Uniao e Respeito em um grupo Jovem
"Ninguém além de mim me conhece de verdade. Os meus pais não me vêem feliz.
Me vêem no lado obscuro.
Os meus colegas não vêem meu lado obscuro.
Me vêem feliz.
Nenhum conhece os dois lados.
Cada um tem o que merece.
E tá pra nascer quem vai conhecer.
Tá pra nascer quem vai entender essa loucura.
Tá pra nascer quem vai me aguentar.
E aguentar sem julgar.
E eu espero que ela já tenha nascido.
Aliás, espero que ela esteja perto.
Por que eu preciso dela agora."
Fio de cabelo branco
Uma noite dessas, já quase passando das tantas... e meio borracho, arranhei a garganta tentando pigarrear uma palavra qualquer. Num relance, enquanto olhava no espelho do banheiro, vi meu semblante roto refletido feito vidro partido, meio distorcido, talvez pelo sono que me acometia àquela hora.
E mesmo que tentasse fixar o olhar na imagem não via surpresas, só conseguia enxergar minha insuportável silhueta de sempre, igual a sempre.
Lá fora, um frio insuportável! Aqui dentro, um friozinho gostoso... Se esquivando pelas frestas da janela, tentando incomodar.
Ainda de front ao espelho vi meu rosto, meio choco, parecendo querer desandar. As muitas linhas emprestadas pelo tempo emolduravam-no, formando uma expressão esteticamente impressionante, quase arte. Se fosse uma vanguarda, seria Expressionista.
Aquelas formas singulares, aqueles traços ousados, aquele fio de cabelo branco... Aquele fio de cabelo, branco? Em minha opinião, quase uma instalação contemporânea, tamanho meu espanto. Era tudo que tinha de diferente na minha face naquele dia, naquela noite, há anos.
Já se passava em muito da meia noite quando me deitei. Ainda pensava naquele fio de cabelo branco que trazia na face, talvez um disfarce do tempo para encobrir os meus tantos lamentos durante toda a vida. Talvez uma lágrima solitária derramada e petrificada ali, no canto esquerdo do rosto transformada em monumento, um totem erguido à minha maturidade.
Talvez fosse isso mesmo, talvez não!
Nunca soube o porque daquele fio de cabelo branco. Nunca tive um ciso se quer, nunca me casei, nunca tive filhos, nunca plantei uma árvore, moro com a minha mãe até hoje, deixo a cama desarrumada pra hora de deitar e provoco o cachorro só pra ver ele se zangar. Sem falar que até ontem soltava pipa e papagaio na rua feito moleque, um crianção. E agora com esse fio de cabelo branco, muda tudo! Será o fim? Será que será bom ou será que será ruim?
Dor inédita
Estou a procura de uma dor inédita
Uma dor que não doa durante a noite
que não doa tão aguda no coração
e se doer, que seja breve
que se encerre antes mesmo de o sol nascer.
Estou em busca de uma dor que não doa tanta
e que também não provoque tanto lamento
procuro uma dor inédita, ainda não descoberta
que talvez tenha mesmo de ser inventada
tão incerta quanto a sua procura
uma dor que não provoque tontura
e se a vertigem for um de seus preceitos
que se possam pintar constelações inteiras
bem diante dos olhos rotos, tomados por sua maldade.
Procuro uma dor de verdade
não essas dorzinhas da cidade
aquelas bruscas do campo, que provocam feridas na alma
procuro uma dor inédita, dessas que só se vê em filme de horror
diante de tanto pavor sigo sem chão
chorando com a mãe que enterra seu filho adolescente
vítima das mazelas da periferia das grandes cidades.
Procuro uma dor de mãe, a beira da cova de seu filho
chorando rios de lágrimas, estraçalhada por dentro
de tanto lamento e dor comum que há por aqui
pela falta de zelo dos políticos e dos governos
por tantos enterros e perdas
por todo esse descaso com os jovens
que são condenados a morte antes mesmo de nascerem.
Procuro a cura ou um remédio qualquer
que nos livre da fúria desses imbecis
que não se doem ou sentem dor qualquer
por tanta barbárie e falta de senso
que não se lamentam ou percebem um lamento sequer
de tanta dor comum existente por aqui.
Será que de tão cegos não percebem?
Chega de lamentar por tão pouco
chega de dores comuns
se só nos resta sentir dor
então chega de dores fajutas
ficaremos só com as dores inéditas.
No frio intenso daquela manhã
O cachorro latia tão alto
Era muito amor que o demonstrava
Não existia aflição de dor
Pois só sentia saudades e afeto
Daquele seu dono sonhador
Aquele dono sonhava não somente para si
Mas para todos
Era um jovem tão pequeno
De pequeno o tamanho
Mas Acolhia multidões para desfrutar do seu sonho
Ensinava com parábolas
Falando da justiça, perdão e a humildade
Curando até pessoas desprezadas
Para verem a verdade
Foi traído maltratado
Nem todos acreditavam
Não merecia um fim tão trágico
Seu sangue escorria
Enquanto aquele rei sentado assistia
Aquela cena comovente
De enorme Euforia
morte do meu eu antigo
É o mesmo que não volta a ti
Sujeito a estar sempre errando
Errando porem sempre pensando em si
Esparando a hora certa de morrer
Porem a todo tempo mudando
Enquanto isso no decorrer
Sigo Morto Caminhando
Morto Vivo iludido?
Creio que não
Vivo pra junta de ti morrer
Por que me matas todo dia entao?
Sem razao ou sem motivo
Sem motivo ou sem explicação
Em minha boca um sorriso
Com o doce amargo da ilusão
Pensei em voce
Queria voltar a sorrir
Porem Creio que estou sem sorte
Nao consigo mais evoluir
Parado apenas sobre a linha de corte
Facil te observar
Dor similar a morte
Dificil é te encontrar
Feito uma bussula sem seu norte
Moça bonita
Ah, moça bonita!
Quando tu ainda
Florescias em minha sina
Lambuzava-me de tanto te olhar.
Ah, garota linda,
Que sorrisos sabes dar!
Eu não os pego
Pois não os sei aprisionar.
Mas às lembranças me entrego
Destes teus sorrisos ternos
Que aos poucos me tira o ar.
Ah, moça bonita!
Tua formosura me excita
Teu traquejo me irrita
E de cócoras faz-me ficar.
Jovem donzela
Rouba de mim grande parcela
Compreendes ser a bela
Não se inibi em tripudiar
Rapariga volátil e exibida
Que a mim apenas incita
Saboreando atormentar.
Pequena senhorita
Linda e febril
Ama saber
Que a ela sou servil.
Enide Santos 27/05/15
UMA QUESTÃO PARA REFLETIRMOS SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NO BRASIL, DE 18 ANOS PARA 16 ANOS ...
Será que o certo é promover a redução da maioridade penal, atribuindo aos jovens a culpa pela falência do Estado e pela ineficácia do sistema, ou investir esforços na revitalização do sistema como um todo, resgatando por conseguinte o prestígio do Estado, no que tange à sua responsabilidade em assistir os sujeitos em suas individualidades como pessoa humana, investindo esforços na efetivação de políticas públicas eficazes, adequadas à realidade brasileira, garantindo desse modo, direitos fundamentais previstos na Constituição Nacional e alicerçados em convenções internacionais dos direitos humanos?
Será que construir presídios e casas de acolhimento para menores infratores e jovens marginalizados socialmente é mesmo a melhor escolha? Porque é isso que terá de ser feito pelo Estado ao abdicar de sua responsabilidade legal quanto ao que deve ser feito com/para os jovens, principalmente aqueles em situação de vulnerabilidade social, por desleixo do próprio Estado. Tenho minhas dúvidas se essa é a melhor opção! Uns, dirão:
- É preciso estabelecer um equilíbrio entre o real e o possível, para diminuir a sensação de impunidade que impera no Brasil atualmente, tendo em vista que a atual situação não é nada favorável; a violência, a criminalidade, a ousadia dos atores juvenis com inclinação para o mundo do crime no Brasil cresce em níveis alarmantes, a escola já não dá mais conta de educá-los como antes. Espera aí! Educação é papel da família. Ah... Esqueci, os integrantes das famílias responsáveis pela educação dos filhos não podem mais fazê-lo, não dão mais conta disso, pois têm de trabalhar horas fio para sustentá-los em suas necessidades mais básicas, e também mimá-los com prendas tecnológicas de última geração e vestimentas e calçados absurdamente incompatíveis com suas rendas, só para compensar o vazio deixado por seus pais que, preocupados com sua educação para o convívio social e exercício cidadão não tiveram tempo de mimá-los, como muitos pais de hoje em dia fazem com seus filhos. Não deram a eles nada de 'mão beijada', ensinaram a eles o valor contido nas pequenas coisas e a importância do respeito ao outro e a si próprio; ao outro como indivíduo e a si próprio como sujeito inserido na coletividade social. Tudo bem, educação é papel da família! Mas se ela não dá conta, manda pra escola, que lá dá-se um jeito.
Talvez não seja o jeito dessa escola atual o melhor jeito, mas, faz-se o que pode não é mesmo? E como bem disse um pai desesperado e sem saber o que fazer para afastar seu filho da corrupção promovida por essa sociedade imediatista, de moldes hedonistas e de face cruel, no que tange principalmente as relações com as nossas crianças e jovens: "É melhor dentro da escola do que preso ou morto, né fessor?".
mãe, você é a minha mãe, por isso eu lhe digo parabéns mãe por este dia tao especial..não sei o que é ser mãe, mas posso imaginar o amor que vocês mãe podem sentir.
“A beleza ainda me emociona muito. Não só a beleza física, mas a beleza natural. Hoje, com quase oitenta e cinco anos, tenho uma visão da natureza muito mais rica do que eu tinha quando era jovem”.
( trecho da última entrevista. in: "O suplemento Idéias", do Jornal do Brasil, de 22 de agosto de 1987.)
A maior parte dos jovens se namoram e casam sem ter a menor ideia do amor, e muito menos ainda do matrimônio.
"Dizem que é o medo da morte, e do que vem depois da morte, que leva os homens a voltar-se para a religião à medida que os anos se acumulam". Escreveu Aldous Huxley em um de seus romances. Mas como explicar a busca da religião por um sem número de jovens que têm a morte tão longe de seu pensamento? Um jovem nunca pensa na morte. Penso justamente co contrário de Huxley, os homens buscam a religião justamente quando são mais jovens porque seu idealismo casa com as ideias difundidas pela religião. Ao acumular idade vão se distanciando porque a experiência da vida vai deixando-os céticos, desiludidos. A fraternidade apregoada pela religião costuma não ser mostrar presente em suas vidas. O mundo é diferente daquele idealizado pela religião e só o mais idoso pode perceber.
As chaves de todas as portas do mundo...
Num dia qualquer se percebeu contemplando o horizonte, era um final de tarde de um dia nublado, parecia ter perdido a noção do tempo, discretas lágrimas lhes escorriam pela face.
Passado mais algum tempo, percebeu-se não estar só, estranhou, pois não havia ninguém por perto, como se alguém ouvisse seus pensamentos, frutos de uma inquietação antiga:
Quais as razões de tamanhas discrepâncias entre as pessoas?
Doenças graves e incapacitantes em crianças, jovens, adultos e idosos, trabalhos braçais extenuantes, escravidão em pleno século XXI, desemprego, tráfico de drogas, milhares de dependentes químicos, graves transtornos psiquiátricos, fome, miséria e outros muitos dissabores experenciados por tanta gente em redor da vastidão deste planeta, enquanto uns poucos possuem condição totalmente diversa, com enormes recursos financeiros que, aparentemente, lhes permite acessar todas as portas do mundo.
Sem bem entender intuiu um sussurro:
“Se olharmos apenas os breves momentos da rapidez de apenas esta vida, como se não houvesse nada além-túmulo, respeitando-se os que assim pensam, haveria uma lógica em se pensar de como uma única existência, frente a tantos contrastes, seria injusta, não havendo razão para se crer na existência de um Pai soberano e justo”.
Como se recebesse um tempo para recompor-se e se ajeitar, apreende por fim:
“Para quem acredita haver uma razão para tudo e que nada é por acaso, por mais dores que se testemunhe e, que, acima de tudo, há um Deus justo, o tempo de uma vida é efêmero, logo, de que adianta ter as chaves de todas as portas deste mundo?".
Paz e serenidade
Pândego é o petiz que aventa o seu âmago e aspira instantaneamente a sumidade obducta e perene a ser obsequiada ao ufanismo.
Que você tenha juventude infinita de felicidade com sorrisos perfeitos, daqueles enormes, gigantescos e memoráveis em cada gargalhada
Porque ainda que meu corpo envelheça, meus lábios diminuam, minhas orelhas e cabelos brancos aumentem, enquanto existir vida existirá sonhos...
E enquanto os sonhos existirem, me manterei pra sempre, jovem...
O exoesqueleto não define o que somos e nem tão pouco mostra a excelência do verdadeiro eu, o eu que no silêncio se revela, se mostra, se exibe... Se maximiza com nossos medos, defeitos e sem máscaras de acidez, rebeldia ou seja lá o que for que você transparece por essa pequena e frágil máscara
- Nem sempre mostramos o que queremos ser e sim demonstramos o que de fato somos...
Só atinge a velhice,
quem permite que a alma assuma
a idade cronológica,pois a alma
pode permanecer jovem, desde que
saibamos viver, e conviver com a idade...
Osculos e amplexos,
Marcial
A ALMA PODE PERMANECER JOVEM
Marcial Salaverry
Realmente, se não nos entregarmos à chegada da idade, a alma não envelhece, e pode permanecer jovem, apesar do corpo sentir essa cruel passagem de tempo, e é essa a diferença que existe entre ser velho, ou ser idoso, que está na maneira como se encara o passar dos anos, sendo necessário apenas adequar as atividades às limitações físicas que a idade impõe, para não permitir que tais limitações limitem também a força espiritual. É preciso saber viver...
A esse respeito, li um pensamento muito interessante, de Oliver Wendel Thomas:
"Jamais serei velho. Para mim, a velhice é sempre 15 anos mais do que eu tenho..."
Certamente são sábias palavras, pois as pessoas que se consideram velhas com a simples passagem do tempo, realmente o são.
Na realidade, pode-se considerar que essa tal passagem do tempo traz como única consequencia, algumas limitações físicas, que são muito bem compensadas pela larga experiência que os anos trazem para quem sabe equilibrar sua vida, e essa experiência é exatamente o que permite dosar com muita inteligência as limitações físicas, e assim sendo, pode-se fazer quase tudo que se fazia quando mais jovem, ou, falando-se mais eufemisticamente, quando se era menos idoso.
É preciso levar em conta que o mais importante é a IDADE ESPIRITUAL, pois conservando-se o espírito jovem, não se entregando jamais, temos condições de nos manter na ativa. O ponto básico é não se entregar ao peso dos anos, permitindo que eles passem, já que muito se fala na inexorabilidadedo tempo, mas temos que manter nosso espírito ativo, não nos deixando abater com as limitações que a idade sempre traz, eis que, aceitá-las é uma coisa, entregarmo-nos a elas é outra muito diferente.
Esse é o segredo que pode nos manter vivos e espertos, sempre nos mantendo em alguma atividade física, para manter a circulação sanguínea em condições de não permitir o endurecimento das artérias, não esquecendo da atividade intelectual, obrigando-se sempre a pensar, a trabalhar com a mente, e para tanto, uma das coisas mais prosaicas, mas que é um excelente estimulante “neuronial”, são as palavras cruzadas, pois é algo que exige esforços das meninges, estimulando a memória.
Adquirir novos conhecimentos é um excelente estimulante. Sair fora da rotina da vida. Fazer algo que não fazia quando jovem. Nesse ponto, a Internet ajuda muito. Seja em que segmento for. Já para aprender a lidar com ela, é algo que exige esforço mental, além do que, sempre está nos estimulando a pensar, obrigando-nos a manter uma constante atividade mental, pois está sempre evoluindo, e sempre temos algo de novo para aprender.
Além do que, existe a possibilidade de mantermos contato com pessoas de diversas partes do mundo, e isso logicamente, além de ampliar nossos horizontes, nos traz novos conhecimentos sobre muitas coisas de outros lugares, possibilitando fazer novas amizades com pessoas que, se estão longe fisicamente, chegam a fazer com que sintamos a presença a nosso lado, tal a afinidade espiritual existente.
Há que se notar um número cada vez maior de idosos utilizando a Internet para as mais diversas finalidades, sempre procurando algum tipo de vida, fugindo de uma rotina que vem cada vez mais prejudicando a saúde das pessoas.
Para muita gente, o simples fato de se trocar algumas palavras com amigos distantes já é algo de muito importante para seu dia. Para alguém que de repente se viu só, e que não tem muito pique para sair e procurar amigos, a solução está na "maquininha de fazer doidos", que possibilita, sem precisar sair de casa, fazer novas amizades, bater gostosos papos, adquirir novos conhecimentos, enfim, voltar a viver. E isso é muito bom.
Basicamente, então o segredo para não permitir o envelhecimento da alma, é exatamente esse, sobreviver à passagem do tempo, não se entregando à temida velhice, mantendo firme no pensamento e na alma o seguinte ditado:" IDOSO, SIM, MAS VELHO, NUNCA."
E com essa idéia bem enraizada na mente, fazer de cada dia, sempre UM LINDO DIA...
"Quando de quem
se ama não se esquece,
o coração não envelhece...
Marcial Salaverry"
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