Um Estranho Impar Poesia
"Estou ali..."
Estou ali, quem sabe eu seja apenas
a foto de um garoto que morreu.
No espaço entre o sorriso e o sapato
há um corpo que bem pode ser o meu.
Ou talvez seja eu o seu espelho,
e olhar reflete em mim algum passado:
o cheiro das goiabas na fruteira,
o barulho das águas no telhado.
No retrato outra imagem se condensa:
percebo que apesar de quase gêmeos
nós dois somos somente a chama inútil
contra o escuro da noite que nos trai.
Das mãos dele eu recolho o que me resta.
Chamo-lhe de menino. E é meu pai.
Conclusão de um comentário que eu recebi, referente a 9 jovens, que morreram numa ação militar, no baile funk, em São Paulo:
Se você é negro (mesmo que você se considere branco, tem sangue de negro correndo nas veias e é pobre), morador da favela: - não saia de casa, pois você corre o risco de passar pelo lugar errado, na hora errada e acabar sendo assassinado pela polícia (polícia pobre, negra, e até morador da favela, subordinada pelo sistema para obedecer as ordens que vem de cima para baixo).
Soneto
Quando Fílis as lágrimas bebia,
em um fio de pérolas brilhante
da matutina luz, bela, e flamante
precursora do sol, e mãe do dia,
uns dentes se lhe partem à porfia
para a união das pérolas amante,
que sendo a qualidade semelhante
os quis conglutinar a simpatia.
Bem que ao beber as pérolas luzentes
se lhe quebrem os dentes, julga e toca
não serem as matérias diferentes,
pois sem se conhecer mudança, ou troca
enfiados por pérolas os dentes
têm por dentes as pérolas na boca.
Se tudo for um contraste
Cristais,
Brilho do dia
Luz da vida
Diamante.
Luz da noite
De todos os amores.
Alexandrita
Se torna tragédia,
Cedo mais tarde,
Vira esperança.
Volto à terra
Os seres são tesouros
Cheios de brilho,
Mas distantes
Sem valor.
Te amo
Sai facilmente
A palavra:
Te amo;
Com um toque
Brilhante em sua face
Seguindo, e vindo,
E controlando...
O seu sorriso
Constelar
Linda despedida
Da manhã!
Palavras
Senti na pele amargas dores,
E vi as minhas palavras
Como um refúgio…
Não sei se a minha
Vida será lembrada,
Ou se serei uma passagem
Na escrita. Sinto o tormento,
E em mim um vazio,
O chão que fino sinto.
Um falso chão, e palavras
Que não aprecem serem
Vistas. Quero gritar, e a minha
Voz se esgana, e sai sopro
De minhas dores… Sei que
Fui poeta, poeta perdido no
Nada, poeta sem destino,
Poeta que a vida jamais
Soube preservar, não sei
Se viverei a anos, e se serei
Aplaudido pelas minhas palavras.
Um poema não está no espaço
Por está, eles são muito mais
Que uma pessoa, mas
Que custa os sentimentos
Objetivos, e subjetivos
De uma poeta.
Monólogo de um ser apaixonado
Não agüento ficar distante
De você,
É como estar faltando
Alguma coisa em mim.
Não sei o quê!...
Gostaria de traçá-la
Nas nuvens,
Mas mesmo assim
Triste!
Pois sei que elas se desmancham!
Não sei se suporto
A sua distancia
Mas queria
Morrer abraçado
Com você!
Contraste
Se o iniciar
De um ano novo
Fosse o iniciar
De boas ações,
Seria gostoso.
Assim como um poeta
Escreve coisas puras,
Se o mundo fosse verdadeiro
Seria tanto gostoso,
Quanto triste
O mundo sempre
Nos prega contraste.
Destino
Corria no asfalto
Feito um carro
Sem roda,
Derrapa...
Des-
li-
za
no
as-
fal-
to...
Volta,
Vai,
Fica
Foge...
Indecisão
Da vida
Tudo
Foge
Tudo
Fica na vida
De um jovem.
Eu não vim a este mundo para ser um mero coadjuvante desta história. Não... não, eu vim a este mundo para fazer história, para proclamar as verdades de Cristo aos corações famintos, para levar a luz de Cristo Jesus, aos corações famintos, onde as trevas jaz. Ele nos chamou para cumprimos o Ide. (Mt 9.37; Mt 4.16).
Dedico esta frase aos meu irmãos em Cristo Missionários Silvana Silva (Maputo África) e Danillo Barbosa (Índia)
(Por: Renato A. Cavalcante)
Oh solidão, não podia ser pior.
Distingo-me em um tédio. Desaba tudo ao meu redor.
Raras estrelas ao meu céu. Esporadicamente algumas brilham, afinal, já estão mortas em um leito cruel.
Oh mágoas, por que persiste se meu amor já não existe?
Foi-se o meu fulgor. Foi-se meu gosto.
A única coisa que brilha são as lágrimas rolando nas maçãs do meu rosto.
Tarde quente. Angústia no ar...
A janela aberta é um atrativo para se jogar.
Deitada na cama pensando na vida...
Lembrando e se depravando com o passado não vivido.
Desnorteio-me com o tempo atual.
Fecho os olhos. Tento dormir mais um pouco.
Dessa vez não quero acordar.
Meu sono é turbulento...
Mesmo assim, a realidade enquanto acordada é mais perniciosa.
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.
O amor é um sentimento atemporal.
A doçura do amor não azeda.
O beijo molhado não fica seco.
O abraço caloroso não esfria.
As diferenças são indiferentes.
Os possíveis conflitos tornam-se motivos para reflexões.
Se tudo isso já não existe, não foi amor, foi apenas um desejo.
Olha que garota bacana,
Atenciosa, amigável e humana.
Há dez anos mora sozinha,
Um longo trajeto, mantendo-se na linha.
No correr do dia não se prende às horas;
Deixando-as passar... Até o romper da aurora.
Mesmo com o relógio no pulso
Se chegar atrasada improvisa um bom discurso.
Trilha sonora do repertorio MPB,
Violão soando retro, não demodê!
Se chover,
Não há problema,
Isso não lhe atormenta.
Ouve com calma o barulho que lhe acalenta.
Gosta do frio que aquece e acolhe; Paisagem interna como uma pintura de Van Gogh.
No crepúsculo frio das coisas da vida
Em momentos solenes de veraz alegria.
Com sua moto ao se locomover, Deixa seu percurso para o próximo alvorecer.
O futuro é a continuidade do agora
Cada instante constitui uma historia.
No final das contas
"A vida é de se entregar..."
Nada de perder tempo,
Pois em algum momento, ela há de se findar.
Noite escura, lua brilhante,
um trovador, um violão.
No coração em um instante,
arde o fogo da paixão.
Sou um trovador do amor
Aprendiz de quem morreu na cruz.
Das lições do meu Senhor,
que é o Senhor Jesus.
Como confiar novamente depois de um término.
Confiança não é um salto no escuro, nem um presente que alguém entrega de mão beijada. É uma semente que nasce da terra mais árida do nosso peito — aquela que parece impossível de florir depois de tanto sofrimento.
Eu sei que você está cansada. Cansada de promessas vazias, de palavras que voaram, de silêncios que doem mais que qualquer grito. Cansada de se entregar e, no fim, ficar com as mãos vazias, o coração ferido, a alma despedaçada.
Mas a verdade que ninguém te contou é que confiar de novo não é esquecer as cicatrizes. É aprender a carregar cada uma delas com leveza, como medalhas de quem sobreviveu a batalhas que pareciam impossíveis.
Confiança começa no silêncio da sua alma, quando você decide olhar para dentro e dizer: “Eu me escolho. Eu mereço um amor que não me diminua.”
É nesse momento que você planta a primeira semente. Um amor por você mesma — que não precisa ser perfeito, mas precisa ser verdadeiro.
Não se apresse em preencher os vazios com alguém que não respeita seu tempo, sua dor, seu processo. O amor que cura espera, não atropela.
Você já é inteira, mesmo com suas feridas. Já é forte, mesmo quando se sente frágil. Já é luz, mesmo quando a escuridão insiste em rondar.
Confie na sua força, no seu tempo, na sua capacidade de se reinventar a cada amanhecer.
Quando a confiança voltar, ela não será um risco cego, mas um caminho consciente, suave, onde você pode caminhar de mãos dadas com o amor que você merece — aquele que acolhe, respeita e transforma.
E, até lá, seja gentil consigo mesma. Permita que seu coração se cuide, se ame e se prepare para florescer de novo.
Porque você merece florescer.
Com todo meu carinho,
O HOMEM E O MOLUSCO
Autoria: Profª Lourdes Duarte
Certa vez um homem autoritário e prepotente, resolveu caminhar na praia para organizar melhor seus pensamentos. No trajeto que fazia, se deparou com um pequeno molusco na areia, olhou e pensou: o que este bicho tão insignificante está fazendo aqui.? Pisou no molusco e continuou sua caminhada porque para ele, já havia perdido tempo demais.
Ao dar o primeiro passo, percebeu que o bichinho saiu debaixo da areia, pisou novamente e esperou que o mesmo morresse. Pra sua surpresa, o molusco continuou sua trajetória rumo ao mar, fazendo um caminho por baixo da areia, até chegar na água , mais vivo que nunca, se perdendo na imensidão do mar.
Atônito, o homem prepotente se pôs a pensar, como um bichinho tão insignificante pode ter tanta coragem e perspicácia na lutando pela sobrevivência.
A história nos mostra que ninguém é superior ao outro e que a insignificância maior é menosprezar a capacidade alheia, humilhando e destratando por se achar superior.
Identificar as aparência não significa que conhecemos a capacidade de alguém , nem sempre os gigantes são mais fortes e inteligentes, não foi atoa que Davi fez cair por terra o gigante Golias ,com uma simples e certeira pedrada na testa.
Lembre-se, a superioridade e a arrogância não é o melhor caminho para felicidade, os fracos serão exaltados e os arrogantes serão destruídos por sua própria insignificância.
Que cada dia seja pra você um convite a felicidade e que cada anoitecer seja um convite para sonhar sonhos possíveis e um apelo para viver um novo amanhecer, ,até que as
estrelas cubram o céu mais uma vez trazendo esperanças de dias melhores.
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