Um Estranho Impar Poesia

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⁠⁠Pelas mãos que arrancam legumes do chão
Na bravura de Maria queimando o carvão
No suor de meio dia esperançando o trovão
A vida é o hoje de um agora mais não

Inserida por gnpoesia

⁠A madrugada uiva vãs noites,
e as ruas vazias discursam encrespações,
ao longe já se ver os poemas de dois corações,
e o seu dilema que me atira açoites.

Há outros beijos e outros nortes
que na noite turva se cultua
o adeus de minhas mãos nuas
e o alvitre impecável de nossos corpos.

E no infinito já se ver
outros caminhos sem você
um prazer que aos poucos se desfaz,

Meu amor, adeus, pra nunca mais...

Inserida por gnpoesia

⁠à sombra do meio dia se espera a noite,
uma noite escandalizando-se em estrelas, luas e segredos.
sem o enredo de um teatro vulgarizado.

à saudade da partida se espera a chegada,
a volta ou o nunca mais de um nunca a mais infinito,
e coisas se guardam na mente de anônimos apaixonados.

Olhos se fecham, corpos se entortam e um único gemido dilacera,
em cada um - uma espera.

Inserida por gnpoesia

⁠O sol vai nascer,
em noite estrelada.

Mas por que o sol vai nascer,
se ainda é madrugada?

Amanhece de uma vez,
não tenho sereno para você.

É? O meu cigarro ainda tem chama.
poxa, aqui não tem fósforo!

E aquela lua espreitando?
espreitando não sei o que.

Ainda é noite?
olha o vermelho, não vês o sol?

Sol?, é apenas o que você queria ver, reluzindo.

A noite é ensolarada com você.

acabou o cigarro, e já se vou.

e o eterno se vai?

Se vai, dormindo.

Inserida por gnpoesia

⁠me canso dias e dias,
e no sereno da noite,
o sol vem logo cedo clarear,
o que era escuro, frio, feito açoite.

Mas tudo é vazio,
sem você,
cadê ao menos o amor vadio,
que enlouqueceu e logo esqueceu.

Não sento ao lado da fidelidade
pois nada é de verdade
e escorre pelas idades
e nada nasceu.

Não sou e nem fui,
não ando e nem cheguei,
tudo é um nada que flui,
até o sombrio desejei,

algo desprezado ao léu morreu.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠⁠O amor perscrutei mas saudades inoportunas - e me perdia aos poucos nas estradas, a buscar estrelas em cada canto de Uiraúna!


No beco da sala espacial a noite se afunilada, pois juntava estrela com lua e uma avenida por um beco se apaixonava.

E viajava nas asas das graúnas
Da revoada que partia da Catedral
E do céu o coral de Uiraúnas
Poetizando

Inserida por gnpoesia

⁠Há uma flor no horizonte -
despetalando-se - para adornar a terra vazia,
exalando o odor dos ventos a perfumar o universo,
sombreando os caminhos do sol escaldante,
A flor das ventanias, a flor dos amantes.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠Perdi-me pelo esquecimento,⁠
Dos teus quereres fadonhos,
Mais nada há de iluminar,
Nem o sol, nem a lua e seu luar.

Pois teus quereres irônicos,
Nada mais há de clarear,
- nem as fiadas vezes do divertimento,
Nem a loucura tentada de te amar.

Serás escuridão quando fores luz,
E dia quando fores lua,
uma esmola sem nada pra deixar.

esperarei pelo fogo da quimera
e se perdendo pelo esquecimento
Pra nunca mais te encontrar.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠Fazer-se-á caminhos, de nuvens cinzentas e sinuosas, aos ventos que sopram o mar, no feitio à goela dos ofendidos.

Fazer-se-ei infinitos, assobiados por aves impetuosas, que gorgeiam as primeiras horas de manhãs mal nascidas, louquejando as desnudas noites indormidas, ao sereno lacrimejante do universo,

em volúpias despedidas.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠⁠Ah! as ruas, são ladrilhadas de passos, caminhos que se cruzam, vidas, passados e mais passados de desconhecidos mas que se veem por acaso e não se conhecem, que fatalidade! Mas são passos de gentes, de alguéns, de caminhos e de passado.

De minha janela vejo o sol, estrelas, luzes no céu, confundíveis, clarões e noites vadias, um pouco de sereno que passa por mim e se esvazia, quem sou eu, se por acaso não existo? Se há beleza nas coisas estranhas, tudo se encontra pois somos coniventes.

A vida se revida no tempo!

Inserida por gnpoesia

⁠coisas inventadas são requintes intermináveis,
o tempo idealiza intervalos de eras,
e de eras e mais eras, os segundos são horas,
as horas mais belas dos verões desejáveis.
Os sóis do cotidiano dissimula o sangue da terra,
o céu estralado também esconde luas,
poetas desesperados escondem seu amor,
as fúrias humanas, outrossim, dilaceram.
os caminhos são longos e esquecidos,
vagam almas boas que disfarçam alguma espera,
o sangue escorre da colina dos enternecidos,
e o céu lacrimeja e chora sobre a terra.

Inserida por gnpoesia

⁠Comentando a frase de Charles Bukowski - "Há pessoas inesquecíveis e para isso não há cura".

De fato, não há cura, pois é um sentimento solitário daquilo que naturalmente não se pode esquecer, o impossível não é tão utópico. No final das contas, a culpa é nossa. Por isso, exagerar-se-á sempre da mesma coisa: poesias, álcool, filosofia e saudades. Para essas coisas loucas, uma boa filosofia com uma bebida qualquer.

Inserida por gnpoesia

Vai o vento de meio dia,
soprando os restos de gentes,
jogados ao sol a fio.

E cada qual o seu lamento
vai soprando lentamente
a vida de lá pra cá.

Apanho as estrelas entre as mãos,
e apago o meu sol no meu olhar.

É tudo vil e distante,
mas tua alma são diamantes,
que ainda não brilhou.

Se deitas assim tão levemente,
feito o sol, feito o vento,
que do horizonte se esquivou.

E assim, tão pouco e livremente,
voastes para o céu sem ver-te voar.

Mas sei que para longe já voou,
pois em minhas mãos o ocaso chorou,

As lágrimas pequenas de dor.

Inserida por gnpoesia

Se existe amor,
a vida se reinventaria,
E a dor seria apenas o olor
Do próprio amor em nostalgia.
Mas se existe amor,
O sol seria a dois, amarelando o universo,
E o vinho entorpeceria a razão,
Em um mundo duplicado, lado a lado,
Onde o amor poetizaria as tolices do coração
A ordem seria o inverso
De um horizonte sem imensidão
Coroando os nossos às de luz,
Nos estilhaços apagáveis da ilusão.
E se existe amor, o meu amor cantaria.
E viveria de canção, seja lá onde for,
Mas canção também se canta na dor,
Porém, de amor morreria,
Se existe amor?

Inserida por gnpoesia

⁠Há o dia, a retina fita a luz,
Mas os raios solares são transparentes,
O calor de meio dia é o alvorecer,
De horas irreguladas e descrentes.
Há noites estreladas e de lua,
Mas nada alumeia os becos escurecidos,
As pessoas nas ruas estão nuas,
E nenhum rumor serve de lenitivo.
Há amor sob corações insanos,
Sem o torpor dos sonhos esquecidos,
Mas em tudo há vigor e acalantado,
Mas o "eu" queda-se, adormecido!

Inserida por gnpoesia

⁠Todos nós vamos morrer,
É a única luz que ocultamos da vista,
Pois morrer-nos-emos, tão de repentemente.

Pensei por muito tempo que as estrelas invejava a lua,
Mesmo com tanto brilho demasiado,
Pois a lua tão solitariamente, é vista na terra dentre luzes,
Luzes exuberantes.

O sol haveria de tomar todo os instantes,
Mas aceitou a noite tão silenciosamente,
Mas tão modestamente, que o poente virou seu funeral,
Mesmo todos sabendo que poucos instantes depois,
o sol viria a brilhar novamente.

Ás vezes olhamos para quem amamos,
E dentro de nós o coração é pela primeira vez sentido,
Pois não sabemos até quando contemplaremos,
As pessoas que perguntávamos se estavámos bem.

E os nossos sonhos, até os amores, voam ao léu.

Mas em um dia qualquer,
Arrumaremos a mesa com apenas pão e café,
E as fíascas de luzes a nossa volta nos cobrirão,

Em um dendo véu...

Inserida por gnpoesia

⁠E minhas mãos não tocaram a lua,
Mas colheu todas as estrelas do luar.
As mesmas mãos fortes e nuas,
Alcançou a sorte pelo olhar.

Inserida por gnpoesia

⁠O horizonte inventa o infinito,
Mas não homizia o sol.

Há lonjuras inalcansáveis do dourado,
Do dourado amanhecido de arrebol.

Mas o fulgor do mais bonito,
Está no infinito,

De um horizonte esquecido pelo sol.

Inserida por gnpoesia

⁠E no horizonte os pássaros açambarcavam o infinito,
Como no beijo dos enamorados em plena lua de mel,
Nas delicadezas que se jogam ao léu,
No beijo enterno sonhado em um manuscrito.

Inserida por gnpoesia

Terra, minha terra pecadora,
Matéria - prima da criação,
Do criador foi idealizadora,
Do ser humano tornou-se respiração.

Inserida por gnpoesia