. Alguns me julgam pela capa, mas tem preguiça de conhecer o conteúdo. Outros leem o primeiro capítulo imaginando que me conhecerão completamente. Há aqueles que leem o livro todo e não conseguem me decifrar. E somente irá me desvendar, quem ler sabiamente, porque faço parte das entrelinhas.
Em meio as minhas coisas
Sempre há um escrito seu;
Todos dizendo o que sinto,
Como se já vo-lo teria dito!
Em minha mente,
Sempre sinto o seu gosto,
Mesmo sem tê-lo provado.
Até parece obra do além,
Uma memoria do que ha de vir.
Ao seu lado,
Sempre sinto um impulso,
Seguido de um 'paralisar'.
Um desejo de lhe dar um beijo,
Um receio de não te conquistar
O sol se põe,
para que a lua possa brilhar.
Assim como a noite adormece,
para que um novo dia possa acordar,
A Criança da Minha Criancice
Você é como um suspiro;
Sua presença afasta os meus medos;
Mesmo quando em face de um momento assustador;
A sua voz vem de encontro aos meus anseios.
A sua voz é como a de uma criança;
Traz de volta a pureza do mundo ao redor;
Ao ouvi-la retomo a esperança;
De que com você o meu mundo possa ser melhor.
O seu olhar é sublime, penetrante;
Mostra ao dia uma razão pra amanhecer;
O momento que nosso olhar se cruza, é cortante;
É um instante de paz, êxtase e prazer.
Esses seus cabelos, como corredeiras de rios;
Caem em linha, negros como a noite;
O seu perfume e a sua presença causam arrepios;
A sua pele traz paz, que livra os meus ombros da dor do açoite.
Confiança é um ato de doação.
Não tem como exigi-la de alguém.
E isso se dá pela vivência daquilo que temos de mais profundo:NOSSOS VALORES.
Palavras Deferidas
A irresolução como dúvida filosófica ou como empecilho para ação?
Haverá um tempo para realocar as palavras deferidas? Ou elas acumular-se-ão indeléveis em nossas gargantas medrosas, ressequidas.
Será que algumas dessas palavras, quando ditas, esmorecem o vínculo com o incômodo silêncio, e permitem que outras saiam? Dando um maior espaço ao alívio, que é poder respirar. Ou será que elas pesam e caem no peito?
Amassando os átrios e ventrículos, sendo inoculadas centenas, milhares de vezes, acompanhando cada pulsar vacilante.
Ou ainda, as palavras se erguem, encontram uma intrincada estrutura, vasta, imprevisível. Alojam-se nos meandros do pensamento, onde têm espaço pra proliferar, derivar a si mesmas em pequenas cópias.
E dar oportunidade para que lhes neguem novamente a voz.
E para que ela seja ouvida!
Como era bom se ‘’DEUS’’ em sua bondade,
Me desse um presente,
E esse presente fosse você!
Eu seria a mulher mais feliz se tivesse
seu amor.
Namorar apenas pela beleza sem que se tenha caráter e sensibilidade é como ter um carrão que não tenha motor e nem combustível.
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