Vai Ficar na Memoria
Na minha queda, gravei na memória quem estendeu a mão e quem, com frieza, me empurrou ainda mais para o abismo.
Meu coração acelera
Quando ouve a sua voz
Mexe, mexe
Inquietando a alma
Trazendo da memória
As melhores
Frases
Que me dissestes
Quero te ter
Sempre
Do meu lado
Meu bem
Meu amor
Obrigada por me escolher
O sonho
Sonhado
Muitas das vezes
Nem é lembrado
A memória
Falha
Entretanto
Numa tarde
Do nada pode se lembrar
Fazendo com que a espera
Mereça um tempo
Pra entender o que se sonhou
E assim
Com a presença
Das lembranças
Poderá se tornar
Concreto o que
Se imaginou
MEMÓRIA DO CORAÇÃO
Quando você é movido por gratidão você lembra do que foi feito ontem, e não do que se deixou de fazer hoje! Entenda que o que alguém não pode fazer por você agora, não pode apagar da sua memória o que a pessoa fez ontem, meses ou anos passados...
Quando partirmos, somente os feitos ficarão na memória dos que ficam.
Dê o melhor de si, para sempre ser lembrado(a).
O cobertor:
Trago a memoria uma propaganda das lojas pernambucanas, em que era apresentada no inverno. Alguém batia na porta e a pessoa perguntava quem é que bate e a resposta era : é o frio. Era uma propaganda anunciando o inverno que chegava e a proposta para enfrentar ele(o frio) era o cobertor comprado obviamente nas lojas pernambucanas.
Passamos por alguns momentos na vida que jamais desejaríamos passar, assim ,o que ainda nos mobiliza a continuar é o fato de saber que isso é momentâneo(uma estação), são estações existências que vivemos, e nem tudo é sempre verão, os invernos existem, entretanto saibamos que em nossos invernos um cobertor sempre é bem vindo. Amigos são cobertores em momentos difíceis, eles nos aquecem com seus abraços e suas palavras.Fica a reflexão: seja cobertor para alguém nos invernos pelas quais elas passam."Seja um agasalho"
Álbum de Namorado .
Lindos momentos registrados , que em nossa memória estão perpetuados , são os instantes vividos ao seu lado,teu sorriso estampado , o abraço apertado , seu cheiro exalado , jeitinho mimado , dormindo ao meu lado.
Minha namorada não precisa de muitas palavras, no silêncio expressa amor, eu me encontro no seu olhar encantador.Suas mãos em mim no afago , seu corpo ao meu bem colado, temperatura em grau elevado , fusão de dois corpos apaixonados.O raro é caro mas pago o preço ofertado , pela pintura de nossas loucas aventuras.
A tela do quadro fixado na galeria de nossa existência , reflete a essência do amor que tem como beleza não apenas sua aparência.
Com linhas , pontos e formas , desenhamos uma linda história contrariando a velha norma .
Saudade é um sentimento profundo e único, que envolve a ausência e a memória. É a nostalgia de momentos vividos, a falta de pessoas queridas e o desejo de reviver experiências que deixaram marcas no coração. É a mistura de tristeza pela distância e alegria pelas lembranças, um lembrete constante de que aquilo que amamos sempre permanecerá conosco, mesmo quando não está presente fisicamente.
• TRES MESES ANTES
• Autor: Tadeu G. Memória
o Apesar do sincero arrependimento, do pedido de perdão, ficou a lembrança de sua amiga Lucila, ali com seu marido, no seu leito conjugal. Dimas, o marido, também se mostrou arrependido e pediu-lhe perdão.
o ¨ Setenta vezes sete¨, ficava tentando fazer essa conta, sem entender a parábola; sem compreender que cristo com aquilo queria dizer: perdoai infinitas vezes. Mas como, se uma única vez já parecia impossível? Na verdade dissera que perdoara, mas aquela cena não saia da sua mente: lucila sobre Dimas, subindo e descendo, ali no seu leito conjugal...
o Ali, da janela do vigésimo andar, de frente para o mar, ficava olhando a ilha, ali adiante da praia do Leblon, parecia uma aquarela, aquela vista. Se fosse uma ave, voaria para a ilha, porque, talvez só a ilha lhe compreendesse por parecer tão só como si mesma. Lá embaixo, os carros, as pessoas, tudo parecia tão pequeno, parecia um mundo de brinquedo... seríamos isso para Deus? Com quantos perdões se faz uma vida? Olhava os casais lá embaixo, imaginando quantos dramas.
• Olhou novamente a foto do seu casamento, fazia isto toda vez que estava insegura; vestido branco, véu e grinalda, quinze anos, feliz e apaixonada; evitara filhos, foi uma decisão mútua, mas agora, talvez estivesse melhor com alguém para dividir aqueles momentos: talvez este alguém desse mais sustentabilidade ao seu casamento. Reparou novamente nos aposentos como se buscasse quaisquer resquícios daquele sentimento; olhou o liquidificador, o ventilador, a cama; era a testemunha de que ela se entregara totalmente... no guarda-roupas, sua saia jeans dizendo sim pra calça dele... bonés, cuecas, calcinhas e sutiãs naquele afã de cumplicidade... resto de café no copo e migalhas de pão por sobre a mesa. Beijou seu retrato de casamento de maneira que ficasse ali a marca dos seus lábios, escreveu algo no espelho: “três meses antes...¨
• Esforçara-se para que tudo voltasse a ser como era antes. Festas, reuniões nos finais de semana entre os três, para que não ficasse nenhum constrangimento. Mas : ¨nada do que foi será do jeito que já foi um dia...¨ ficava sempre um pé atrás, uma desconfiançazinha, por mínima que fosse. Voltou novamente à janela, à aquarela que era sua vida; se fosse uma gaivota e não se sentisse tão idiota... se fosse um condor e acreditasse no amor, planaria sobre o Himalaia. Tomou uma decisão, despiu-se totalmente, soltou os cabelos longos e dourados, subiu na janela, cantarolou novamente a música do Lulu: ¨tudo passa, tudo sempre passará...¨ subitamente formou-se lá embaixo uma multidão, já se ouvia a sirene do carro de bombeiros... três meses antes sentia-se tão feliz, e, Lucila era o grande motivo da sua felicidade. À ela se entregara três meses antes... até conseguia perdoar Dimas. Mas Lucila, era uma mágoa muito mais profunda.
• Dimas ainda entrou no apartamento, mas não teve tempo de segura-la. Ela voou como uma gaivota pra ilha... ela planou como um condor sobre o Himalaia ... e como um beija-flor, ali no jardim do condomínio, ela viu a multidão ao redor do seu corpo caído, sobre uma poça de sangue, sem entender tanto estardalhaço, e, como uma ave, subiu para o infinito...
CONSUMATUM EST
Autor: Tadeu G. Memória
Chorou no meu ombro, confessou-se arrependido: “foi um ato impensado, mas ele andava cantando Dita...’’ O boato andava solto na boca da vizinhança, e como vovó já dizia; quando o povo fala, ou foi , ou é, ou está para ser. Na verdade, já vira Vidigal conversando com sua mulher, Dita, (Benedita Borges do Amaral Paes Leme), era um nome de fazer inveja a qualquer pé-rapado. Foi numa manhã de domingo, então convidara o sujeito para uns tragos; passaram a tarde, entraram pela noite... foram horas de pesadelo; eram três por uma... Vidi bebia três doses, e, Tuca, uma... e as vezes fingia que ia cuspir, e punha pra fora. Meia –noite Vidi mal se punha de pé. Teve de amparar-lhe no ombro até lugar ermo e aturar comentários indecorosos e indesejáveis, sobre as delícias de sua esposa. Consumara o fato. Dois dias depois o corpo do infeliz fora encontrado: hematomas, perfurações, e, até queimaduras na face, na louca tentativa de desfigurar-lhe, para que não fosse reconhecido.
A polícia chegou fácil,ao tucá, não deu-lhe tempo nem mesmo de livrar o flagrante. O ciúme é um monstro de olhos verdes, verdes como os de Dita, desejada, cobiçada, amada... sempre notara a forma indecorosa de como Vidigal olhava a sua indivisível Dita; nunca falara nada porque, afinal Vidi era um bom parceiro para os rachas, tanto os da praia como os das cervejas; era um bom papo, contudo, andava conversando com demasiada freqüência com sua fogosa Dita. Até que inflara-lhe o ego, tanto desejo por algo que lhe pertencia, mas o ciúme...
“foi um ato impensado...” não parava de repetir. Agora sua única alegria, resumia-se aos dias de visita, mas a cobiça já aparecia nos olhos dos outros presos; era obrigado a ouvir comentários como: “meu irmão, tudo isso é só teu?” “isso não é mulher para um homem só”, “que busanfa aloprada, meu chapa”. O turco já tinha até presentes para oferecer-lhe... sentia-se ameaçado mais que nunca; contudo o diretor mostrara-se, repentinamente, cordial e atencioso; prometera-lhe cela individual e regalias que apenas o seu nível primário não lhe facultava. Diante de tanta gentileza não furtou-se a falar-lhe do receio que lhe causava, a amada e o Junior sozinhos na favela. Ouvira do diretor, a generosa promessa de visitá-los... na verdade, na última visita, ela chegara no mitshubish do diretor; tinha nas orelhas brincos lindos de pedras verdejantes como os seus olhos, um sorriso promissor e confiante num futuro de melhores dias...
Mas isso foi há três meses, Tuca nem chegou a tomar conhecimento de que, Dita mudara-se para um apartamento na aldeota, antes de “se”enforcar com uma “Teresa” na solitária...
Viver o Presente?
Flutuamos no interregno do instante, órfãos de memória e porvir, tornando-nos efémeros como o traço do meteoro, que só brilha porque olhos vivos resistem à escuridão para testemunhá-lo.
Fale! Pois o passado é o veneno da memória, que precisa sair pela boca para
não envenenar nosso coração.
