Util So quando Precisam
Quando o pão se justifica
com as botas que lambemos,
muito pouco dignifica
as açordas que comemos.
I
Em tão grande liberdade,
os homens parecem meigos,
pra que os filhos sejam leigos
de uma outra sociedade...
Todos andam à vontade
numa regra que se aplica
a quem teme e não critica
as tais botas obscuras,
ignorando as ditaduras
quando o pão se justifica.
II
Entre bola e pouco mais,
sobram livros nas escolas,
porque faltam sempre bolas
às justiças sociais.
Foram filhos, serão pais
neste chão onde vivemos,
onde rimos e aprendemos
a cartilha dos descrentes,
quando a vida nos dá dentes
com as botas que lambemos.
III
É assim, estão na moda
essas línguas produtivas,
criam calos nas gengivas
e lambem com a boca toda...
São tacões da alta roda,
sugadores de uma só bica,
arraial que não se explica,
sementeira da nação,
mas aqui, onde há bom pão,
muito pouco dignifica.
IV
Alentejo, este celeiro
nobre, digno, tão honrado,
não deixa de estar minado
por quem lambe o dia inteiro...
Lambe quem chega primeiro
o calçado que aqui temos,
e assim o que colhemos
são os danos desse fruto,
que tempera sem conduto
as açordas que comemos.
Quando um dia deixar este mundo, não vou partir triste com os poucos que me censuraram, mas sim com os muitos que aplaudiram e foram coniventes com a minha censura.
Que nossos versos, revestidos do universo pessoal de cada poeta, sejam sementes que evolam, como o dente-de-leão que baila ao vento.
O amor não é um sentimento que se programa antecipadamente. Ele aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
Quando eu puder...
Eu quero fazer
A alegria que está no coração
De cada ser humano renascer
Com todo coração.
Quando eu puder...
Eu quero pedir a todo mundo
Que anuncie a paz e o amor
Que está lá no fundo
De cada coração sofredor
Quando eu puder...
Quero dizer a toda humanidade
Que o sofrimento vai acabar
E que em nossa realidade
Tudo para melhor vai mudar.
Quando eu puder...
Realizar as fantasias
Da criança inocente
Que sonha todos os dias
Com um mundo diferente.
Quando eu puder...
Dar a todos os pássaros
Um lindo ninho
E dar a todas as pessoas
Meu amor e carinho.
Quando eu puder...
Quero sair pelo mundo
Para transformar Ódio em amor profundo
Quando eu puder...
Ao inocente prisioneiro
Devolver sua liberdade
E dar-lhe o mundo inteiro
Para encontrar sua felicidade
Quando eu puder...
Quero a todos mostrar
Que não é tão ruim a realidade
Que tudo que nós faz sofrer
Podemos transformar em felicidade.
Para alguns, há pouco a mostrar para Deus no Céu e há um constrangimento porque trabalharam pouco quando estiveram aqui na terra.
Quando a fé eu não conhecia
No auge da minha angústia e dor.
Venho um temporal violento.
Perdi a paz e o alento.
A namorada abandonou.
O mente pressionada e o coração turbulento.
O dinheiro virou nada, nem para o sustento.
Perdi a dignidade.
O sonho virou saudade.
Uma vida de tanto sofrimento.
Auto estima não mais existia.
Amizades foi raridade.
Ficou apenas a verdade.
Tão triste realidade.
Foi assim um dia.
Uma tempestade perversa.
Enfermidade presente.
Oportunidades e trabalho escassez.
Não entendia mais minha mente.
A loucura e depressão em meu ente.
Um mundo de insensatez.
Aniquilado e maltratado.
Perseguido e acusado.
Um rebento violento de dor.
Hoje 16 anos condenado.
Quando a fé não conhecia.
O desastre me seguia.
Agora voltei a respirar.
Esperança, vida e alegria.
Promessa e confiar.
A fé tenho como guia.
Um senhor, um Deus, Um Jesus.
Clamo pelo transformar.
Um santo Espírito experimentar.
Entender o poder da cruz.
Saciar o gozo da verdade um dia.
Repetindo.
Creio, a fé, meu guia.
Giovane Silva Santos
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