Vai Ficar na Memoria
Sou reflexo do que o homem desfaz; pinto e escrevo a memória do que resta, traços de uma criação consumida pela própria destruição.
Eu fico impressionado de como as pessoas não tem memória.
Sobre tudo aquilo que um dia lhes fez algum tipo de mal.
E muitas aceitam o mal como se nada tivesse acontecido de volta em suas vidas.
É sempre bom relembrar das pessoas especiais que passaram e das canções que ficaram na memória.
02/07/2023
Eu vou guardar na memória o tempo que foi bom da gente
mas infelizmente o que restou é cinza e eu prefiro cor
O dia dedicado à memória de qualquer coisa ou a alguém é um esforço de conscientização oferecido a quem não tem. Esta é a razão deles existirem e talvez este seja o aprendizado mais difícil que trazem: manter a consciência deles mesmos e dos processos relacionados acima das histórias contadas e dos heróis, até que não sejam necessários, pois todos os dias serão de tudo e de todos.
"Eu sou o silêncio entre o trovão e a flor. A memória da estrela e o útero do futuro."
Essa poesia de 2 linhas, nasceu da combinação poética-filosófica com minhas reflexões.
Carreguei-à de metáforas fortes:
"Silêncio entre o trovão e a flor" sugere o equilíbrio entre força e delicadeza — entre caos e beleza.
"Memória da estrela" evoca a origem cósmica da Terra, feita do pó de estrelas.
"Útero do futuro" simboliza a Terra como o ventre da vida, onde tudo nasce e renasce.
Assim, não vou esquecer o que pensei quando à ela dei a luz.
Uma memória não se apaga com uma borracha. Os registros ficam gravados para que um dia você se lembre dos bons ou maus momentos que tenha passado com alguém, sejam eles você o causador ou o receptor
O tempo voa e o que resta é a memória no fundo da alma.
Todos se vão e a solidão fica,
Até chegar o momento da nossa partida ao reencontro da nossa saudade.
No silêncio de uma saudade eterna, Repousa o amor que jamais se apaga, Na memória que a vida governa, A mãe vive, mesmo quando a vida afaga.
Cléber Novais.
Trem de Ferro
O fascínio
Que tem
O trem
O apito
Que tem
O trem
No brilho
Da memória
O balanço
Que tem
O trem...
Os dias
Só vendo
O trem
Que partia
Um dia
Se vendo
No trem
Que partiu
Hoje é 21 de março
Chegou o momento de trazer à memória um episódio sangrento do racismo na África do Sul: o Massacre de Shaperville (1960). Pelos mortos e feridos daquela manifestação, a ONU instituiu o 21 de março como Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. O apartheid deixou de existir como legislação, porém, o racismo permanece. Não basta dizer “eu tenho um amigo negro” para que o mundo mude. Vamos pensar em políticas e práticas antirracistas? Como data também especial, é aniversário de meu pai.
A fotografia, onde o tempo em pedra reside
A memória, qual névoa sutil que persiste
No cérebro reside, jardim onde a vida
Cultiva lembranças, em sombra e em luz se veste
O jardineiro interno, com arte e cuidado
Poda o que não nutre, o que é vão e passado
Deixando florescer o essencial
Livre o espaço da alma de um fardo pesado
Assim, a mente dança, leve e serena
No ritmo do tempo, que cura e acena
Guardando em seu âmago a beleza plena
E o esquecimento, em paz, a erva daninha acena
Sinto você na pele que cobre meu corpo
Sinto seu gosto na memória de um presente constante. Satisfaço a vontade de seus beijos lembrando os beijos que demos.
Saudade é aquilo que faz o tempo parar e que também faz as coisas pararem no tempo.
