Somos a elipse do passado e do futuro,... Celso roberto nadilo

Somos a elipse do passado e do futuro, no âmbito de um conhecimento que nasceu diante de um universo de possibilidades. Dentro de nossas próprias propriedades, somos o início, o meio e o fim da nossa espécie.
​No sonho profundo da humanidade, nossos pensamentos são sentimentos fragmentados por lembranças no espaço e no tempo. Marcamos cada instante com um significado complexo, cheio de caminhos — como as circunstâncias de uma ferida exposta no cosmos. Somos pequenos grãos na imensidão, passando pelas areias do tempo e cobrindo o intenso marco da existência.
​Essa vertente trabalha em si, para si. O "eu" caminha por sua origem e dá-se conta de que o vazio é parte do todo, entregue à ilusão do ser temporal. Estamos envoltos na mesma linha de pensamento em que a matrix da realidade ambígua é moldada por você. Pois cada instante da vida é único, até que a própria vida se torne uma nuvem a pairar no limiar de um evento massivo.
​Dentro de cada crônica, o ambiente torna-se aceitável para que haja a compreensão do ser. O paradoxo ganha contornos de realidade num pensamento que viaja pelos conceitos básicos da humanidade. Mesmo assim, a alienação intelectual reage ao termo da existência como um mero lapso temporal.
​As frequências são os padrões para os quais as sombras servem de tradução no espaço-tempo.
​— Por Celso Roberto Nadilo