Um para o outro

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“Entre um neurônio e outro existe um espaço tão pequeno que quase não se vê, mas grande o bastante para sustentar memória, emoção e sofrimento.”
Do livro Sinapses e Neurotransmissores — A Linguagem Invisível do Corpo, da Mente e da Doença, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

⁠A vida tem suas lindas rosas e também seus espinhos. E precisamos aceitar tanto um quanto o outro.

UM DIA DESSES!

Um dia desses eu te encontro por aí
Te dou um abraço
Olhamos um para o outro
Lembramos várias histórias
Que nos fizeram sorrir e chorar.
Um dia desses nossas vidas se encontram
Para dizer como estamos
De tudo que aconteceu
Quando nos distanciamos
Nos perdendo por aí...
Um dia desses eu te encontro
E vamos lembrar que o tempo
É a maior força do sentimento
Não esquece jamais o que somos
Começo e recomeço do momento
Desse encontro por aí...
Um dia desses
Eu te encontro por aí!

"Viver é transitar de um erro a outro"

No silêncio da noite,...
Já madrugada,...
Essa insônia maldita me faz virar de um lado pra outro na cama,...
Então acendo a luz,...
Sento à beira da cama,...
Tenso, irritado,...
Então penso em você,...
Vejo seu álbum,...
Suas fotos lindíssimas,...
Então meu pensamento vagueia,...
Fico louco, louco, louco,...
E quando não quero mais ter sono,...
O maldito vem,...
Pra tirar você do meu pensamento.

Madrugada fria, numa casa vazia, onde a solidão é tempestade, na cama viro de um lado pra outro, difícil de adormecer, na rua um rumor descontrolado, de motores envenenado, e pessoas fazendo bagunça, sinto o cheiro de cigarro, também de gente pinguça, mas não posso me abater, tão pouco me aborrecer, pois tenho até que agradecer por ser solitário, porque do contrário, minha vida seria outra. Solidão tu me perturba, acaba comigo, me deixa arretado, mas também conformado, pois quem quer liberdade, é o preço que se paga, pra andar gauderiando na estrada da vida.

Um jogo de azar


Entre um copo e outro
De uma bebida qualquer
Suas lágrimas escorrem…
Sozinhas se secam


Através da água
Encara a dura ausência
De quem devia estar com ela


Seu corpo cai no abismo da escuridão
Sem conseguir aceitar ajuda
Pois só sabia dizer “não, não, não"


Uma pressão forte em seu braço
A puxa para realidade
Ela percebe enfim
Sua traição consigo mesma


Já não tinha mais tempo
Sabia que era uma aposta perdida
Um jogo de azar que não podia ganhar


Entre um gole e outro
Pensava em seu lance final
Mas despedidas não eram seu forte
E este era um jogo
Que ela gostaria de nunca ter jogado

O perdão não é um presente ao outro, é um ato de autodeterminação. É a martelada final que arrebenta as correntes do rancor, soltando o pesoque você, iludido, escolheu carregar.

Escrever cartas um para o outro em outro plano?


Se nesse não escrevemos nesse, imagina esperar o desconhecido para isso...


Mas, eu entendo o que isso significa!!

Há olhares que atravessam o tempo. Entre um piscar e outro, cabe uma eternidade.
Vilma Martins

"O burro não muda, ele apenas move a carroça de um lugar para outro."

O Palco da Sé
​Sob a luz cálida e poluída da tarde, o metrô parece um portal para outro mundo. A Catedral da Sé agora vende ingressos para quem quiser ver suas obras e contemplar sua missão singela; mas, pelo preço caro, faltaram os "bebes e comes"...
​Piadas à parte, os indigentes e moradores de rua fazem o verdadeiro contraste. Há lojas fechadas e o Corpo de Bombeiros sempre a postos. Livrarias agora parecem cafés e lanchonetes. As lojas de discos ganham outro formato, onde a convivência com os animais traz o ardor do odor — afinal, a limpeza não faz parte da crônica dos discos velhos, relíquias de um tempo que já passou. Ali perto, o chafariz parece um banheiro a céu aberto.
​Ter um posto policial na praça não significa que o lugar seja seguro. Acontecem shows a céu aberto e também apresentações de magia: o palco perfeito para o roubo de carteiras e celulares. Esse é mais um pedaço da cidade de São Paulo.

A vida nos cruzou de um jeito que ninguém explica: um fio de voz no rádio e um coração do outro lado pronto para escutar. Podem falar o que quiserem, mas carência não faz o que o destino fez conosco. Não foi apenas um 'oi' ao vivo, foi o encontro de duas almas que cansaram de sofrer e decidiram se curar juntas.

A vida nos cruzou de um jeito que lógica nenhuma explica: uma voz no rádio e um coração do outro lado pronto para escutar. Foi o encontro de dois corações machucados que, de repente, sintonizaram na mesma dor e na mesma esperança. Não foi um simples "oi", nem um esbarrão; foi um começo. Antes de tudo, éramos amigos. Conversávamos sobre tudo, ríamos de qualquer coisa e varávamos a noite falando. Naquela época, ninguém sabia a aparência do outro e ninguém ligava para julgamentos.
Claro que o preconceito de idade veio dos outros, mas, quando a gente ama, a gente não escuta o barulho do mundo. Hoje as coisas mudaram e os "moralistas" querem dar pitaco em tudo. É curioso ver como a régua deles muda: para o pastor ou o membro da igreja que é ex-presidiário, ex-traficante ou assaltante, o discurso é o do perdão. Para quem tem "passagem pela polícia", dizem que não podemos julgar, que o passado ficou para trás e que o amor cristão tudo suporta.
Mas para dois corações que se encontraram com sinceridade, a moralidade deles vira pedra.
A diferença é clara: eu prefiro a verdade da nossa história, que começou sem máscaras e sem vitrines, do que a hipocrisia de quem usa a Bíblia para perdoar o crime, mas a usa como arma para condenar um encontro de almas. Podem rir, podem sentir pena ou dizer que é inveja; podem seguir com suas fábulas de cobras falantes. O que foi real entre nós, nenhum sermão apaga. Contra fatos — e conexões que nasceram no espírito — não há argumento religioso que vença.

A vida nos cruzou de um jeito que lógica nenhuma explica: uma voz no rádio e um coração do outro lado pronto para escutar. Foi o encontro de dois corações machucados que, de repente, sintonizaram na mesma dor e na mesma esperança. Não foi um simples "oi", nem um esbarrão; foi o nosso começo. Antes de tudo, éramos amigos. Conversávamos sobre tudo, ríamos de qualquer coisa e falávamos a noite inteira. Naquela época, ninguém sabia a aparência do outro e ninguém ligava para julgamentos de idade ou opiniões alheias.
O que passamos foi bom. Havia uma conexão de alma que poucos entendem. Por causa de um erro meu — que nem nós dois sabemos explicar o real motivo — as coisas não deram certo. Ninguém é perfeito. Mas tudo o que eu vivi com você foi real e teve muito amor. Você realmente fez o meu mundo melhor e me deu a certeza de que eu tinha encontrado a esperança de um grande amor verdadeiro.
Podem falar o que quiserem, podem usar suas regras e julgamentos, mas eu sei o que eu vivi. Eu senti. Não posso falar por você, mas pela minha vida eu afirmo: foi real, foi intenso e foi, acima de tudo, o que me fez acreditar de novo.

Entre um sol e outro


Já vi o sol saindo da escuridão por entre as nuvens da janela de um avião,


Já vi o crepúsculo com seus diversos tons avermelhados desaparecer do horizonte praiano,


E em nenhum destes fantásticos acontecimentos eu vi, porém eu senti você renascendo,


Sofro de tensas saudades, mais tenho a esperança de que está muito perto o nosso reencontro.

De maneira inexplicável
um completa o outro,
Tu me ocupa irresistível
todo o pensamento,
e igualmente eu o seu.


Ao nosso encantamento
dou mais do que corda,
Dançamos igual os tuins
no vento da [real história].


Na busca dos reais frutos
da majestosa Araraúva,
Envolvidos pelos véus
do silêncio e da aurora:
a convicção enamora.


Os sinais de completude
a cada dia mais estamos
fazendo questão de mostrar,
que iremos nos [aproximar].

1719
"Da Caminhada para Acampar à Porta dos Quartéis vai ser um pulo e outro fiasco. Que haja, também, choro, reza e pneu como Altar. Precisamos rir ainda mais dessa gente!"

Uma mão boba são cinco dedos de iniciativas, um processo e outro tapa na cara.

Inserida por andresaut

- Sentei esfreguei os olhos
primeiro um depois o outro
antes de um longo suspiro
quis me assegurar se
eu era de carne de vidro ou de aço
vulnerável ou só incapaz
eu feita de couro branco
com sorrisos inflamados
me estiquei estralei os dedos
me encostei no primeiro lugar
tomei um copo de água
a garganta ardeu
outro lugar inflamado
estou presa no chão
e eu sempre estive no céu
estou no vigésimo andar
incomodada e acomodada
em uma carcaça errada e errante
parcialmente inflamada
outro lugar ferido
querendo ser livre
dedos e polegares presos
em uma caneta suada
em folhas de papel incardidas
quase amareladas
eu pintei o teto as paredes
com o resto do azul marinho
pintei a alma exibindo meu fôlego
estou caindo do vigésimo andar
o cigarro acabou
o café está quase pronto
e não vai dar tempo
eu sei que estou quase caindo
antes de escrever mais um verso
mesquinho e inquieto
sentei esfreguei os olhos
primeiro um depois o outro
antes de um longo suspiro
quis me assegurar
que alguém me leria
e como em um sopro
me joguei tentando ser livre
completamente inflamada.

Inserida por RebecaMelo