Um Estranho Impar Poesia

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O cosmos que contemplamos pelo telescópio resplandece e nos revela um buraco negro viajando pelo infinito do espaço — notado apenas porque devorou uma estrela.
​Ao olharmos para nossas questões éticas, raciais e biológicas, enxergamos as mesmas divergências entre raças e etnias. É de uma complexidade inigualável compreender os seres do universo, assim como decifrar os mistérios da nossa própria espécie. Desatamos nós que se destrincham num mundo onde somos, ao mesmo tempo, tão diferentes e tão iguais.
​O espaço sideral é o espelho de cada ser. Mesmo para a mente digital em viagens astronômicas, o espaço projetado desenha imagens configuradas para a própria origem da vida.
​Mas somos tão complexos que o primeiro contato provavelmente será creditado a uma inteligência artificial ou a um robô autônomo. Haverá ali uma alquimia de cores primordiais, pois a cor pode ser uma forma de linguagem — tal como o cheiro, o sabor das águas ou a composição dos gases, traduzindo sentimentos ou puros pensamentos.
​Luzes que provocam sensações.
Luzes que transmitem debates.
Luzes que revelam os detalhes da dor existencial, as disfunções da cognição e a ação lógica e racional voltada para a contemplação do eu.
​Diante da adversidade e da calamidade, o ser humano revela seu contraste: maltrata a biosfera enquanto chora pela vida, transcendendo suas práticas na apologia de seus dogmas e crenças. E, diante do inevitável, o enigma dos corpos mentais nos mostra que cada consciência carrega suas próprias marcas.
Por Celso Roberto Nadilo

Dentro de um pingo habita tanta informação que pensar nisso quase faz a mente colapsar: um universo inteiro suspenso em uma única gota. Foi assim que vi o primeiro pigmento.
​Eram raios iluminados de sonhos em um espaço imenso e, ao mesmo tempo, vazio. O pingo ganha forma sob a membrana translúcida que compõe este universo — um microcosmos ligado a outro cosmo em uma explosão de cores e pigmentos, fazendo florescer a mente em ideias repletas de relevos e cenários iluminados."

⁠não precisamos enfrentar todos medos de uma só vez, num mesmo dia; escolha um e enfrente, a vida é cheia de etapas, ninguém assiste alguma coisa pulando para o final.
ninguém desce uma escada grande pulando do último degrau embaixo.
aceite seu tempo, imponha limites na sua própria vida, mas jamais deixe que seus próprios limites te afetem.

⁠tem histórias que acabam. mas tem outras que são um ponto de partida;
isso não é uma história.

sou um tipo de pessoa que não guardo rancor de ninguém, mas cada um tem de mim, aquilo que merece.
e mesmo que possa ter me machucado, sempre que precisam eu tô ali.
na pior, eu tô junto, no melhor, eu tô na plateia.
e me sinto muito bem assim.
mandou uma mensagem, eu respondo, podemos até ter nos falado anos atrás. mas de uma única coisa, eu sei, somos todos temporários, e se for pra deixar saudade, que fique a saudade de que um dia, quando mais precisaram de mim, estive ali.
-eumaria

em um mundo onde a paleta de cores ganha vida e se transforma em sentimentos, onde as pinceladas ganham vida e dançam em um ritmo harmonioso, encontro um universo paralelo onde o amor e a arte se entrelaçam de forma sublime.

vislumbro um céu noturno que parece pulsar com a energia dos amantes apaixonados. as estrelas brilham intensamente, como testemunhas silenciosas de juras de amor eterno. a lua, com seu brilho prateado, ilumina o caminho dos enamorados, guiando-os através da escuridão.

envolvido pela delicadeza e suavidade das pétalas rosadas que preenchem a tela. as flores são símbolos de renovação e esperança, como o amor que floresce em corações ansiosos por se entrelaçarem. os galhos se entrelaçam em uma dança sutil, assim como as almas que se encontram e se conectam em um abraço afetuoso.

encontro uma explosão de cores e vida que reflete a paixão arrebatadora.
os girassóis, voltados para o sol, representam a busca incessante pelo amor e a felicidade plena. cada pétala é um lembrete do poder transformador do amor, capaz de preencher nossas vidas com um brilho intenso e caloroso.

onde a simplicidade e a intimidade são retratadas com maestria. nesse cenário acolhedor, vislumbro um refúgio de amor e cumplicidade. cada objeto é um testemunho silencioso de momentos compartilhados, lembranças que ecoam pelo espaço, alimentando a chama do amor.

Somos condenados por amar.
Jogamos nossas vidas em nossos pensamentos.
Somos sombras de um amor pagão...
Amanhece no profundo do meu ser.
Vagamos pelas poeiras da noite...

O mundo não gira ele capota em suas metáforas ate um terra plana acreditam!
Imagina as estrelas serem luzes de abajur de Deus.

Alma espiritual verdade o querer um ato ser e querer no movimento no estado do psicológico.
Logica ato romântico mesmos assim sensato pois a compreensão tem variáveis nos desenhos da desenvoltura do espaço e tempo alinhado s realidade vivida.

No início inocente da existência, o que éramos além de poeira cósmica dentro do resultado de uma explosão cujo único veredito foi o existir? Evoluir seriam créditos acumulados ou apenas a soma mecânica de existir na existência? Na nossa realidade contemporânea, parecemos apenas aprender a alienar a nós mesmos. A genialidade do homem reside em criar conflitos, uma linha que vai desde o domínio do fogo até as ilusões da alegoria da caverna.
É o despertar da poeira falante. Pois existo e, diante do todo, nada sou; mas ainda sou, e penso sobre o que sou. Pelo fato de ser e existir, ganho o poder de criar. Somos, ao mesmo tempo, a equação e o equivalente à caótica do ser diante de si mesmo. E, no fim desse processo, ainda somos aquela mesma poeira que olha para os céus e grita: "Eu existo".

Todo ato da necessidade de um início pois sem ação não se tem reação.
Na resiliência da ação.
Neste fato Feedback da alienação apenas é desculpa para continuar a musica do rebola.

Veneno do ar

​O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
​Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
​O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.

As correntes marcam os pulsos. Cortes profundos dão a certeza do início: corta-se um pé, depois alguns dedos, para que ninguém reclame da falta de liberdade. Trabalho escravo: trabalha-se seis dias, descansa-se no domingo — e dizem que já existem "direitos trabalhistas". As tripas espalhadas pelo terreno são daquele que tentou reclamar; agora, nem os porcos querem sua carne. Ao longe, os corvos levam tiros, pois nem a eles é dado o direito de consumi-la. Seus olhos são jogados no telhado, pasto para os ratos.
​— Posso enterrá-lo no cemitério da igreja?
— Que absurdo! Só os barões do café compram terreno no céu.
​Jogue-o na fogueira até virar pó, pois a semana ainda não terminou. Deixe os ossos para a sopa, misturados aos restos da casa para que todos comam, afinal, a dívida deste mês já está cobrada.
​Agora, ligue a televisão. Chame todos para assistir ao jogo da Copa: a distração faz parte da divisão. Sirva pão duro e suco de limão. Pode fazer pipoca com o milho mofado. Vamos abrir uma Live. Peça para as costureiras da Bolívia virem, pois ainda temos vagas na fazenda.
​No trabalho, o celular é proibido. Não há direito a médico, nem a dentista. Os corvos continuam famintos diante da escravidão. E o algoritmo segue ditando as regras nas correntes das big techs.
​— Celso Roberto Nadilo
Governantes de nossas almas

O que a ilusão?
Nas fronteiras dos meus sonhos...
O amor é uma flor ou um espelho.
O amor é ser sensato na razão.
É simplicidade mergulhar no infinito.
Sendo a dor sentimento pequena gota que desdém o universo.

Somos a elipse do passado e do futuro, no âmbito de um conhecimento que nasceu diante de um universo de possibilidades. Dentro de nossas próprias propriedades, somos o início, o meio e o fim da nossa espécie.
​No sonho profundo da humanidade, nossos pensamentos são sentimentos fragmentados por lembranças no espaço e no tempo. Marcamos cada instante com um significado complexo, cheio de caminhos — como as circunstâncias de uma ferida exposta no cosmos. Somos pequenos grãos na imensidão, passando pelas areias do tempo e cobrindo o intenso marco da existência.
​Essa vertente trabalha em si, para si. O "eu" caminha por sua origem e dá-se conta de que o vazio é parte do todo, entregue à ilusão do ser temporal. Estamos envoltos na mesma linha de pensamento em que a matrix da realidade ambígua é moldada por você. Pois cada instante da vida é único, até que a própria vida se torne uma nuvem a pairar no limiar de um evento massivo.
​Dentro de cada crônica, o ambiente torna-se aceitável para que haja a compreensão do ser. O paradoxo ganha contornos de realidade num pensamento que viaja pelos conceitos básicos da humanidade. Mesmo assim, a alienação intelectual reage ao termo da existência como um mero lapso temporal.
​As frequências são os padrões para os quais as sombras servem de tradução no espaço-tempo.
​— Por Celso Roberto Nadilo

​O Despertar da Poeira Falante
​No estado inerte da matéria profunda, tateamos o sentido em um manto vibratório. Ali, onde a ordem universal estabelece suas leis imensas, o caos nos empurra para a frente, avançando sempre em direção às perguntas que geram novas perguntas. A própria Relatividade responde ao contínuo do espaço e do tempo, desabrochando a cada amanhecer e dando asas aos elementos abstratos — sintéticos ou ainda por conhecer — para que possamos prosseguir nesse processo seletivo de compreensão que a vida nos proporciona.
​Tudo está em movimento, até mesmo o inerte, pois cada ser carrega o tempo e o espaço no contínuo exato de sua existência. No microespaço, dois seres se conectam pelo emaranhado quântico, possibilitando viagens temporais e dobrando as dimensões como as cordas de um violão, onde cada nota ressoa como um momento na história.
​Lá fora, nas cascatas de energia de Andrômeda, os aglomerados de estrelas irradiam uma luz que intriga: ver essa energia viajar por milhares de anos-luz nos dá a perspectiva de que o cosmos pulsa e chora, espalhando suas emoções pelo universo. Como poeira falante, observamos o universo derramar suas lágrimas nessa monumental novela cósmica.
​E quando a estação espacial orbita a Terra, olhamos para a imensidão e percebemos o quanto estamos ligados ao momento da criação. Em um suspiro cósmico, a humanidade saiu das cavernas, olhou para as estrelas e abraçou o universo.

Virtude de um caminho para as estrelas,
num ser fulgurante de atos sonsos e divergentes.
Nos espelhos quânticos, os ecos atrozes de linhas temporais distintas
ressoam no espaço e no tempo da continuidade...
​Fecham-se os olhos na solitude dos astros.
Nas páginas de um diário reflexivo,
seres pujantes se exploram no limiar das almas aniquiladas."
— Celso Roberto Nadilo

Metáforas de cores reluzentes transcendem a percepção aguda sob um ângulo corretivo.
​A percepção do azul, na velocidade magnética, atinge o ápice do ego expressivo; no espaço contínuo, essa mesma velocidade projeta o vermelho como cor de fenda, num pequeno rasgo do espaço-tempo.
​A translação do ar reflete o status do fluxo no meio ambiente. Quando o ar é quebrado pela velocidade do som, as ondas de impacto materializam a sonoridade em cor que se dissipa no exato instante do estampido.
​O ar comprimido da existência — metáfora quadriculada em estado primitivo de inércia — desperta. A energia se manifesta na primazia do branco, como o rastro da difusão de uma viagem temporal que deixa em seu rastro a pura sensação do vazio.

O amor próprio tem opinião e fotos de status, no linear do dia ver o por do sol...
Te da um significado e um sentido de ser.

Sou o posso ser e eu sou..
Um ser crítico que sobrevive no ser do meu eu e ainda sou eu diante das probabilidades sou que sou nada mais que eu convicto de ser que sou nada mais além...
Tento responder para ego o eco do eu mais involuntário apenas sou.