Veio e Passou como um Cometa
Quatro miligramas
Venham!
Venham e tragam,
Um kilograma de ódio
Um kilograma de rancores
Um kilograma de raiva
Um kilograma de perseguições
Um kilograma de ciúmes
Um kilograma de invejas
Um kilograma de emoções
Um kilograma de desamores
Um kilograma de preguiças
Um kilograma de julgamentos
Um kilograma de escuridão
Um kilograma de confusões
Um kilograma de constrangimentos
Um kilograma de covardia
Um kilograma culpas
Um kilograma de decepções
Um kilograma de depressões
Um kilograma de derrotas
Um kilograma de ansiedades
Um kilograma de desânimos
Um kilograma de desapegos
Um kilograma de desapontamentos
Um kilograma de desconfianças
Um kilograma de desconfortos
Um kilograma de desconsolos
Um kilograma de descrenças
Um kilograma de desencantos
Um kilograma de desesperos
Um kilograma de desgostos
Um kilograma de desilusões
Um kilograma de desinteresses
Um kilograma de desorientações
Um kilograma de dores
Um kilograma de dúvidas
Um kilograma de egoísmo
Um kilograma de embaraços
Um kilograma de estresse
Um kilograma de frustrações
Um kilograma de fúrias
Um kilograma de hesitações
Um kilograma de horrores
Um kilograma de inseguranças
Um kilograma de desvalorizações
Um kilograma de mais ,de mais e de mais..
E por último,
Tragam um kilograma de medo.
E iremos juntar com que tenho aqui.
É pouco mais dá para misturar.
Tenho,
Uma miligrama de amor,
Uma miligrama de perdão,
Uma miligrama de compreensão
E uma miligrama de silêncio
Vamos colocar tudo em uma panela.
Mais antes,
Vamos triturar tudo no liquidificador.
Pós isso,
Vamos ver quem vai flutuar ou,
se afundar.....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta queVoas
Para alegrar bem seu dia, acorde com alto astral, tome um banho, diga te amo pra vida e distribua paz.
Sou o frio, e a solidão
Sou um lago fundo de águas turvas
Sou vazio, e a escuridão
Me vejo vagando, procurando por alguém
Me lembrando de suas palavras
Me lembrado do seu desdém
Escutado o lago sangrar
Onde você está?
a falta de luz não me deixa enchegar
Onde estou?
O que sou?
Amor… Amores... AMAR...
Por neste viver todos Tal sentirmos;
mesmo antes de um cá nosso nascimento;
no havido em barriguinha em crescimento;
que bom é por AMOR, ao mundo virmos!
Vamos apreciar o que Os Tais são;
pra com tais nos podermos encontrar;
por Tais nada mais serem que um tão dar;
pra a todos, tão só dar; consolação!
O nosso primeiro ou O mais importante;
é o que a todos é dado, em Uma Alma;
ou A Fonte pra O Tal dar, que a tudo acalma;
bastando em este viver, ser andante!
Pois será dessa Tal que mui daremos;
se em nós Viva A soubermos conservar;
ou seja, bem Preparada pra O dar;
por ser O único dar, que levaremos.
O segundo, ou esse a nós da MÃE tão dado;
por já sido da Alma, da Tal saído;
é igualzinho a todo O em nós havido;
que tão temos, pra cá ser partilhado…
Pois sendo ELE entregue, à mãe natureza;
ou a um tal qualquer bichinho em ela andante;
tal como, entre nós mesmos, a um tratante;
será sempre um dar que a nós embeleza.
Por AMAR, nada mais ser: que um só DAR;
coitado/a em nós, do/a pobre narcisista;
que por tão gostar só da dele/a pista;
jamais a alguém se a Tido, O vai entregar!
Indo por tal, secar A Fonte em tal;
como a tão seca: o homicida ou o ladrão;
que em nós parece, nem ter coração!
quando o vemos, a fazer TANTO MAL.
Por tudo isso, O AMOR de Mãe, Pai, ou de irmão*;
nada tem de diferente, em ser dado;
por nessa forma de AMAR ser achado;
por ser dar, achado em satisfação!!!
Satisfação de um sentir, bem viva A Alma;
Satisfação de um sentir, partilhado;
Satisfação de um sentir, encontrado;
Satisfação de um sentir, que tão acalma.
*que nada mais é que: o UM, que Pela Fonte a nós oferecida; tais somos!
Uma canção de coração
Essa é a história de um jovem rapaz que se apaixonou,
Por uma menina tão linda por ela ele se encantou.
Foi ate ela e falou:moça quero te conhecer,
E ela respondeu: uma prova de amor terá que me trazer.
Quero uma prova de amor, uma canção, que fale coisas sobre o coração, de emoção, escrita a mão (bis)
O jovem preocupado estava pois não era cantor,
Também talento não tinha para ser escritor,
Como uma canção pra ela iria escrever?
Se não conseguisse, o coração dela não iria ter.
Por que ela quer
uma prova de amor, uma canção, que fale coisas sobre o coração, de emoção, escrita a mão (bis)
Cabisbaixo andando na rua algo chamou sua atenção,
Um velho mendigo pedindo dinheiro pertinho de um violão,
Sentou ao seu lado e disse: senhor conhece uma canção?
Que fale de amor, emoção, coisas do coração?
E o mendigo pegou, seu violão, e cantou:
Seus olhos de café,
Me deram fome,
Mulher,
Assim como o mel,
Devagar,
Desliza na colher,
O Meu corpo,
Mulher,
Quer ver o seu,
Deslizando no meu.
O cheiro tão bom,
Do seu corpo marrom,
Bom bom, tão bom,
Me faz perder o ritmo e o tom.
O jovem falou: meu senhor minha moça não tem olhos de café,
Nem pele marrom, bom bom, nem gostei da história da colher,
Não tem outra música pois escrever não sei?
E o velho disse eu tenho uma que fiz por quem me apaixonei:
E o mendigo pegou, seu violão, e cantou :
Seus olhos de café,
Me deram fome,
Mulher,
Assim como o mel,
Devagar,
Desliza na colher,
O Meu corpo,
Mulher,
Quer ver o seu,
Deslizando no meu.
O cheiro tão bom,
Do seu corpo marrom,
Bom bom, tão bom,
Me faz perder o ritmo e o tom.
O amor não tinha nada a ver com o casamento. Era um contrato de compra para garantir a posse do útero de uma mulher em específico.
Queria ser apenas mais um cidadão
Que não discute política ou religião
Que vive, alienado, cego e manipulado
Absorvendo todas as narrativas diárias em frente à televisão.
Porque quando você descobre como funciona o sistema
E todo o seu mecanismo de corrupção, mudará sua visão!
E pode ter certeza que você nunca mais será o mesmo cidadão.
O TÚNEL
Num túnel lugubre devastado pela escuridão, ao olhar para trás um lugar mútuo e cheio de ilusão, um lugar onde jamais se deve voltar pois lá mora o sofrimento.
Ao olhar para frente e só Caminhar procurando uma luz na vastidão, e o medo que toma o coração.
Ó coração que sofres perdidamente nesse mundo cheio de rancor, e mágoas passando por deveras objeções irracionais, que vem a sucumbir por inquietações constantes.
A VIDA ESCREVE
O fado meu contente, que a vida escreve
Vivendo de amor, um desejo tão ingente
Vive em uma poética, e tão eternamente
Canta cá no soneto, tão puro e tão leve
Se lá no assento do coração, tudo breve
Não tem aquele olhar e, se não consente
Sente não poetar o que não será ardente
Sim, desencontros, triste sina prescreve
E se vires que dele podes então merecer
Não verseje a coisa duma dor que ficou
Viva o momento, assim, verseje pra ser
Rogue ao fado, pela sede que acreditou
Traga pra ti a poesia no melhor querer
O amor, a sensação do que não acabou.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 de agosto de 2021, Araguari, MG
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos!
Era um desejo inusitado,
prender o tempo.
Não deixar passar aquele momento,
puro prazer e sentimento.
Mas o depois, após o agora,
mais que necessário é,
para sorver,
o que poderá deixar de ser,
como o completo que nunca
irá acontecer.
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