​O Despertar da Poeira Falante ​No... Celso roberto nadilo

​O Despertar da Poeira Falante
​No estado inerte da matéria profunda, tateamos o sentido em um manto vibratório. Ali, onde a ordem universal estabelece suas leis imensas, o caos nos empurra para a frente, avançando sempre em direção às perguntas que geram novas perguntas. A própria Relatividade responde ao contínuo do espaço e do tempo, desabrochando a cada amanhecer e dando asas aos elementos abstratos — sintéticos ou ainda por conhecer — para que possamos prosseguir nesse processo seletivo de compreensão que a vida nos proporciona.
​Tudo está em movimento, até mesmo o inerte, pois cada ser carrega o tempo e o espaço no contínuo exato de sua existência. No microespaço, dois seres se conectam pelo emaranhado quântico, possibilitando viagens temporais e dobrando as dimensões como as cordas de um violão, onde cada nota ressoa como um momento na história.
​Lá fora, nas cascatas de energia de Andrômeda, os aglomerados de estrelas irradiam uma luz que intriga: ver essa energia viajar por milhares de anos-luz nos dá a perspectiva de que o cosmos pulsa e chora, espalhando suas emoções pelo universo. Como poeira falante, observamos o universo derramar suas lágrimas nessa monumental novela cósmica.
​E quando a estação espacial orbita a Terra, olhamos para a imensidão e percebemos o quanto estamos ligados ao momento da criação. Em um suspiro cósmico, a humanidade saiu das cavernas, olhou para as estrelas e abraçou o universo.