No início inocente da existência, o... Celso roberto nadilo

No início inocente da existência, o que éramos além de poeira cósmica dentro do resultado de uma explosão cujo único veredito foi o existir? Evoluir seriam créditos acumulados ou apenas a soma mecânica de existir na existência? Na nossa realidade contemporânea, parecemos apenas aprender a alienar a nós mesmos. A genialidade do homem reside em criar conflitos, uma linha que vai desde o domínio do fogo até as ilusões da alegoria da caverna.
É o despertar da poeira falante. Pois existo e, diante do todo, nada sou; mas ainda sou, e penso sobre o que sou. Pelo fato de ser e existir, ganho o poder de criar. Somos, ao mesmo tempo, a equação e o equivalente à caótica do ser diante de si mesmo. E, no fim desse processo, ainda somos aquela mesma poeira que olha para os céus e grita: "Eu existo".