Vampiros
sem reflexões no deserto da minha mente,
como fosse um vampiro sinto sede,
tento preencher o vazio, em alucinações...
sigo todas formas do meu coração...
debocho das faces do dia, quando vejo o luar,
porque? certo! então tudo não faz sentido...
a morte não espera o anoitecer, tudo reflete a sede.
tudo é jogo perdido nos ditados do amor...
infelizmente não gosto de jogo de azar...
tenho a certeza que escuridão cobre minha alma...
na perdição de tanto infortunados que cruzam a noite,
vejo as recordações no espelho que não tem mesmo brilho,
de mais um outono sem frio da tua alma
tudo se tornou um desperdício nos dilemas que foi está vida.
Teatro de vampiros (Cassandra)
dias unidos no calor do inferno
sua alma está perdida,
por tantos segredos,
pagará por momentos eternos,
seu corpo despedaçado em emoções...
a chuva derrama em seu corpo perdão,
a noite cai a ultima lagrima de agonia,
o desejo derradeiro é poço profundo,
que desconhece no alento seus lábios frios,
jeitos que se perdoa pela vida que perdeu.
sendo os vão do que passou um abraço da escuridão.
「Visita indesejada」
Vampiro, mais uma noite me visitas?
Sabes que me sufoca e me tiras o sono por teus feitos impulsivos,
Pois vejo novamente sangue mulheril em seus lábios de engano,
Sabotador em série é o que tu és, e cúmplice sou eu por dar-te abrigo
Já disseste as donzelas que o único reflexo que se vê de ti é a doce ilusão do fantasma de um bom homem o qual um dia em agonia elas pensavam existir?
Efêmero vampiro que agora se diz agonizar por um amor perdido,
Te conheço, e a mim não ilude, pelo vento flutua suas palavras de mudança assim como as atitudes angelicais das quais o inferno está cheio.
Já não te julgo pelo futuro brilhante o qual prometeste sempre aos corações desavisados,
Mas sim, pelo teu passado maldito que arrastas contigo, visto que, não feliz em não refletir sua verdadeira face, tu também quebras o espelho da confiança, tu as trai não por outrem, mas por ti mesmo, e acabará afogado em seu próprio vazio.
A manhã já vem, e quem derreterá por ti, sou eu, teus pecados a mim recaem,
Pois diferente de ti, reflito, até demais, e agora me diga o que se faz com um amor perdido?
Desconfio, ó meu infeliz amigo, que tu fostes também mordido.
Afinal não somos exceção, nem diferentes dos demais, meros mortais,
Ninguém muda por ninguém, nem tu nem quem te mordeu, assim são as pessoas neste mundo, vampiros e donzelas só mudam quando é tarde demais.
Se você quer livrar-se dos “vampiros emocionais”, liberte-se da necessidade de provar que você é bom. Tenha em mente que pena e omissão é tudo o que as pessoas manipuladoras precisam para te manter cativo – sugando as suas energias. Impor limites é a melhor demonstração de empatia e autodefesa. E se você tem fé o suficiente para insistir que elas podem mudar, boa sorte! Porém, esteja ciente daquelas que preferem te odiar e se vitimizar a admitir necessidade de cura. Em todo caso, não ceda às chantagens, use o “poder do não” e jamais abra mão dos seus valores inegociáveis. Se possível, afaste-se de quem se recusar a te tratar com dignidade.
— Jucelya McAllister
E, sim, tudo bem, ele era um vampiro. Isso apresentava alguns desafios legítimos. Mas não mudava o quão bom ele era ou o fato de que eu o queria mais do que jamais quis alguém na vida.
Gente infeliz, frustrada, limitada, pobre de espírito, sem conteúdo, sem brilho, o famoso vampiro de alma! Esse encosto do satanás sempre vai tentar tirar sua paz, eles esquecem que a chama do mal pode até brilhar forte, mas apaga rápido, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Carta ao Vampiro
Nesta noite tão fria e de denso luar,
Espero em calmaria que venhas me amar
Tens a morte na pele e também no olhar,
A beleza de um vampiro que sufoca meu ar.
Percebo que mesmo morto, tão vivo está,
Porem suas veias não vejo pulsar.
Talvesse eu não devesse, mas é inevitável
Apreciar assim o vermelho em seus lábios.
Mas a vida é a morte e a morte é a vida,
Bailamos na noite que é quase infinita.
E quando a última pétala da rosa cair, voltaremos à cripta, descansar e dormir.
A timidez me enfraquece e me deixa sem jeito, mas é isso que penso e também oque desejo.
Com sussuros em seus ouvidos eu repito a rima : "viva, viva a morte da vida!"
Fora de mim existem anjos e demônios, fantasmas e malassombros, lobisomens e vampiros, elfos, fadas, bruxas e unicórnios.
Dentro de mim habitam crenças e fantasias, ilusões e desvarios, ficções e devaneios, imaginações, medos, desejos e faz de conta.
"Não viro vampiro, prefiro sangrar como caçador, pode até tentar me persuadir, mas ao seu legado eu colocarei um fim."
Há algo de similar entre vampiros e poetas. Enquanto os vampiros sugam o sangue que corre nas carnes vivas, os poetas sugam versos que pulsam no sangue da vida
Vampiros energéticos são pessoas encarnadas e desencarnadas que se alimentam da fraqueza vital e emocional daqueles que ainda não tem consciência para lidar com seus pontos fracos
Os vidros de segurança não foram desenhados para ser à prova de vampiros. Talvez eu devesse escrever e sugerir isso.
-Vampiro-
Em ondas vermelhas
Eu posso sentir o seu gosto
Quando seus cabelos se confundem com os meus
Sinto que já estou perdida
Não tenho saída
Quando sinto seu corpo me envolvendo
Como um abraço de vampiro
Sei que você não me soltará
Se amanhã chegar ainda seremos nós
Como o sol e o azul inseparáveis
Assim como a chuva e o frio
Sempre,
Sangue e sede.
